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Qual o clima atual na 21ª Conferência das Nações Unidas?

Por a 1 de Dezembro de 2015 as 12:02
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ambienteA 21ª Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre as alterações climáticas arrancou ontem, dia 30 de novembro, na capital francesa. São esperados cerca de 50 mil participantes na cimeira, a decorrer até ao próximo dia 12 de novembro.

Estavam previstos 50 mil participantes na Cimeira sobre o Clima que arrancou no final do mês em Paris, incluindo 25 mil representantes oficiais de governos, organizações intergovernamentais, agências da ONU, ONGs (Organizações não Governamentais) e civis.

Pela primeira vez em mais de 20 anos de negociações, as Nações Unidas pretendem chegar em 2015 a um tratado jurídico a nível global, com sanções para quem não o cumprir, com o objetivo de manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC até final do século.

A previsão é de que a temperatura média do planeta suba 2,7ºC até 2100, de acordo com o Expresso. O sucesso deste acordo universal depende muito do compromisso dos cerca de 200 países representados na Cimeira de Paris em diminuir as emissões de gases com efeito de estufa.

No entanto, há várias nações reticentes em assinar o mesmo, incluindo dois agentes importantes no combate às mudanças climáticas: China e Estados Unidos, dois dos principais poluidores do mundo.

Um outro tema em destaque nesta cimeira é o do apoio financeiro aos países mais carenciados de energias renováveis e, neste sentido, o primeiro de dia de negociações já revela algumas decisões.

Como noticia do Público, a Alemanha, Noruega, Suécia e a Suíça anunciaram o contributo de 500 milhões de euros para ajudar “países pobres” a reduzirem as emissões de dióxido de carbono. Dá conta ainda que a Índia aliou-se a 120 países, para tentar juntar 400 milhões de euros destinados ao desenvolvimento de energia solar.

Também 39 empresas francesas assumiram um compromisso climático no primeiro dia de negociações, através do qual planeiam investir, entre 2016 e 2020, pelo menos 45 mil milhões de euros em projetos industriais dedicados às energias renováveis, à eficiência energética e a tecnologias com baixas emissões de carbono.

Além disso, vão promover o financiamento bancário através de fundos, de pelo menos 80 mil milhões de euros, para projetos destinados à luta contra as alterações climáticas.

As empresas antevêm ainda investimentos na ordem dos 15 mil milhões de euros em novas capacidades nucleares e valores na casa dos 30 mil milhões de euros para apostarem em gás natural como solução de transição energética, ao longo dos próximos cinco anos.

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