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Greve dos camionistas não prejudica distribuição. Sindicato admite desconvocação

Por a 16 de Agosto de 2019 as 18:52
transporte

transporteA paralisação dos camionistas não afetou, até ao momento, o funcionamento dos espaços da distribuição, garantiu Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), em declarações à agência Lusa. 

A APED não regista nenhuma indicação, da parte dos seus associados, quanto a perturbações no abastecimento dos pontos de venda, o que se deve, segundo o diretor-geral, à prevenção feita antes da greve que arrancou a 12 de agosto.

O responsável alerta, no entanto, que se a paralisação se mantiver, as possíveis limitações no que diz respeito ao fornecimento de combustível poderão afetar a distribuição, assim como todos os setores da economia portuguesa.

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, recebeu esta tarde o porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques. 

Na sequência da reunião, o sindicato já anunciou que a greve será temporariamente suspensa “a partir da hora de início da reunião a ser convocada pelo Governo [com os patrões], suspensão essa que produzirá os seus efeitos até ao Plenário Nacional de Motoristas de Cargas Perigosas, marcado para o próximo domingo, momento em que os motoristas irão decidir o seu futuro”.

O SNMMP refere a “nomeação de um mediador da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) para dar início às negociações” com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram), considerando estarem assim reunidas as “condições necessárias para todas as partes se sentarem à mesa”. Até ao momento, ainda não foi divulgado nenhum responsável para arbitrar o processo. 

O sindicato dos motoristas de matérias perigosas é neste momento o único a manter a greve, depois de o Sindicato Independente de Motoristas de Mercadoria (SIMM) ter decidido esta quinta-feira desconvocar a paralisação. 

A decisão foi tomada no seguimento de uma reunião com o Ministério das Infraestruturas e a Antram. Como justificação, Anacleto Rodrigues, porta-voz do SIMM, indicou que “a greve não surtiu os efeitos desejados”.

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