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ONE liga a Europa à América do Sul

A Ocean Network Express lança o serviço LUX, “o único no mercado que faz uma escala direta de Lisboa para a Costa Leste da América do Sul”.

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A Ocean Network Express lança o serviço LUX, “o único no mercado que faz uma escala direta de Lisboa para a Costa Leste da América do Sul”.

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A Ocean Network Express (ONE) acaba de anunciar o início do novo serviço Latin-East-Coast Europe Express (LUX), que vai ligar a Europa e o Mediterrâneo à Costa Leste da América do Sul.

Segundo a One, o Lux representa o primeiro serviço dedicado a ligar a Europa e o Mediterrâneo à Costa Leste da América do Sul e pretende proporcionar um tempo de trânsito competitivo no sentido norte da Costa Leste da América do Sul para o Mediterrâneo e a Europa, oferecendo aos clientes uma alternativa competitiva aos produtos existentes no mercado, especialmente para carga refrigerada.

A One sublinha mesmo que é o único serviço no mercado que faz uma escala direta de Lisboa para a Costa Leste da América do Sul, oferecendo aos clientes a oportunidade de embarcar a partir destes pares de portos únicos.

“A América do Sul sempre foi de importância estratégica para a nossa rede global”, refere Yu Kurimoto, Diretor Executivo da ONE. “O lançamento do serviço LUX demonstra o compromisso da ONE em fornecer aos nossos clientes serviços excelentes, fiáveis, eficientes e completos. Estamos constantemente à procura de formas de melhorar os nossos produtos e ofertas, e o serviço LUX representa um passo em frente significativo na satisfação das necessidades dos nossos clientes nesta importante região” acrescenta.

A viagem inaugural  partirá de Montevideu, a 17 de setembro, com a seguinte rotação: Roterdão – London Gateway – Hamburgo – Antuérpia – Lisboa – Algeciras – Santos – Paranaguá – Montevideu – Buenos Aires – Itapoa – Paranaguá – Santos – Rio de Janeiro – Algeciras – Roterdão.

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Grupo Garland cria nova empresa para acelerar processos alfandegários
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Grupo Garland cria nova empresa para acelerar processos alfandegários

O Grupo Garland criou a Garland Customs Solutions. A nova empresa do grupo surge com um capital social de 100 mil euros.

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O Grupo Garland ciente de que os processos alfandegários costumam ser um dos maiores desafios para quem importa e exporta dentro e fora do território aduaneiro, com mercadorias retidas, documentação extra ou cobrança de taxas desconhecidas, criou a Garland Customs Solutions, que surge com um capital social de 100 mil euros.

Esta nova empresa surge com o objetivo de tratar o processo alfandegário de empresas e pessoas singulares em seu nome, assim como prestar consultoria aos clientes, com esclarecimentos de dúvidas sobre classificação aduaneira, origem das mercadorias, regimes, cálculos de imposições, entre outras.

A Garland Customs Solutions avança em comunicado que formou um despachante oficial e investiu ainda em todo o software inerente à atividade, dispondo também de um armazém alfandegado, que permite assim englobar um serviço de transporte de mercadorias com todos os processos relacionados com o cliente, sem que este tenha de tratar com mais nenhuma empresa.

Esta empresa também facilitará a interligação entre as empresas do Grupo existentes, sendo que a que mais beneficiará será a Garland Transport Solutions.

“A criação de uma nova empresa, representa sempre uma nova aposta, neste caso num novo mercado. Em relação ao Grupo Garland, esta empresa para além de ter um crescimento próprio, externalizado, irá responder também às necessidades internas, já existentes”, explica Giles Dawson, administrador do Grupo Garland e CEO da Garland Transport Solutions. “Este ano será de crescimento controlado, onde prevemos não suprimir, ainda, as necessidades internas do Grupo a 100%”, acrescenta.

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Bom Petisco continua a apostar na inovação
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Bom Petisco com novidade: posta de atum em molho de escabeche

A Bom Petisco acrescenta um novo produto à sua gama de Sabores: Posta de Atum Bom Petisco em molho de Escabeche.

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A Bom Petisco acrescenta um novo elemento à sua gama de sabores: posta de atum Bom Petisco em molho de escabeche.

A marca de conservas de peixe sublinha que “após vários meses de pesquisa, em busca dos melhores ingredientes e do melhor sabor, surge o molho de Escabeche, uma das mais antigas e tradicionais técnicas culinárias”. Para a sua elaboração são utilizados um conjunto de ingredientes selecionados, sem aditivos ou conservantes, que juntos formam este delicioso molho, preparado na fábrica da marca, situada em Rabo de Peixe, nos Açores, acrescenta em comunicado.

A gama de sabores Bom Petisco conta, neste momento, com 4 sabores: a novidade posta de atum em molho de escabeche,  em azeite virgem extra e orégãos, em pimenta da terra e ervas finas e em caril.

 

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Bebidas

Cervejas do Super Bock Group distinguidas no Finest Beer Selection

Competição que reconhece apenas as cervejas que alcançam 90 ou mais pontos numa escala de 100, premiou quatro referência do Super Bock Group.

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Super Bock Selecção 1927 Bavaria Weiss, Super Bock Coruja, Super Bock Free Preta e Super Bock Selecção 1927 Japanese Rice Lager foram as quatro referências do Super Bock Group distinguidas no concurso Finest Beer Selection.

Promovida por Doemens e Meininger Verlag, dois especialistas do setor com vários anos de experiência, a competição reconhece apenas as cervejas que alcançam 90 ou mais pontos numa escala de 100, “refletindo a excelência e a mestria cervejeira de cada cerveja a concurso”, sublinha o Super Bock Group num comunicado.

No concurso Finest Beer Selection, cada cerveja é submetida a uma análise sensorial intensiva e a uma descrição detalhada antes da avaliação individual pelo júri de especialistas internacionais. As cervejas são analisadas aromaticamente e pontuadas de forma individual, garantindo uma avaliação justa e rigorosa.

A Super Bock Selecção 1927 Bavaria Weiss recebeu 92 pontos, a Super Bock Coruja IPA recebeu 91 pontos e as Super Bock Selecção 1927 Japanese Rice Lager e Super Bock Free Preta foram classificadas com 90 pontos.

A entrega de prémios realizou-se a 15 de julho, em Neustadt an der Weinstrasse, Alemanha.

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AEP leva comitiva de 20 empresas à Feira Internacional de Angola

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) está a organizar a participação nacional na 39ª edição da FILDA, em parceria com a AICEP e a CCIPA.

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Em parceria com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Câmara de Comércio e Indústria de Portugal-Angola (CCIPA), a Associação Empresarial de Portugal (AEP) vai levar uma comitiva de 20 empresas nacionais à FILDA 2024, que decorrerá entre 23 e 28 de julho na UENJI Arena – Angola Business Center, Zona Económica Especial, em Luanda.

A realização da FILDA coincide com a visita oficial do primeiro-ministro de Portuga, Luís Montenegro, a Angola, que, além de participar no Fórum Económico Angola-Portugal, a 24 de julho, visitará o Pavilhão Nacional na feira e todas as empresas participantes.

“Naquela que é a sua 11ª participação na FILDA, o maior evento comercial de dimensão internacional em Angola, a AEP considera esta uma oportunidade para as empresas portuguesas consolidarem a sua presença neste mercado e fortalecerem as relações comerciais entre ambos os países”, refere um comunicado divulgado pela AEP.

“Apesar do desafiante momento que Angola vive, confiamos que a resiliência da economia angolana a coloca no caminho da recuperação, o que impactará positivamente as quase cinco mil empresas portuguesas que exportam para o país”, sublinha Luís Miguel Ribeiro, presidente do conselho de administração da AEP.

Arcen Engenharia, Azcôa, Azeol, Fieldairtech, Grupel, HRV, Labman, Lacto Serra, Macro-Frio, Metalúrgica do Tâmega, Procadimoldes, Costura Ponto, Ventisec, Cartonex, Abílio Carlos Pinto Felgueiras, Afaplan, Ernesto Grilo Sucessores/GRILO, Plastidom, Decorgesso, El Corte Inglés, são as empresas que integram a comitiva. Integram todas, à exceção do El Corte Inglés, o projeto BOW – Business on the Way, que em 2023 promoveu a participação de mais de 200 empresas em 27 ações, entre feiras internacionais e missões empresariais, em 23 mercados distintos.

Angola é 9º cliente português

Informações da AICEP referem que Angola é a terceira maior economia da África Subsaariana, segundo maior produtor petrolífero do continente africano e um país rico em recursos naturais, com destaque para o setor dos hidrocarbonetos, que representa cerca de 50% do PIB e 90% das exportações (baseadas em commodities e pouco diversificadas).

“De acordo com o Comtrade, os cinco principais fornecedores de Angola, em 2022, foram a China (16,0%), Portugal (10,7%), a Coreia do Sul (9,2%), os Países Baixos (6,8%) e a Índia (6,1%). Estes mercados representaram, em conjunto, 48,9% do valor das importações”, informa a AICEP.

As importações de Angola registaram um valor de 18 mil milhões de dólares em 2022 (11 mil milhões em 2021), com os combustíveis minerais (22,4%), as máquinas e aparelhos (18,7%), os produtos agrícolas (14,2%), os produtos químicos (9,3%) e os veículos e outro material de transporte (9,1%) a serem os cinco principais grupos de produtos importados.

Segundo o INE, Angola foi o nono destino das exportações portuguesas de bens em 2022, com uma quota de 1,8%, ocupando a 27ª posição ao nível das importações (0,6%). Ao longo do período 2018-2022 houve um crescimento médio anual das exportações de 2,8% e de 136,7% nas importações. A balança comercial de bens foi favorável a Portugal, tendo apresentado um excedente de 799 milhões de euros em 2022.

Na estrutura das exportações destacam-se as máquinas e aparelhos (29,0%), os produtos químicos (11,8%), os produtos agrícolas (10,7%), os produtos alimentares (10,1%) e os metais comuns (9,3%). Os principais grupos de produtos importados foram os combustíveis minerais (95,1%), os produtos agrícolas (2,8%), os minerais e minérios (0,6%), a madeira e cortiça (0,5%) e as máquinas e aparelhos (0,3%).

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AEP realiza missão empresarial aos EUA

A AEP está a acompanhar, entre 14 e 19 de julho, uma missão empresarial aos Estados Unidos da América, concretamente às cidades Nova Iorque e Boston.

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Inserida no âmbito do Projeto BOW (Business on the Way), a quinta missão empresarial da Associação Empresarial de Portugal (AEP) aos EUA conta com a participação de seis empresas portuguesas que terão a oportunidade “de compreender as necessidades emergentes do mercado norte-americano e identificar as diversas oportunidades oferecidas pelo país em vários setores de atividade”, adianta a organização num comunicado. No âmbito da missão empresarial, as empresas vão poder estabelecer contatos com entidades institucionais e empresas locais através de reuniões agendadas em Nova Iorque e Boston.

“Com uma economia sofisticada, competitiva e aberta ao exterior, os EUA são o principal importador e o segundo maior exportador mundial. O país possui ainda um mercado interno com forte poder de consumo e um elevado nível de vida, oferecendo vastas oportunidades para as empresas portuguesas”, considera Luís Miguel Ribeiro, presidente do conselho de administração da AEP, citado no comunicado.

AS empresas que integram esta missão são a Têxteis Domingos Almeida (têxteis-lar), Dune Bleue (criação, desenvolvimento e comercialização de meias técnicas), Fábrica de Tecidos do Carvalho (têxteis-lar), Mindol II (colchões), Void Software (Desenvolvimento de software e consultoria) e Cerâmica da Borralheira (indústria de cerâmica).

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), os EUA foram o quarto cliente das exportações portuguesas de bens em 2023, com uma quota de 6,8%, ocupando a 9ª posição ao nível das importações (2,1%). Ao longo do período 2019-2023, verificou-se um crescimento médio anual das exportações de 16,7% e de 21,2% nas importações. A balança comercial de bens foi favorável a Portugal, tendo apresentado um excedente de 2 983 milhões de euros em 2023.

Segundo a AIP, em 2023, o projeto BOW promoveu a participação de mais de 200 empresas em 27 ações, entre feiras internacionais e missões empresariais, em 23 mercados distintos.

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Indústria alimentar e das bebidas exportou 3.345 milhões de euros nos primeiros cinco meses

As exportações da indústria alimentar e das bebidas cresceram 10,64% de janeiro a maio deste ano, em comparação ao mesmo período de 2023, informa o INE.

Nos primeiros cinco meses de 2024 as exportações da indústria alimentar e das bebidas traduziram-se em vendas de €.345 milhões de euros, revelam os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O valor representa um crescimento de 10,64% face a igual período de 2023, com a União Europeia a representar 2.241 milhões de euros.

“Os dados do INE permitem ainda perceber que nos primeiros cinco meses de 2024, e por comparação a igual período homologo de 2023, há uma variação de 14,81% ao nível das exportações para os 27 Estados-membros”, refere um comunicado divulgado pela FIPA (Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares)

Outro dado a destacar refere-se às exportações para países fora da União Europeia, que haviam decrescido no primeiro trimestre do ano por comparação a igual período de 2023, e começam “a revelar alguma pujança”.

No global dos primeiros cinco meses de 2024 as vendas alcançaram 1.104 milhões de euros, “ou seja um crescimento de 3,05% face a igual período do ano passado”, destaca a FIPA.

Défice decresceu

Ainda por comparação a igual período de 2023, o défice da balança comercial da indústria alimentar e das bebidas decreceu nos primeiros cinco meses do ano e situa-se agora em 7,27%.

“Os dados do INE revelam que a indústria alimentar e das bebidas está, uma vez mais, a responder às expetativas, mesmo quando tem de enfrentar situações complexas ao longo de toda a cadeia”, afirma o presidente da FIPA.

Jorge Tomás Henriques acrescenta que os próximos tempos “continuarão a ser marcados por uma elevada imprevisibilidade e muitos desafios à vida das empresas”, mas sublinha que “o espírito de cooperação e união em prol da competitividade e da sustentabilidade da indústria portuguesa agroalimentar irão marcar cada vez mais o futuro da economia nacional”.

A indústria alimentar e das bebidas é a indústria transformadora que mais contribui para a economia nacional, tanto em volume de negócios (22,4 mil milhões de euros) como em valor acrescentado bruto (3,8 mil milhões de euros).

É a indústria transformadora que mais empregos gera, sendo responsável por mais de 112 mil postos de trabalho diretos e cerca de 500 mil indiretos.

“Assume, simultaneamente, uma grande importância no desenvolvimento do tecido empresarial, nomeadamente nas zonas do interior onde o setor situa as suas unidades industriais, e na afirmação do potencial de evolução da autossuficiência alimentar do país”, destaca a FIPA.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

Ana Grácio Pinto

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Há 40.451 empresas exportadoras em Portugal

Há empresas a vender para os mercados externos em todos os setores de atividade, mas é visível uma maior concentração nos das indústrias (23%), dos serviços empresariais (18%) e dos grossistas (16%), que representam 57% das exportadoras nacionais.

A Informa D&B realizou uma análise às empresas exportadoras portuguesas e concluiu que há 40.451 empresas que vendem para mercados externos.

A consultora baseou o estudo no universo das empresas exportadoras, com contas entregues até final de 2023, que vendem para os mercados externos o equivalente a pelo menos 5% do seu volume de negócios ou mais de um milhão de euros.

A análise permitiu perceber que na última década o número aumentou em mais dez mil empresas exportadoras (eram 30.559 em 2013). Apenas entre 2020 e 2022, surgiram 4.205 novas empresas a fazer negócios com o exterior, mas a taxa de exportadoras mantém-se. “De 2012 e 2022, a percentagem de empresas no nosso tecido empresarial manteve-se sempre entre os 10% e os 11%”, revelou Rita Neves, analista de estudos e inovação de produto da Informa D&B, na apresentação do estudo, que decorreu no âmbito de um webinar realizado pela CCIP (Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa).

Há empresas a vender para os mercados externos em todos os setores de atividade, mas é visível uma maior concentração nos das indústrias (23%), dos serviços empresariais (18%) e dos grossistas (16%), que representam 57% das exportadoras nacionais.

No setor das indústrias, é nos subsetores do têxtil e moda (23%), da metalurgia (21%) e dos materiais (18%) que se concentra a maior parte das empresas exportadoras. Quanto ao valor das exportações, são as indústrias de materiais que exportam quase um quarto do total do setor.

Setor das TIC em crescimento

Quanto à vocação exportadora, é o setor das tecnologias de informação e comunicação que tem registado, desde 2019, a maior taxa de empresas que exportam: 28% das empresas deste setor são exportadoras, mas o peso das exportações nos negócios destas empresas “corresponde a pouco mais e um terço”, referiu Rita Neves.

Já na agricultura e outros recursos naturais, apesar das empresas exportadoras representarem apenas 9% do universo empresaria do setor – são 1.374 – as suas exportações são 60% do volume de negócios.

É no Norte do país que estão quase metade das empresas exportadoras portuguesas (43%), fruto da região concentrar mais de metade das indústrias do país. Segue-se a Grande Lisboa (25%) e o Centro (15%). Oeste e Vale do Tejo (6%), Península de Setúbal (4%), Alentejo (3%), Algarve (2%) e Região Autónoma da Madeira (1%) completam o quatro das empresa exportadoras por região. A Região Autónoma dos Açores não apresenta nenhuma exportadora segundo os critérios de pelo menos 5% do volume de negócios ou mais de um milhão de euros exportados.

Exportadoras em todas as dimensões

O estudo indica ainda que há exportadoras em todas as dimensões de volume de negócios, desde as micro às grandes empresas, mas, como é previsível, quando maior a dimensão, maior é a taxa exportadora. As grandes empresas são responsáveis por 58% do total das exportações do tecido empresarial, enquanto as micro representam 9%, as pequenas, 30% e as médias, 44%.

“As pequenas, médias e grandes exportadoras têm, de facto um grande peso. Estamos a falar de apenas oito mil empresas, mas estes três escalões, no seu conjunto, representam 93% das exportações”, sublinha a analista de estudos e inovação de produto da Informa D&B.

Quanto à idade das empresas, as consideradas maduras – fundadas há 20 ou amis anos – concentram 72% do volume total das exportações, com as empresas com idades entre seis e 19 anos a representarem 20%.

Outra variável relevante no estudo refere-se à nacionalidade do capital das empresas exportadoras: a maioria das empresas são de capital nacional, mas as empresas de capital estrangeiro têm um perfil mais exportador, já que mais de um terço das empresas de capital internacional é exportadora (34%) e representam 43% das exportações nacionais. As empresas nacionais exportadoras, que representam cerca de 10% a 11% do universo empresarial português, são responsáveis por 48% das exportações. As restantes 9% foram realizadas por empresas de capital disperso.

Um pouco mais de metade de todas as exportadoras (52%) exportam apenas serviços, enquanto 29% exportam apenas bens, e as restantes 19% exportam bens e serviços. Os bens são, entretanto, a maior fatia do valor das exportações, com 74% do total.

Mais da metade para mercados da UE

Quanto aos mercados de destino, 46% das empresas exportadoras vende exclusivamente para os mercados da União Europeia, mais de um terço (36%) exportada para mercados comunitários e extra comunitários e apenas 18% exporta apenas para mercados fora da UE.

Há uma maior concentração setorial no mercado comunitário, com 85% das exportações oriundas apenas de quatro setores: indústrias (57%), grossistas (13%), energias e ambiente (8%) e transportes (7%). Este mercado representa 64,7 milhões de euros em volume de exportações.

Já os mercados extra comunitários, responsáveis por 29 milhões de euros das exportações nacionais, 72% das empresas estão concentradas nos mesmos quatro setores, com o peso das indústrias a descer um pouco (43%).

O estudo destaca ainda o facto das empresas exportadoras demonstrarem ser mais resilientes financeiramente, já que 57% das exportadoras têm uma resiliência elevada (22%) ou média alta (35%), enquanto esta percentagem não chega a metade nas empresas que vendem em exclusivo para o mercado nacional (19% elevada e 30% média alta). As exportadoras são também as empresas com menor risco de ‘failure’: 49% têm risco mínimo de cessar a atividade nos próximos 12 meses, com dívidas por liquidar.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

Ana Grácio Pinto

Alimentar

Quinta da Pacheca acolhe competição internacional de azeites

O evento realiza-se a 15 e 16 de julho e tem a concurso mais de 100 amostras de quinze países da Europa, América do Sul e África

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A Quinta da Pacheca recebe a 15 e 16 de julho o BRAZIL iOOC – International Olive Oil Competition, um concurso de azeites que reúne alguns dos melhores exemplares que se produzem em todo o mundo.

Portugal estará representado com várias marcas, concorrendo com países como Espanha, Itália, Tunísia, Chile, Uruguai, Argentina, Grécia e Brasil, “o que atesta o caráter global do evento, que ano após ano cimenta a sua posição no cenário dos certames internacionais de olivicultura”, sublinha a Quinta da Pacheca.

Em competição estarão um pouco mais de 100 amostras oriundas de quinze países e representativas da América do Sul, Europa e África.

A sexta edição do BRAZIL iOOC – International Olive Oil Competition acontece simultaneamente no Brasil, no restaurante Kinoshita, em São Paulo, e este ano premiará separadamente os 10 melhores azeites do hemisfério Norte e os 10 melhores azeites do hemisfério Sul além dos prémios tradicionais Triple Gold, Ouro, Prata e Bronze e Best Organic.

“As principais empresas do mercado mundial estão representadas nesta competição. Os melhores e mais premiados produtores de azeite do mundo colocam os seus azeites à prova, tendo a competição conquistado reconhecimento internacional crescente a cada ano”, explica Maurício Gouveia, CEO e fundador do BRAZIL iOOC.

A Quinta da Pacheca recebe o evento no âmbito do objetivo da empresa em dinamizar a olivicultura, de que é exemplo a criação de um programa especial aberto ao público durante a época da colheita da azeitona.

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Aquisição do licor Safari vai permitir à Casa Redondo crescer 70% nas exportações

A compra representa a maior aquisição de uma marca de bebidas espirituosas por uma empresa portuguesa e um “passo significativo” da Casa Redondo no seu crescimento internacional, destaca Daniel Redondo.

A Casa Redondo, proprietária do licor Beirão e cujo portfolio inclui várias outras marcas de bebidas espirituosas, anunciou a aquisição do licor Safari, marca holandesa premium lançada em 1984 na Holanda.

A compra representa a maior aquisição de uma marca de bebidas espirituosas por uma empresa portuguesa e um “passo significativo” da Casa Redondo no seu crescimento internacional, destaca Daniel Redondo, diretor executivo da empresa, em nota enviada ao Hipersuper.

A Casa Redondo adquiriu o licor Safari à Diageo Brands, fabricante de bebidas com sede em Londres, Reino Unido, e considerada o maior player mundial do setor das bebidas destiladas.

Com esta aquisição, a empresa portuguesa prevê um aumento “imediato” de cerca de 70% nas exportações globais do grupo e objetiva “triplicar este valor nos próximos cinco anos”. “A nossa empresa ambiciona fortalecer a sua presença em mercados estratégicos como Holanda, Bélgica e Alemanha”, revela ainda o diretor executivo da Casa Redondo.

“Safari é uma marca histórica no setor de bebidas espirituosas, e esta integração reforça o nosso compromisso em expandir o portefólio com ofertas premium, reconhecidas globalmente pelos consumidores”, acrescenta.

A aquisição, financiada com capitais próprios, vai permitir à empresa portuguesa criar sinergias de portefólio. O gestor fala no investimento em equipas comerciais e de marketing e no aprofundar de relações com os parceiros de distribuição, “consolidando assim a posição como um produtor de referência na categoria de licores”.

Em comunicado, a Diageo Brands informa que esta venda “está em linha com a estratégia de manter um enfoque acentuado” na gestão do seu portefólio, explicando que o licor Safari é predominantemente vendido na Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, Portugal e Turquia.

“A Diageo acredita que a Casa Redondo é o proprietário certo para levar a Safari ao seu próximo capítulo de crescimento na Europa Europa e além fronteiras”, refere a empresa britânica.

Citados no comunicado, Daniel Redondo e Ricardo Redondo, diretor financeiro da Casa Redondo referem que esta transação sublinha o compromisso da empresa “de expandir o nosso portfólio com ofertas premium que que ressoam com os consumidores em todo o mundo”. “Estamos ansiosos por integrar esta marca na nossa família, continuando a inovar para os nossos clientes, garantindo ao mesmo tempo uma qualidade excecional”.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

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Exportação

CCIP é parceira da UE no programa ‘EU Business Hub – Japão e República da Coreia’

A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa organiza nesta terça, 09 de julho, um evento para apresentar este programa de apoio às PME.

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O Programa ‘EU Business Hub – Japão e República da Coreia’, tem por objetivo apoiar e promover as exportações europeias para estes dois mercados. A Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP) é a entidade parceria do programa, em Portugal.

Lançado pela Comissão Europeia, visa ajudar as pequenas e médias empresas (PME) da União Europeia, que atuam nos setores das tecnologias verdes e sustentáveis, soluções digitais e saúde, equipamentos médicos, “a entrar em dois mercados de elevado potencial da Ásia – Japão e República da Coreia”, informa a CCIP num comunicado.

O programa vai atuar como ligação das empresas da UE a potenciais parceiros naqueles dois países da Ásia, através da organização de 20 missões empresariais e da participação em feiras nos próximos quatro anos. Até 2027, o projeto pretende facilitar a participação de 1.000 empresas inovadoras.

“Os participantes, nas missões ou em feiras setoriais, terão a oportunidade de estabelecer contactos com potenciais parceiros através da participação em sessões de matchmaking B2B, acesso a análises setoriais aprofundadas e ainda apoio com serviços de tradução”, informa a CCIP no comunicado.

“A promoção do comércio, das empresas e das parcerias está no cerne das políticas e estratégias da UE. O programa EU Business Hub é um instrumento importante neste sentido: ajudará as nossas PME e as nossas empresas em fase de arranque a aproveitarem as oportunidades oferecidas pelo Acordo de Comércio Livre entre a UE e a República da Coreia e as parcerias Verde e Digital”, refere a embaixadora da União Europeia na República da Coreia, Maria Castillo-Fernandez, citada no comunicado.

“Enquanto segundo maior parceiro comercial da UE na Ásia, o Japão apresenta um mercado lucrativo para as PME europeias, prevendo-se que a sua resiliente economia sustente um crescimento de 1% do PIB para além de 2023, impulsionado principalmente pela procura interna robusta, oferecendo amplas oportunidades para as empresas da UE aproveitarem”, sublinha, por sua vez, o embaixador da UE no Japão, Jean-Eric Paquet.

Para explorar os principais objetivos do programa, os serviços oferecidos e partilhar informações sobre as missões empresariais e os critérios de elegibilidade e seleção das empresas participantes, a CCIP vai realizar o evento de lançamento do programa nesta terça-feira, 09 de julho, a partir das 9h30, na sua sede em Lisboa.

A apresentação tem entrada gratuita, mediante inscrições, com preenchimento de um formulário, em https://survs.com/survey/x6yyp1p0w8

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