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59% dos portugueses não consideram compra online de frescos e mercearia

Por a 12 de Janeiro de 2017 as 15:55
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Apesar de se mostrarem disponíveis para a compra online em várias categorias de produto não-alimentares, os portugueses revelam-se pouco adeptos do comércio online no que respeita ao setor alimentar, revela o novo estudo “Global Connected Commerce” da consultora Nilesen.

61% dos consumidores nacionais dizem confiar nas compras online, admitindo que se sentem seguros na disponibilização de informações pessoais nas plataformas. Os portugueses mostram uma predisposição para partilhar dados superior à média europeia, assente nos 53%. No entanto, no que diz respeito ao retalho alimentar, 59% dos consumidores portugueses preferem comprar produtos frescos e de mercearia em lojas físicas e não consideram a compra online deste tipo de bens. Por outro lado, 23% assumem que não adquirem estes produtos através do comércio eletrónico mas estão disponíveis para o fazer num futuro próximo.

A compra de viagens é o segmento onde os portugueses se mostram mais dinâmicos no canal online, com 57% dos inquiridos a afirmarem fazê-lo, dez pontos percentuais acima da média europeia. Também vestuário, livros, música, papelaria e bilhetes para eventos estão entre os produtos que os consumidores lusos preferem comprar online. Além disso, quase metade dos portugueses adquire bens tecnológicos através da internet.

Como impulsionar a compra online de frescos entre portugueses?

De acordo o estudo, apesar de não comprarem alimentos online, os consumidores nacionais mostram-se disponíveis para utilizarem diferentes tipos de recursos digitais em loja. 41% dos inquiridos admitem utilizar as caixas self-service como forma de poupar tempo e 48% assumem poder vir a utilizar. 70% dos portugueses estão disponíveis para a futura utilização de scanners manuais para evitar filas nas caixas, 67% para recorrerem à rede Wi-Fi da loja e receber informações e ofertas no próprio local de compra, 66% mostram-se dispostos a utilizar listas de compras online ou mobile e 65% cupões online ou mobile. Além disso, 62% dos consumidores nacionais admite vir a efetuar encomendas online, caso a receção no domicílio esteja garantida, e 59% pretende vir a usar apps de retalhistas para receber informação e ofertas na própria loja.

A garantia de devolução é uma das mais importantes mensagens publicitárias que podem alavancar a compra online de frescos. Além disso, a oferta de entregas gratuitas, as descrições e informações sobre o produto e a possibilidade de obter informações sobre o estado das encomendas também são fatores que levariam mais clientes nacionais às retalhistas alimentares através do canal digital.

Como são tomadas as decisões de compra?

As fontes de informação utilizadas pelos consumidores durante o processo de tomada de decisão divergem de acordo com as categorias de produtos: nos setores de vestuário e eletrónica, os consumidores apoiam-se na pesquisa em lojas físicas, lojas online e sites das lojas; na categoria de Beleza e Cuidado Pessoal, os consumidores procuram informação em lojas físicas, em websites com cupões e descontos e ainda a partir das recomendações dos seus conhecidos; quando compram produtos frescos, os consumidores suportam as suas decisões a partir das lojas físicas, dos folhetos recebidos ou dos websites com cupões e descontos.

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