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“Tudo é ponto de venda”. As 5 tendências de pagamentos, segundo Alexandre Magnani, diretor PagSeguro

Por a 12 de Fevereiro de 2018 as 16:37
AlexandreMagnani_PagSeguro

Por Ana Monteiro, em Nova Iorque (a convite da Tlantic)

“O pagamento é parte crítica da experiência de compra e pode comprometer a preferência dos clientes”, começa por explicar Alexandre Magnani da brasileira PagSeguro, que surgiu em 2006 com a missão de quebrar a barreira entre os mundos digital e financeiro. O responsável enumerou durante a conferência “The Everywhere Store” (TES), organizada pela Tlantic, que se realizou a 13 janeiro, em Nova Iorque, as cinco tendências para as experiências de pagamento.

1. Do cartão para a “cloud”

O pagamento não deve ser encarado como um passo posterior à experiência de compra online mas deve estar integrado naturalmente na plataforma, “ocorrendo quase sem que o cliente perceba”. Os consumidores passam hoje quase 11 horas por dia conectados, segundo dados da Nielsen, e têm acesso a tudo na ponta dos dedos, de forma rápida, e os retalhistas têm que responder a esta exigência.

Partindo do exemplo da experiência de pagamentos móveis conferida pela Uber, entretanto adotada também por muitos táxis, o responsável lembra que “hoje os pagamentos não precisam de ser realizados em um dispositivo específico, nem em cartão. Podem ocorrer online, nos smartphones”.

“O cliente simplesmente entra e, quando sai do carro, o serviço já está pago. É esta experiência fluída e transparente. Estamos a sair do físico para a ‘cloud’, onde o pagamento fica praticamente invisível”, destaca.

2. Tudo é ponto de venda

A linha que existe entre mundo online e físico está a desaparecer. Hoje quando vamos a uma loja, temos na mão um dispositivo que “faz tudo” – desde a consulta do stock às informações do produto, passando pela ligação com o vendedor e o pagamento. Ele é o próprio ponto de venda. E uma experiência de compra fluída, quer em loja quer online, “diminui o risco de o cliente desistir da compra pelo processo ser muito moroso”.

3. Aplicações de mensagem

As aplicações de mensagem (chat) têm milhões e milhões de utilizadores em todo o mundo e “representam uma ferramenta muito poderosa para promover o comércio eletrónico”, explica Alexandre Magnani. “Conhecem o utilizador, são personalizadas e podem dar acesso à rede de contactos do utilizador”.

Além disso, “as plataformas de mensagem permitem fazer transferências de dinheiro entre as pessoas de uma forma muito simples que o canal tradicional não permite”. Estas representam, assim, uma forma de os retalhistas mostrarem “o que têm em stock, fazerem recomendações, gerirem a experiência de compra e fidelizarem os consumidores, com ofertas e recomendações, enquanto os consumidores usam a plataforma de mensagem e fazem o pagamento através da mesma”, salienta.

4. Blockchain para transações complexas e seguras

A blockhain é mais utilizada, por norma, para suportar as “criptomoedas”, como a bitcoin, mas está a ganhar cada vez mais utilizadores e é uma tendência. “As empresas e até o setor financeiro tradicional estão a usar esta tecnologia para diminuir os custos e melhorar a segurança e eficiência de transações complexas”, destaca o profissional, que acredita que a “blokchain” vai democratizar-se sobretudo em transações “entre empresas (B2B) e para fazer as transações além-fronteiras, nas quais é necessário cambio de valores para moedas de outros países”.

Pode também “ganhar escala se os consumidores a aceitarem”, já que providencia um mecanismo “seguro e sem fronteiras sob o qual é possível construir transações complexas e trocas de valor”, destaca Alexandre Magnani.

5. Economia de API

As “Aplication Program Interfaces” (Interfaces de programação de aplicações) representam hoje “um tecido conjuntivo do mundo tecnológico moderno”, conectando empresas para troca de conhecimento. “Permitem às empresas construir uma aplicação como se de um ‘jogo de legos’ se tratasse. Se opta por criar um valor específico, pode-se conectar a outros valores criados por outras empresas. E aí pode-se criar, através de engates e conexões, um valor muito maior e diversas experiências para o cliente”.

Estas tendências levam-nos a um mundo sem dinheiro mas existe ainda a barreira da inclusão financeira. “Nada disto pode ter um efeito de larga escala se não incluirmos mais agentes da economia financeira nesta vaga do comércio eletrónico”, conclui o responsável da PagSeguros.

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