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Português leva Kid to Kid para Espanha

Por a 13 de Outubro de 2015 as 15:38
animais de estimação

JU7A7934“De criança para criança”, assim se faz negócio na Kid to Kid. Como o próprio nome indica, o espaço serve para vender ou comprar, em segunda mão, artigos de criança por cerca de um quarto do valor inicial de mercado.

Atrás do balcão da loja Kid to Kid instalada na Expo, em Lisboa, há uma série de cabides vazios para receber os produtos infantis que muitos pais deixam ficar para revenda em troca de dinheiro ou descontos. Só os que estiverem em “bom estado” são aceites.

“Não reparamos artigos nem fazemos qualquer tipo de emenda, os artigos vão diretamente daqui [área de cabides vazios] para ali”, explica o ‘master’ da insígnia, Paulo Costa, apontando para a área de venda propriamente dita, atulhada de artigos. Roupa, desde pré-mamã até crianças de 12 anos, calçado, produtos para banho, cadeiras, carrinhos, brinquedos, tudo aquilo que os pais não deixam faltar para o bem-estar do filho podem encontrar na Kid to Kid.

Foi pela mão de Paulo Costa que o conceito norte-americano de revenda de roupa para criança chegou a Portugal, em 2003, quando abriu a primeira loja em Telheiras, Lisboa. Desde então, a média de crescimento assenta nos 16% por ano. “Temos um critério de seleção muito rigoroso seguido em todas as lojas, os produtos têm que estar muito bem conservados. Além disso, também vendemos artigos novos. Os fornecedores são quase todos portugueses”, desvenda em entrevista ao Hipersuper o responsável.

JU7A7861Inicialmente investiu nos direitos de exploração de quatro lojas e abriu uma. Depois, abriu o regime de franchising a novos empreendedores e neste momento conta com 23 lojas Kid to Kid de norte a sul do País. “As mães portuguesas aderiram muito bem à ideia. Era algo que lhes fazia falta, principalmente com a crise económica”.

O empresário fala por experiência própria. “Tenho três filhos e ao vê-los crescer senti necessidade de me livrar dos artigos que rapidamente deixam de lhes servir. No início pensei que fosse enfrentar um certo preconceito pela compra de artigos usados. A verdade é que compramos imensos artigos para bebé, os pais gostam de dar sempre o melhor aos seus filhos, mas as peças acabam por lhes deixar de servir rapidamente, sem estarem sequer desgastadas”.

De Portugal para Espanha

No último ano, as lojas kid to kid no País faturaram no total 5,6 milhões de euros. Em Portugal “já não há muito mais espaço para crescer”, mas o responsável detém os direitos da marca em Espanha e pretende introduzi-la no país vizinho no próximo ano, “provavelmente em Madrid”, revela. Até ao momento, a insígnia de puericultura está presente nos Estados Unidos, Canadá e Portugal.

animais de estimaçãoA marca detém um sistema informático próprio, comum a todos os países onde opera. O que facilita a logística, uma vez que, contabiliza e organiza o ‘stock’ das lojas de cada região, garantindo assim a variedade e o escoamento dos produtos. O ‘software’ é uma das condições garantidas pelo modelo de franchising da marca, que fornece ainda apoio na concepção do site, na inauguração da loja e na dinâmica de vendas, periodicamente.

Os pontos de venda nacionais acolhem em média entre os “25 e os 30 mil artigos”, sendo que o aspecto abarrotado da loja é propositado pelo modelo de negócio, o qual propõe ter sempre “o máximo de oferta possível em exposição”. Esta estratégia, aliada à adesão que o conceito mostra em Portugal, fez com que a dimensão média das lojas aumentasse dos 160 metros quadrados para os atuais 250 ou 300 metros quadrados. Nas prateleiras não estão só produtos usados mas também a estrear de marcas como Suavinex, Saro ou Kio Kids.

O público-alvo da marca são maioritariamente mulheres quer para comprar quer para vender. No caso da venda, esta é feita em troca de numerário, que é “muito variável”, ou em troca de um vale de desconto de 20% para gastar em compras na cadeia de lojas de origem americana.

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