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5% dos lares portugueses ainda não consomem congelados

Por a 22 de Fevereiro de 2008 as 15:00

congeladosQuase todas as insígnias têm bem desenvolvida a categoria, com excepção do Lidl. De uma maneira geral, todas os segmentos aumentaram a sua penetração, destacando-se o peixe cru, que tem a taxa de penetração mais elevada (73,7%), seguido dos vegetais crus, com 68%, e do marisco com 65%.Os congelados são hoje em dia um produto de aceitação quase universal junto dos lares portugueses. No entanto, há ainda cerca de 5% dos lares que não consumiram qualquer tipo de produto congelado, no espaço de um ano. De acordo com o Painel de Lares, da TNS Worldpanel, os produtos congelados, nos quais se incluem peixe, marisco, pizzas, refeições prontas, carne, snacks, vegetais e batatas, aumentaram a sua penetração de 94,6%, em 2006, para 95,2%, em 2007. Isto significa que quase cem por cento dos lares portugueses compraram, pelo menos uma vez, esta categoria. De uma maneira geral, todas os segmentos desta categoria aumentaram a sua penetração, destacando-se o peixe cru, que tem a taxa de penetração mais elevada (73,7%), seguido dos vegetais crus, com 68% e do marisco com 65%. (ver gráfico N.º1)

De todos os congelados comprados, o peixe cru representa 39% do valor despendido pelos lares, seguido do marisco, que tem um peso de 16,9% em toda a categoria. (ver gráfico N.º2) Embora o valor gasto em peixe cru tenha aumentado 1,7%, comparando o ano de 2006 e 2007, o mesmo não acontece com marisco, em que foi gasto em valor menos 0,7, embora o preço médio tenha baixado de 8,23€ para 7,87€.

A análise trimestral do segmento de marisco, relativa ao ano de 2007, permite verificar que a sua quota em valor aumenta progressivamente em cada trimestre, ou seja, no primeiro tem uma quota em valor de 13,8%, no segundo 15,2%, no terceiro 17,7%, e no quarto, que corresponde às épocas festivas do Natal e da Passagem de Ano, tem 20,5%, o que demonstra que esta é também uma compra sazonal. Em 2006, a tendência foi a mesma.

No que diz respeito ao segmento com maior penetração, o Peixe Cru, a Pescada é líder em valor, com 34%, seguida do Bacalhau, com 17,5%. Em ambas as categorias houve uma diminuição de 2006 para 2007, que no caso da Pescada foi de 1,3% e no caso do Bacalhau foi quase 5%. Em relação à segunda categoria com maior penetração, os Vegetais Crus, as Ervilhas são líderes destacados, representando 36,4% do valor que é gasto na categoria de Vegetais Crus, seguidas, a longa distância, pela “Mistura de Vegetais”, que representa 17,8% da categoria.

Ainda no segmento do Vegetais Crus, as marcas da distribuição (MDD) representam 50% do mercado em valor, enquanto que a Marca de Fabricante que mais se aproxima das MDD’s, em termos de valor é a IGLO, com 27,6% do mercado. Assim, MDD’s e Iglo juntas representam quase 80% da categoria. Nos Peixes Crus, as Marcas da Distribuição também são líderes, com 37% de quota em valor, subindo 11,3 p.p, em relação ao ano de 2006. A Pescanova é a “marca líder” relativamente a fabricantes com 11,6% do mercado. Ao contrário das MDD’s, a Pescanova diminuiu a sua quota em valor cerca de 1,5%, comparando os anos de 2006 e 2007. (ver gráficos N.º 3 e N.º 4)

No que diz respeito à Distribuição Moderna, o Continente e o Pingo Doce são as insígnias preferidas pelos lares portugueses para a compra de congelados, com 11,6% e 10,3% de quota em valor, respectivamente. Já o Modelo e o Jumbo surgem em terceiro lugar, ambos com 9,9% de peso em valor. É relevante sublinhar que o LIDL apresenta uma quota de mercado na venda de congelados aos lares de cerca de 6%, valor que está muito abaixo do seu potencial. Claramente esta insígnia tem a categoria “congelados” pouco desenvolvida nas suas lojas. Importa por último realçar que sobretudo o comércio tradicional e também os supermercados independentes são um canal bastante importante para esta categoria, com 20,4% das vendas. (ver gráfico N.º 5).

Um comentário

  1. André Mendes

    23 de Novembro de 2010 at 10:49

    Bom dia,

    Não consigo visualizar os gráficos deste artigo.

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