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Centros comerciais revoltados com adiamento da reabertura para 15 de junho

Por a 5 de Junho de 2020 as 15:22

Almada ForumA Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) não se conforma com a decisão anunciada, na quinta-feira, pelo primeiro-ministro, de adiar a reabertura dos centros comerciais na Área Metropolitana de Lisboa (AML) para 15 de junho. A entidade alerta que a decisão do Governo poderá resultar na falência de empresas.

A APCC, num comunicado emitido esta sexta-feira, sublinha que o adiamento da abertura daqueles espaços comerciais acarretará o aumento da probabilidade de se verificarem grandes prejuízos e, inclusive, a falência de empresas.

“Os associados da APCC acolheram esta decisão com grande desagrado e preocupação, pois não vislumbram razões objetivas para que se mantenham estas restrições a incidir, exclusivamente, sobre os centros comerciais, num momento em que o desconfinamento se verifica na quase generalidade das áreas económicas e culturais na AML”, diz António Sampaio de Mattos, presidente da APCC.

 

O responsável, reiterando a mensagem que tem deixado nos últimos dias, afirma que “os centros comerciais têm mostrado, como poucos outros espaços, capacidade de garantir a segurança de visitantes, lojistas e colaboradores das lojas, cumprindo não apenas as regras estabelecidas pelo executivo e as recomendações da Direcção-Geral da Saúde, mas também as melhores práticas desta indústria a nível global”. O presidente da associação lembra ainda que estas práticas podem ser observadas nos centros comerciais que abriram no resto do País a 1 de junho, data prevista para a abertura de todo o comércio.

Sucede que executivo, dado o aumento do número de casos na AML, adiou a abertura para esta sexta-feira, tendo ontem decido adiar mais uma vez a data de reabertura destas superfícies comerciais.

Referindo-se ao Plano de Estabilização Económica e Social, apresentada na quinta-feira, a entidade elogia algumas medidas do executivo, nomeadamente o apoio à retoma da atividade empresarial, as linhas de apoio ao comércio e a alteração das regras do Pagamento Especial por Conta, isentando as empresas com quebras de faturação  superiores a 40%. A associação destaca ainda como positivas as alterações ao regime de lay-off; a criação do Banco de Fomento e a extensão do regime de moratórias bancárias até 31 de março de 2021 para crédito hipotecário.

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