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Preços dos bens de grande consumo crescem ao ritmo mais lento dos últimos 6 anos

Por a 30 de Maio de 2016 as 12:23

LInearesOs preços dos bens de grande consumo, nomeadamente nos setores da alimentação, bebidas e produtos de higiene pessoal, crescem, na Europa, ao ritmo mais lento dos últimos seis anos, segundo o relatório “Growth Reporter” referente ao primeiro trimestre de 2016, desenvolvido pela Nielsen.

A Europa apresentou no primeiro trimestre de 2016, um crescimento de preços de 0,7% nos bens de grande consumo, o menor aumento desde o primeiro trimestre de 2010 (0,5%). Por outro lado, as vendas em volume subiram 0,8% face ao ano passado, aumento que se verifica pelo oitavo trimestre consecutivo. No total, os retalhistas assistiram a um aumento de vendas em valor de 1,5%, o valor mais baixo dos últimos três anos (1,2% no segundo trimestre de 2013).

NielsenEntre os 21 países europeus avaliados, a Turquia apresentou o maior crescimento de faturação (9,7%), seguida da Polónia (4,8%) e Hungria (4,6%). Por outro lado, os maiores declínios deram-se na Grécia  (-6,1%) e Finlândia (-2,8%).

“A Europa apresentou este trimestre significativas quebras de preços essencialmente em dois dos cinco grandes mercados – Alemanha e Itália” – referiu Jean-Jacques Vandenheede, diretor europeu de “retail insights” da Nielsen. “ Os preços mais baixos estão a ser impulsionados pela feroz concorrência entre os retalhistas e a queda dos custos de produção, resultantes dos custos com a energia mais baixos”, sublinha.

Um comentário

  1. David Marques

    31 de Maio de 2016 at 5:55

    Já todos sabemos, a logística, os transportes enfim a Supply Chain (mais in) representa um peso brutal, no custo final dos bens, mais ainda nos de grande consumo, pois movimentam-se maiores distancias e em maiores quantidades.
    Naturalmente os países beneficiados pelo preço baixo dos combustíveis, alguns até pelo facto da sua própria produção (quando não tem de refinar o produto em refinarias, em países terceiros e voltar a aquiri-los pelo dobro ou tripo do custo, estava-me a lembrar de Angola) ou beneficiados por um sistema de produção de energias alternativas e limpas, já levam vantagem no que diz respeito ao processo logístico e o seu consequente custo (que como referi se vai reflectir no talão que sai da caixa registadora de qualquer loja)
    Essa vantagem é dobrada quando empresários da Grande Distribuição souberam antecipar (décadas atrás) esses custos e desenvolveram os seus próprios centros logísticos, expandiram-nos a outras operações de Distribuição, para optimizar os investimentos, Implementaram paralelamente a gestão por categorias, criaram as Marcas Próprias e agora estão presentes desde o desenvolvimento do produto em laboratório, até a mesa do consumidor.
    Agora é preciso se adaptarem rapidamente, a evolução do tipo e inputs que conduzem á compra dp cliente final, é que cada vez mais a tecnologia intervém no processo. Desde a escolha do produto á forma de aquisição entrega e pagamento. Será que algum dia as prateleiras que servem de base á exposição dos produtos vão desaparecer. O Layout ou o planograma, será que vai ser substituído por uma lista de produtos, com uma pequena imagem á frente. Com certeza que não, no mínimo uma imagem em 3D. Só há um aspecto que vai demorar a mudar, alguém vai ter de continuar a levantar a mercadoria algures, ou alguém vai ter de entregar em casa.
    Pelo menos até ser possível a transmissão de partículas por algum meio eventualmente já em estudo. Sou apologista da evolução desde que não se esqueça que tudo teve um inicio e os ensinamentos adquiridos neste longo caminho não deve ser descurado, seja lá o que for que o futuro nos reserve.

    A.David Marques

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