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Califórnia legaliza venda de cannabis para fins recreativos. Mercado cresce “60%” ao ano

Por a 2 de Janeiro de 2018 as 16:10
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Com o arranque do ano, o retalho na Califórnia (Estados Unidos) ganhou uma nova dimensão. Lojas dedicadas à venda de cannabis, para uso recreativo, abriram portas pela primeira vez esta segunda-feira.

“Cerca de 100 lojas” ao longo do estado estavam no primeiro dia do ano licenciadas para vender cannabis, com fins recreativos, disse Alex Traverso, porta-voz do departamento de controlo de cannabis da Califórnia (California’s Bureau of Cannabis Control), citado pelo jornal The New York Times.

A Califórnia já permitia desde 1996 a venda da marijuana com finalidade medicinal, mas com este passo os especialistas acreditam que o estado tornar-se-á “o maior mercado de venda legal de marijuana do mundo”, explica o jornal norte-americano. A região produz “sete vezes mais marijuana” do que a que consome, sendo nos Estados Unidos o local onde esta indústria apresenta um mais rápido crescimento.

Depois dos californianos votarem, em novembro de 2016, a favor da legalização (com 57% dos votos a favor), a aplicação da nova regulação está a ser levada a cabo “lentamente e de forma faseada”. Neste sentido, o número de cidades californianas que inauguram o mercado de venda a retalho de marijuana para fins recreativos limitou-se a cinco, incluindo Berkeley, Oakland, San Jose e San Diego, ainda que outras cidades, como San Francisco e Los Angeles, devam obter licença “brevemente”.

A Califórnia é o sexto estado norte-americano a legalizar a venda da planta para fins recreativos, depois do Colorado, Washington, Oregon, Alaska e Nevada. Este ano, a venda deve alargar também a Massachusetts e Maine.

Nos Estados Unidos, o mercado legal de cannabis vale “oito mil milhões de dólares”, prevendo-se que “triplique” para os 22,6 mil milhões de dólares, em vendas anuais, em 2021, de acordo com dados da Arcview, grupo especializado no mercado da cannabis.

Para já, os Estados Unidos detêm uma quota de “90%” da comercialização de cannabis à luz da lei, a qual deve cair para “57% em 2021”, à medida que outros países legalizam a venda da planta, de acordo com o grupo Brightfield, também especializado em pesquisa para esta indústria. As previsões desta empresa para o mercado norte-americano de marijuana apontam para um crescimento anual na ordem dos “60%”.

Em Portugal, o Governo deu no verão passado luz verde à empresa canadiana Tilray para iniciar em Cantanhede (Coimbra) o cultivo da “maior plantação de cannabis para fins medicinais” – cerca de cem mil plantas, deu conta em declarações à agência Lusa, durante a última edição da Web Summit, Brendan Kennedy, presidente da empresa que prevê investir cerca de 20 milhões de euros até 2020 em Portugal, criando cem empregos.

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