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Chega o preço, por si só, para fidelizar?, por Manuel Aveleira (SAS)

Por a 16 de Fevereiro de 2018 as 12:38
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Por Manuel Aveleira, Executive Account Manager do SAS

O preço é um elemento fundamental para os consumidores. Mas será que, por si só, chega para os fidelizar? Será a comunicação dos preços essencial em todas as categorias de produto?

E do lado das marcas, terá o preço de passar obrigatoriamente na sua estratégia de comunicação? E como conciliar isto com a tão importante ligação afetiva com quem está do lado de lá?

O preço é algo fundamental, sim, mas sem dúvida que o seu “papel” muda conforme os padrões de consumo e as várias oscilações por ele sofridas.

Uma coisa sabemos, é que quem compra é exigente, está sempre muito bem informado e sabe bem o que quer. O acesso a diferentes fontes de informação permite facilmente comparar preços, muitas vezes o preço online é inferior e, por isso, nos dias de hoje, a consciência no momento da compra é grande.

Recuando umas décadas, observamos extraordinários avanços que foram feitos até aqui com o intuito de captar a atenção dos consumidores. Seja no online ou no offline, são muitas as ferramentas que atualmente se encontram disponíveis no mercado com o intuito de deixar rendidos os novos consumidores. E essas ferramentas são essenciais para as marcas e, algumas delas, para os vendedores que têm pela frente a árdua e desafiante tarefa de saber lidar e persuadir a panóplia de clientes, cada vez mais exigente e sofisticada, que entra e sai da loja. E aqui temos de novo o fator preço, sendo a sua otimização em tempo real mais uma forma de garantir a compra.

Através das ferramentas certas, é possível conseguir um aumento nos lucros. Mas o que está por trás deste tipo de ferramentas que permite otimizar os preços em tempo real?

Dados! Informação sobre o perfil do cliente e o seu comportamento como, por exemplo transações anteriores e produtos mais procurados, entre outros, que permitem por exemplo prever futuras procuras e, assim, ir otimizando regularmente os preços e em tempo real, de forma a que a compra efetivamente se concretize.

E tudo isto graças à IoT (Internet of Things)  – uma das maiores disrupções tecnológicas de sempre – que permite recolher e cruzar dados de diversas fontes que, por sua vez, vai originar valiosos ‘insights’ que podem ser usados com diferentes fins, melhorando no final de tudo a rentabilidade das empresas.

No fundo, tratam-se de ferramentas intuitivas que ajudam na definição da melhor estratégia de preços, de forma a “casar na perfeição” com as necessidades dos clientes e do próprio mercado que se apresenta cada dia mais dinâmico e inconstante.

Descrito desta forma pode até parecer simples, mas a verdade é que se trata de um complexo processo onde a analítica é rainha, possibilitando análises preditivas de forma a tirar o máximo partido dos dados e assim ajustar as diferentes variáveis àquilo que o mercado e o cliente procuram.

Apesar da força do online, há estudos que demonstram a preferência dos consumidores em deslocar-se aos pontos de venda físicos. Agarremos então esta oportunidade. Somos pessoas, já não vivemos sem tecnologia mas também não vivemos sem aquilo que a tecnologia (pelo menos por enquanto) não consegue dar: afeto e a parte sensorial, que no retalho continua a ser extraordinariamente importante!

 

 

 

 

 

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