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Contactless continua a bater recordes na terceira semana de desconfinamento

Por a 8 de Junho de 2020 as 10:49
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À semelhança da semana anterior, a opção por pagamentos via contactless continua a bater recordes. Os números compilados pela REDUNIQ, a maior rede de aceitação de cartões nacional, e vertidos sob a forma de relatório pela REDUNIQ Insights (uma solução de conhecimento do acquirer português), revela que os pagamentos contactless continuam a crescer em volume de faturação, passando de 13,30% do total de faturação em lojas físicas REDUNIQ,na semana em que foi decretado o Estado Emergência, para se estabelecer na percentagem dos 23%, e um volume de faturação que já ultrapassou em 82% face ao número registado na primeira semana de Estado de Emergência (de 15 a 21 de março).

Os repetidos conselhos das autoridades de saúde e do Banco de Portugal para que os consumidores optassem por esta modalidade de pagamento mais segura e higiénica parece, em função dos números apresentados, ter dado frutos e vir para ficar, como explica Tiago Oom, diretor da REDUNIQ.

“O aumento histórico do volume de transações efetuadas através da tecnologia contactless vem comprovar a crescente generalização da utilização deste método de pagamento pela população portuguesa, que agora reconhece as suas vantagens ao nível da rapidez, facilidade e segurança no processo de pagamento. Será certamente uma das tendências pós COVID-19”.

Para além das reconhecidas potencialidades desta tecnologia que permite que um pagamento se efetue pelo simples ato de aproximar um cartão, smartphone ou wearable a um TPA contactless na mitigação das infeções, o responsável da REDUNIQ sublinha que esta evolução se deve, de igual modo, à “reabertura de cerca de 10 mil negócios a partir de 4 de maio, com a faturação das lojas físicas a aumentar 8,41% entre a semana de 26 de abril a 2 de maio e a semana de 3 a 9 maio, e com a estagnação desse crescimento na semana seguinte (de 10 a 16 de maio).”

No que toca ao ticket médio para transações contactless, o relatório revela um aumento cerca de 40% desde o início da pandemia de 14,69€ para 20,18€.

Se, durante o confinamento obrigatório, as vendas à distância estiveram em destaque, com a primeira fase de desconfinamento em marcha e um mais fácil acesso a pontos de venda físicos, o documento elaborado pela REDUNIQ Insights mostra que o valor total de faturação do e-commerce já retraiu para níveis abaixo dos observados no arranque de março, contrariando a ideia de que se estaria perante um crescimento sustentado.

Assim, depois de registar um ticket médio de 96,67€ no passado mês de abril, este valor passou na segunda semana de maio para 77,30€. Apesar da quebra no montante médio despendido em cada transação por via online, o setor dos Eletrodomésticos & Tecnologia tem observado uma capacidade de recuperação sustentada, tendo ultrapassado níveis pré-crise.

Isto deve-se, continua o relatório, a um fenómeno de eficaz conjugação entre pontos de venda físicos abertos, com inovadoras soluções de visita à loja, e um e-commerce em impressionante crescimento, com especial enfoque sobre as vendas e respetivos pagamentos online. Em termos globais de faturação, o setor dos Eletrodomésticos & Tecnologia registou valores de faturação 8% superiores aos apresentados na semana anterior à declaração de Estado de Emergência.

A crescer estiveram também as Livrarias, com mais 216% de faturação, e a área da Saúde, com um crescimento de faturação na ordem dos 169% entre as três semanas de desconfinamento. Uma palavra de destaque, ainda, para os Cabeleireiros e Retrosarias. Depois de um crescimento estratosférico de 1039% na primeira semana de desconfinamento, os Cabeleireiros cimentam, na semana de 17 a 23 de maio, a tendência de subida. No caso das Retrosarias (que comercializam tecidos para a produção de máscaras), o setor já recuperou e excedeu o período pré-Covid (113%) com um registo de mais 603% de faturação e mais 81% de aberturas de pontos de venda quando comparado com a semana em que foi declarado Estado de Emergência.

Em sentido contrário aparecem as farmácias com uma redução de 8% na sua faturação em relação à primeira semana de maio, apresentando, depois do desconfinamento, quedas no volume de faturação, desde a semana de 22 a 28 de março. A estas, junta-se o retalho alimentar, que, mesmo com os hipermercados e supermercados a apresentaram em abril crescimentos de faturação face ao mês anterior, acabou por chegar a maio (17-13 de maio)com um valor de faturação abaixo do ponto de partida, ou seja, menos 6% do que o valor registado no arranque do mês de março.

Na origem desta estagnação, refere o relatório, poderá estar uma espécie de “efeito espelho” entre a entrada e a saída no confinamento que uma análise setorial sinaliza como indicador de que os tempos mais próximos reservam um recuperar muito lento da atividade económica do Retalho.

“Acredito que parte desta tendência de quebra no valor de faturação do retalho alimentar está assente num conjunto de fenómenos, nomeadamente numa menor necessidade dos portugueses em comprar, uma vez que já se haviam abastecido de forma estrutural no fim de março e durante o mês de abril, e em novos comportamentos de poupança por parte de amplos segmentos da sociedade, que já estão a sentir o impacto da crise nos seus rendimentos”, conclui Tiago Oom.

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