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Estudo: Automação pode levar supermercados a reduzir 20% da força de trabalho

Por a 29 de Outubro de 2018 as 12:20
supermercado

A transferência de parte da eficiência digital para os espaços físicos é uma das principais tendências do retalho mundial. Segundo o estudo “The Future Supermarket: How Digital Operations will enable a winning customer experience, at much lower cost”, elaborado pela Oliver Wyman, os retalhistas já testam no terreno novas formas de automação que “obrigam a repensar o número de trabalhadores que serão necessários no futuro”. “Esta é uma consequência da otimização e simplificação das funções que poderão também levar os supermercados a libertar até 20% da força de trabalho”, aconselha o estudo.
De acordo com o relatório da Oliver Wyman, os supermercados do futuro também poderão funcionar com uma redução de 40% das horas de trabalho. Neste contexto, os retalhistas terão de realocar recursos humanos e custos em tarefas de maior valor para o consumidor, por forma a proporcionar melhores experiências de compra, revela a mesma fonte.
As experiências determinarão o futuro das lojas, defende o estudo. “Num mundo omnicanal, em que o processo de compra acontece cada vez mais online, as lojas físicas – se quiserem sobreviver e ser bem-sucedidas – devem oferecer uma experiência além da mera transação. Para isso, as pessoas continuarão a ser essenciais, uma vez que ter uma equipa capacitada e informada é a melhor forma de proporcionar experiências agradáveis aos clientes”.
Mas não só. O espaço do supermercado vai ser reordenado. “No futuro, a área dedicada aos produtos embalados ou recorrentes, que normalmente ocupam os corredores centrais dos supermercados, será reduzida. Para os produtos com poder de atração limitado, como são os detergentes, o leite ou o papel higiénico, serão criadas versões virtuais e pontos em que os consumidores apenas terão de utilizar códigos de barras para os adicionar às suas cestas”, defende o estudo.
A oferta de serviços, por sua vez, vai aumentar. “As exposições de produtos frescos, workshops de culinária ou nutrição, degustações e outros espaços de socialização tornar-se-ão lugares convencionais nos supermercados”.

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