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Jerónimo Martins prevê “duplicar” produção de refeições prontas e alargar encomendas a canal Horeca

Por a 27 de Dezembro de 2017 as 16:53
Pedro Soares dos Santos, presidente grupo Jerónimo Martins
Pedro Soares dos Santos, presidente grupo Jerónimo Martins

A Jerónimo Martins tem planos para duplicar nos próximos dez anos a capacidade de produção de refeições prontas para dar resposta ao aumento de encomendas nas lojas Pingo Doce. Além disso, o grupo pretende alargar ao canal Horeca o serviço de encomendas de comida preparada, através da insígnia grossista Recheio, revelou ao Dinheiro Vivo o diretor da Meal Solutions da cadeia, João Freitas.

Atualmente, a cadeia da Jerónimo Martins conta com três cozinhas centrais, instaladas em Vila Nova de Gaia, Aveiro e Odivelas, nas quais trabalham 250 pessoas, que garantem o abastecimento das refeições à venda nas áreas de “take away” das mais de 400 lojas Pingo Doce. A diretora-geral da cadeia, Isabel Pinto, revelou em fevereiro deste ano que a insígnia vende “dois milhões de refeições por mês” e que nas três cozinhas centrais são produzidas “9000 toneladas de comida por ano”.

Nos últimos anos, o negócio de comida pronta nas lojas Pingo Doce tem crescido a um ritmo “entre 10 a 15%” e, com a crescente exigência do consumidor por conveniência, o grupo acredita que a área de “take away” apresenta “grande potencial”, sublinha João Freitas. É neste sentido que o grupo prevê dobrar a capacidade total de produção das três unidades “nos próximos dez anos”. Para isso, irá decidir “nos próximos meses” se o fará através da extensão de área das atuais cozinhas ou, por outro lado, se irá investir na renovação tecnológica das mesmas. Para este ano, a previsão é de um aumento de “entre 5% a 10%” da produção, diz o responsável ao jornal online de economia.

Depois de ter lançado na cadeia Pingo Doce o serviço de encomendas através do qual os consumidores podem encomendar com 48 horas de antecedência um menu e levantá-lo na loja, a Jerónimo Martins pretende alargar o serviço ao canal Horeca, através da insígnia grossista Recheio, com a qual “está a desenvolver projetos” para “fornecimento de sopa, comida e sobremesas” para os clientes profissionais.

Ainda que o valor seja provisório, João Freitas garante que a produção de refeições prontas “cresceu 50%” para dar resposta ao aumento de encomendas que a cadeia Pingo Doce registou na época de Natal deste ano, crescimento registado com maior intensidade no “norte do País”.

Em 2016, durante as épocas do Natal e da Passagem de Ano as encomendas de refeições nas lojas Pingo Doce mais que duplicaram face às encomendas registadas no resto do ano, tendo representado um aumento de 104%.

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