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Oferecer dinheiro no Natal pode não ser uma boa ideia, segundo um estudo da Mastercard

Por a 27 de Novembro de 2014 as 11:15

Quase um terço dos europeus acredita que oferecer dinheiro é tanto uma atitude impensada como ofensiva.

De tal modo, que que um em cada dez inquiridos considera mesmo que pode ser meio-caminho andado para arranjar uma discussão com um ente querido.

Além do dinheiro, outras ofertas consideradas pelos europeus como precipitadas ou impensadas incluem um peixinho de estimação (52%), electrodomésticos (35%), roupa de cama (26%) e produtos de banho (26%).

A conclusão é de um estudo sobre os hábitos de gastos sazonais na Europa, da MasterCard, que envolveu entrevistas a mais de 15.000 pessoas em 17 países, com o objectivo de saber do que é que gostamos ou detestamos quando oferecemos e recebemos presentes – e se a nossa dedicação é afectada quando estamos com pouco tempo.

As notícias são animadoras e os cidadãos europeus são, na generalidade, atenciosos no momento de fazer compras para oferecer: 87% tenta sempre perceber o que é que os presenteados realmente desejam e 86% tentam sempre ser imaginativos na altura de uma compra. O dinheiro é cada vez a opção adoptada, com apenas um consumidor em cada dez a admitir oferecer dinheiro como presente.

“Preço é o que menos importa”

O estudo da MasterCard indica que quando nos esquecemos de ser ponderados, o sentimento de culpa acaba por surgir: um em quatro dos inquiridos já se arrependeu de oferecer um presente pelo facto de não ter ponderado o suficiente sobre a sua escolha. E 45% de nós – quase metade! – admitiu ter ficado desapontado após receber uma oferta não ponderada.

O pensamento e a ponderação parecem ser os investimentos mais importantes quando se trata de oferecer algo à pessoa amada, com a esmagadora maioria das pessoas (97%) a revelar que o preço é o que menos importa na altura de comprar.

“Com a época festiva a aproximar-se é inspirador saber que a ponderação é o que mais importa. Em toda a Europa o foco não está na quantidade de dinheiro transaccionado, mas nos motivos que levam a comprar algo para oferecer”, sublinha Javier Perez, Presidente da MasterCard Europa.

CURIOSIDADES

• Oferecer dinheiro é considerado o mais impensado em Espanha (52%) e Itália (45%), um situação tanto mais surpreendente quanto é nestes países que se encontram os maiores utilizadores de dinheiro na Europa

• A Suécia (45%) e a Polónia (36%) são os países onde os consumidores mais se arrependem quando as ofertas que fazem não são as mais inteligentes

• A Holanda (21%) e a Hungria (17%) são os menos propensos a confessarem que receberam um presente do qual não gostaram

• Os países europeus em que as pessoas menos lamentam as ofertas recebidas são a França (12%) e a Bélgica (9%)

• Os gregos são os que deixam mais para a última da hora a compra dos presentes (60%), esperando normalmente até à última semana para iniciar as suas compras

• A Turquia é o país europeu onde a oferta de dinheiro como uma prenda é mais susceptível de desencadear discussões, o que acontece com 27% das pessoas

• Os homens belgas e polacos são os mais procrastinadores, com 43% dos inquiridos a admitir deixar a compra dos presentes para a última da hora.

• Em contraponto, os cidadãos do Reino Unido são os que melhor planeiam as suas compras para as épocas festivas, com 38% a fazê-lo com alguns meses de antecedência ou mais cedo

• Os Checos são os que mais ponderam a compra de uma oferta: 91% sente que a ponderação é um factor decisivo no momento de comprar

• Mais do que em qualquer país, os russos acreditam que a ponderação é o factor mais importante quando vão fazer compras para a família (34%) e para os amigos (31%)

• Por outro lado, os Franceses são os mais românticos e os que mais ponderam em toda a Europa na altura de fazer compras para oferecer aos seus parceiros (41%)

• Os consumidores austríacos acreditam que o factor pessoal é tudo: 94% acredita que oferecer um presente pessoal é o mais importante

Um comentário

  1. Átila da Silva

    28 de Novembro de 2014 at 11:26

    claro! transações que não levam a pagamentos por cartão não interessam à MasterCard! estudos, pois, sim, sim…

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