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Qualidade do tomate português faz inveja lá fora

Por a 25 de Agosto de 2017 as 17:49
Herdade do Caldas, Vila Franca de Xira
Herdade do Caldas, Vila Franca de Xira

Com qualidades ímpares, o tomate português é cobiçado um pouco por todo o mundo. Duas empresas japonesas, uma das quais com um investimento em curso em Portugal, escolheram o País para apresentar em primeira mão uma solução tecnológica que promete ajudar a fileira a criar mais valor e ser mais sustentável

A multinacional japonesa do setor agroalimentar Kagome acredita que o tomate português é o melhor do mundo. São a coloração e o sabor adocicado, que resultam do clima e das características do solo, que fazem do tomate nacional um fruto que não encontra paralelo noutras geografias. Não foi por acaso que Hidenori Nishi, Chairman da Kagome, escolheu o nosso País para a apresentação mundial de uma solução que promete tornar mais competitiva a produção de tomate, que desenvolveu em parceria com a tecnológica NEC Corporation.

A Kangone é acionista maioritário da HIT, que opera duas fábricas de transformação de tomate em Portugal e tem em curso um investimento de 1,5 milhões de euros num projeto de Investigação para o desenvolvimento de novos produtos e novas práticas agrícolas.

A solução chama-se NEC CropScope e resulta de três anos de colaboração entre as empresas centenárias que escolheram Portugal para testar a tecnologia com o objetivo de valorizar a cultura de tomate, tornando-a mais competitiva e sustentável.  Como? Através da gestão dos campos de produção com recurso a tecnologias de Inteligência Artificial e Internet das Coisas (IoT). A solução, disponível através de uma aplicação, que começará a ser comercializada em 2018, baseia-se numa metodologia que permite, a partir da definição e adoção do número ótimo de recursos (água, fertilizantes e agroquímicos) obter a melhor produção em termos qualitativos e quantitativos. A produção é a primeira área de abordagem da solução mas as empresas estão interessadas em estender o valor acrescentado a toda a cadeia de distribuição, como a indústria transformadora e a distribuição. Por exemplo, as fábricas abastecidas por estes agricultores passam a dispor antecipadamente de informação sobre o valor aproximado de produção e a data em que o tomate vai ser colhido e podem desenvolver com mais eficiência os seus planos de produção.

A CropScope reúne dados a partir dos campos de cultivo através da instalação de sensores (medem a humidade do solo), da implementação de estações meteorológicas (características do tempo), de análises ao solo e de fotografias tiradas a partir de satélites e drones (informação sobre o crescimento vegetativo da planta). A reunião destes dados com o modelo biológico da cultura do tomate permite a criação de um campo de cultivo virtual. Depois, a solução faz milhares de simulações, a partir de mudanças efetuadas nos padrões de irrigação e fertilização, para definir, comunicado em tempo real, a quantidade de água e azoto que se deve aplicar e em que momento. A nova solução promete aumentar a produtividade dos agricultores, reduzir os custos e tornar a produção de tomate mais amiga do ambiente.

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