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O Retalho em 2040

Quando muitas empresas estão a pensar em 2020, propusemo-nos a uma reflexão muito mais longínqua. 25 anos à frente, como vão ser as lojas, os produtos, o transporte e a interação com o cliente? Quais as centelhas de inovação que vemos hoje que poderão impor as regras de mercado?

Rita Gonçalves
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O Retalho em 2040

Quando muitas empresas estão a pensar em 2020, propusemo-nos a uma reflexão muito mais longínqua. 25 anos à frente, como vão ser as lojas, os produtos, o transporte e a interação com o cliente? Quais as centelhas de inovação que vemos hoje que poderão impor as regras de mercado?

Rita Gonçalves
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Por Luís Rosário, Business&People Analytics da Jason Associates

O desafio era no mínimo exigente, mas o exercício apaixonante. O que será o Retalho em 2040? Quando muitas das empresas estão a pensar em 2020, propusemo-nos a uma reflexão muito mais longínqua. 25 anos à frente, como vão ser lojas, produtos, transporte, interação com o cliente, campanhas… quais as centelhas de inovação que vemos hoje que poderão estar democratizadas e estejam a impor as regras de mercado?

Um exercício avassalador e que nos obrigou a um olhar muito à frente, conscientes que poderemos falhar significativamente em relação a algumas das previsões. Mas como o exercício era “risk free” avançámos. E daqui a um quartel de século, só desejamos estar por cá para ver o que falhámos e o que acertámos, crendo desde já que o exercício foi, per si, o ponto alto.

PRESSUPOSTOS DE PARTIDA

Fazer previsões a 25 a anos, sobre qualquer matéria, implica a assunção de alguns príncipios. Estabelecemos quatro fundamentais que esperamos, para o bem de todos, se mantenham:

  • O planeta ainda existe e funciona | Mudanças climáticas catastróficas, desastres de proporções bíblicas, nada disso aconteceu… O planeta está ao nosso serviço, andamos por cá, continuamos a fazer asneiras e milagres diariamente.
  • O planeta ainda é gerido pelos Humanos |Os robôs ainda não tomaram conta das operações, não existiu qualquer invasão alienígena. O Homem ainda dita as regras na Terra. Todavia, são muitos os especialistas em tecnologia, cientistas, investigadores de várias áreas, filósofos que têm alertado o mundo para o risco da Inteligência Artificial (IA) em algumas áreas. Stephen Hawking, Steve Wozniak, Demis Hassabis, entre outros, referiram este verão os perigos das armas autónomas construídas com recurso à IA – armas que “selecionam e escolhem alvos sem intervenção humana” e que, a existir, colocarão algo crítico fora do nosso controlo.
  • Ainda não aconteceu a 3ª. Guerra Mundial |É “wishful thinking” bem sabemos, mas é o pressuposto do exercício que este equilíbrio relativo e clima de paz “genérico” que existe (colocado em perigo ciclicamente) ainda se mantenha. O assunto tem estado na “ordem do dia”, não são necessários mais desenvolvimentos do tópico, todos sabemos as consequências.
  • O Evento de Carrington não se repetiu| O Sol por vezes tem explosões extremas. Quando elas vêm de encontro à Terra, temos problemas sérios. A última foi em 1859, e o ciclo estimado é de… 150 anos, mais coisa menos coisa. Segundo a National Academy of Sciences, se uma tempestade semelhante acontecesse nos dias atuais, causaria danos de mais de dois triliões de dólares na infraestrutura tecnológica moderna. A Internet cairia em todo o planeta, e levaríamos quatro a dez anos para a recuperação completa. A Predictive Science, através do Físico Pete Riley já nos deu as probabilidades: 12% são as chances de a Terra ser atingida por uma tempestade aniquiladora nos próximos 10 anos que provoque um desastre tecnológico massivo.

É mais ou menos isto. Se não ficou deprimido ou deprimida desde já e ainda tem interesse em ler o nosso artigo, Parabéns! Também como nós, acredita num mundo em 2040 real, e com retalho substancialmente diferente do atual.

O processo de “Thinking Forward” desenhado pegou em nove áreas chave, e implicou uma revisitação sequencial do modelo evolutivo de cada componente – isto é – depois de prever 2020, foi pensado 2030 e por fim chegámos a 2040. O que apresentamos no artigo são as questões chave de 2040 – como pensamos que o retalho estará em cada uma das áreas de análise daqui a 25 anos.

Impressão em 3D

Impressão em 3D

O PRODUTO E SERVIÇO CONTINUARÃO A SER REIS

Em 2040 as impressoras 3D serão as televisões do presente. Todos vão ter várias em casa, todos vão saber trabalhar com elas (desde os mais velhos, aos mais novos) mas serão um recurso secundário para criar o que queremos, dado que vamos continuar a comprar feito na maior parte dos casos.

Nos próximos dez anos as impressoras 3D vão democratizar-se e terão muitas mais funcionalidades. Já há hoje impressoras de grandes dimensões que fazem estruturas para casas, automóveis. A NASA tem um projeto de 3D “printing” alimentar que faz pizzas, e como sabemos, o desenvolvimento tem sido evidente. Em 2040 vamos poder imprimir “tudo”, à medida que os equipamentos e materiais diminuem de preço fruto da evolução previsível.

Então se todos poderão fazer tudo, qual o papel dos retalhistas em relação à inovação de novos produtos? A resposta estará, pensamos, no Design. Em 2040, o normal será escolhermos o design que queremos, pagar por ele, e imprimi-lo em nossas casas ou nos retalhistas para recolha ou entrega posterior. Por outras palavras, o que os retalhistas vão estar interessados em vender em algumas categorias (roupa, produtos para o lar) é o design e não o produto em si. O que os retalhistas irão fazer é limitar exclusividade, contratando para si designers específicos ou restringindo impressão de modelos a X unidades.

Prevemos que em 2040, no não alimentar, o produto perca interesse versus o design. O que se utilizará serão sobretudo Impressoras 4D, onde o objeto impresso é programável e se auto-reconfigura através do contacto com outros materiais (como já acontece com água).

E os produtos que compramos hoje? Os cenários previstos apontam para quatro evoluções chave:

  • A criação própria com micro-unidades familiares, que poderão ser dos retalhistas, pagando o cliente um ‘fee’, e que produzem o básico que precisamos para casa, em casa.
  • A substituição da proteína animal (vaca, porco, entre outros) por insetos. Face ao crescimento das necessidades de alimentação, a alimentação com base em insetos vai estar no nosso dia a dia. Vai ser mais ou menos como pensar em sushi há 25 anos, lembram-se? – Vejam a “Edibleunique” como exemplo do que será o futuro.
  • Embalagens que se consomem com os produtos, serão um ‘must have’ nos produtos (adeus reciclagem) – ver também o exemplo da “Edible Water Bottle”.
  • Novos produtos, resultantes da combinação dos designs ou da identificação de novos comestíveis, no fundo um regresso a um passado pré-histórico onde consumíamos de tudo o que a natureza nos proporciona.

Nos serviços as alterações serão também disruptivas, sobretudo porque estarão todos suportados em dados (que em 2040 serão de acesso livre em muitas áreas) e na utilização destes pelas unidades de Inteligência Artificial à disposição.

A tecnologia há de ser sempre uma trave base da evolução do retalho. Como sabemos, o desenvolvimento da computação “a sério” iniciou-se há cerca de 50 anos (A Lei de Moore surgiu exatamente em 1965) e neste momento estamos a assistir à fase onde o crescimento exponencial tecnológico ultrapassa o ciclo de previsão instituído (a duplicação da capacidade a cada 18 meses). Ainda o mês passado, Sir Tim Berners Lee, o inventor da WWW esteve na fundação Champalimaud a reforçar este tópico.

Que consequências se pespectivam? Bem, o desenvolvimento tecnológico alinhado com as melhorias dos algoritmos de desenvolvimento da Inteligência Artificial vão ditar quanto mais rápido vamos progredir, sobretudo nos temas relevantes para o retalho que serão Prever, Entregar, Robotizar, Automatizar.

Podemos dizer sem risco de nos enganarmos que em 2040 tudo será substancialmente preditivo, significativamente “responsive para os clientes. Se hoje já temos frigoríficos que analisam códigos e barras e nos dizem o que devemos comprar, será natural que este tipo de equipamentos faça todas as compras de forma autónoma por nós ainda antes de 2040. Esta questão abre o tópico de evolução seguinte – a Inteligência Artificial.

 


fantasy-639115_960_720INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL VAI SERVIR O RETALHO… E OS SEUS CLIENTES

Sabendo que teremos um enorme salto na inteligência artificial dos equipamentos e se a esta questão associarmos a robotização a trabalhar em prol daquilo que retalhistas e clientes necessitam, como serão os próximos 25 anos?

Em 2040, os retalhistas a quem dermos acesso às nossas vidas enquanto clientes, vão ter nos seus sistemas toda a informação sobre nós. Das preferências, ao “lifestyle, à informação genética, tudo estará disponível para que seja possível agradar ao máximo.

Sim, o retalhista saberá na plenitude quem somos, que agenda temos, como nos sentimos, o que faz falta ao nosso corpo e o que vamos necessitar, recomendando produtos e serviços em função disso. O acesso ou bloqueio de informação disponibilizada será baseado na ligação que queremos ter com as marcas. A partir do momento que dermos autorização, estaremos completamente ligados às máquinas e aos retalhistas que as gerem.

Hoje, temos a Internet das coisas, o nosso frigorífico e a nossa máquina de lavar roupa, com ‘dash buttons’ para fazer encomendas automáticas quando nos acaba o stock. Em 2040 as máquinas (as que estão em casa, mas também o carro, ou equipamento de escritório) pura e simplesmente não vão precisar de nós para fazer as encomendas. Vão fazê-lo por nós em função do que definimos como preferências. Quer sejam produtos alimentares, quer sejam de limpeza, quer sejam artigos para o lar ou roupa. Em 2040, as coisas e os objetos vão incorporar a preferências dos donos e fazer as compras fundamentais.

Esta evolução tripla (a evolução da robótica, da Inteligência Artificial e do que será a evolução da Economia da Partilha) aponta para que tenhamos em 2040 um exército de robôs, detidos por retalhistas, que nos ajudarão no que precisemos e que potencialmente serão partilhados pelos lares, servindo múltiplos clientes.

Atualmente a revolução de mercado mostra-nos que as pessoas são capazes de fazer melhor, mais rápido e de forma mais eficiente do que as empresas (como vemos pelas Uber, AirBnb, Alibabas do mundo), em 2040 acreditamos que será a robótica a fazer melhor que as pessoas.

 

robot-355340_960_720ROBOTIZAÇÃO, UMA REALIDADE DO DIA A DIA NAS OPERAÇÕES DE RETALHO

Esta componente não será um dos ‘insights’ deste artigo. Parece-nos consensual que em 2040 tudo o que for operacional e pode ser programado (ou seja, cuja interação não seja emocional) vai ser robotizado – vejam por exemplo o caso real do ‘Tally’, o robot que faz fotos dos lineares para determinar o que está fora de stock ou no local errado. Este robot, em 2015 compara o que regista com informação de armazém e com o planograma, capturando dados de 15 mil sku (stock keeping unit) por hora. Em 2040 fará muito mais.

Enquanto os consumidores quiserem produtos mais baratos, o custo da robotização vai continuar a diminuir até ser inferior ao custo humano (só assim as empresas de robotização poderão vingar no mercado de forma efetiva). E a realidade é que em 2040 não vão ser humanos nas lojas a fazer tarefas operacionais… desde a reposição de linear ao transporte do armazém para a loja, serão robots.

Em cima do processo de assistência e facilitação da operação, a evolução tecnológica permitirá alterações significativas nos próprios layouts e estruturas, ajustando-as de forma quase imediata. Um exemplo relevante que podemos indicar como pista de evolução é o projeto ‘Claytronics’, que combina robótica em nanoescala e ciência da computação para criar micro computadores (atoms) que se ligam entre si para formar objetos 3D tangíveis com os quais podemos interagir.

Adicionalmente, é importante salientar que acreditamos que em 2040 a função de logística não existirá controlada por humanos. Toda esta componente vai ser assegurada pela Inteligência Artificial. Os Recursos Humanos dos retalhistas estarão sobretudo matriz de formação as ciências da computação.

 

Mas haverá pessoas nas lojas em 2040? Acreditamos que sim, sobretudo três tipos:

  • Recursos de IT e Robótica (que garantem que tudo funciona)
  • Psicólogos (que darão o conforto emocional na compra)
  • Embaixadores das marcas ou ‘lifestyle assistants’

 

DAS ENTREGAS AO “ENTREGO-ME”Drone Fotolia.com (1)

Acreditamos que em 2040, com o expoente máximo da Inteligência Artificial e da robotização, o processo será “full service”. Isto significa que enquanto consumidores daremos os ‘inputs’ e preferências iniciais, mas que depois as máquinas farão as compras. Quando chegarmos a casa o que comprámos vai estar arrumado, sem intervenção nossa.

Este full service vai ser possível porque as casas vão estar equipadas com sistemas automáticos de segurança, de cariz temporário, que serão ativados conforme queremos e necessitamos. Desta forma, o robot ou a pessoa que for entregar as compras vai ter acesso temporário à nossa casa para entrar e sair. As casas mais recentes em 2040 terão sistemas internos de vigilância, pelo que estaremos totalmente tranquilos em relação à segurança dos nossos lares e bens.

A evolução expectável que prevemos é inclusive a passagem ao “Entrego-me”. O retalhista terá robots que receberão as indicações das compras a realizar, farão o “picking” dos produtos (assim como os robots da Amazon já estão a fazer neste Natal) e, dado que estarão dotados de sistema de GPS, tracking, geolocalização, capacidade de transporte e locomoção, irão diretos às nossas casas (se muito perto) ou serão empilhados num camião que assegura a colocação deles muito próximo das casas a visitar.

O futuro vai trazer muito provavelmente a “Self Delivery”. O que não sabemos para já é quem ganha a batalha do futuro das entregas: Os robôs ou os drones. Para já os robôs levam vantagem – vejam por exemplo o “Starship Robot”.

Independentemente do processo de entrega, o que temos agora em relação à gratuitidade da  mesma será uma utopia. Todos os modelos de entrega serão pagos, inclusivé o tradicional ‘click&collect’.

 

SÓ OS MELHORES RETALHISTAS VÃO PREVALECER, NUM RETALHO TRANSPARENTE E ALICERÇADO EM REFERENCIAÇÃOtelemovel loja- Fotolia.com

Todos os retalhistas que existirem em 2040 serão muito bons. Os que não forem vão morrer pelo caminho. Esta previsão surge porque o mundo da compra e venda de produtos e serviços no retalho vai ter a transparência como pilar estrutural de atuação.

À luz das preferências de cada um, os retalhistas oferecem a sua melhor proposta de valor. Porque o sistema de Inteligência Artificial que vai fazer as nossas compras não vai sequer considerar as piores propostas. E porque se tivermos uma experiência negativa, esse ‘feedback vai estar imediatamente disponível para todos verem e os sistemas de inteligência vão analisá-lo, incorporá-lo, diminuindo o ranking de preferências dessa componente, os retalhistas poderão falhar muito pouco, se quiserem ser os preferidos.

Esta componente da transparência e referenciação entre sistemas de inteligência que gerem as casas é que vai ditar quem são os retalhistas que vão estar no topo do ranking. Vai gerar a diferenciação e é com base nesta informação que deixaremos entrar marcas e retalhistas nas nossas casas – porque saberemos, e os nossos equipamentos acreditarão, que serão os melhores.

Mesmo com a possibilidade de comprar tudo, por multidispositivo, a qualquer hora, o retalhista manterá sempre a relevância local porque tem escala, é agregador e da forma mais eficiente e otimizada possível faz chegar até nós o que necessitamos. O tema da conveniência vai-se manter na proposta de valor até 2040, mas estamos convictos, o mercado ainda se vai concentrar mais do que está agora.

A micro-gestão dos preços dos sku’s, com a ligação entre as máquinas da minha casa e as do retalhista, os produtos exclusivos, as marcas próprias e a humanização das lojas com propósito, serão elementos de diferenciação entre retalhistas que premiarão os consumidores. Claramente pensamos que vai continuar a existir fidelização, mas os mecanismos de atração não vão ser com base em cartões, talões ou proximidade – serão com base em propósito da empresa, transparência no mercado e ‘fit’ único do produto|serviço ao que necessitamos.

 

purchase-hall-293513_960_720LOJA ENQUANTO ARMAZÉM, INSPIRAÇÃO E “MEETING CELEBRATION POINT”

As lojas vão continuar a existir, é a nossa previsão. Mas as compras como as conhecemos hoje serão efetivamente uma realidade até 2020.

Estamos crentes que só iremos às compras em 2040 porque queremos usufruir da sensação de um conceito que na altura vai ser ‘vintage’. Queremos ir viver a experiência de há 20 anos se a intenção for comprar, porque de resto fará pouco sentido.

Prevemos adicionalmente que as lojas sejam bastante mais pequenas, retirando dimensão à frente de loja por incremento do espaço de armazém. Este espaço superior de armazém vai permitir às lojas garantir flexibilidade, sendo que funcionarão como “hubs” de stockagem e abastecimento das pessoas mais próximas, de forma mais rápida.

Dentro da loja, prevemos interação funcional com robots e emocional com psicólogos, preparados para colmatar uma carência pontual que tenhamos ou que queremos atenuar. Vamos encontrar embaixadores de marcas, “vloggers” e “trendsetters” com que vamos querer falar e partilhar ideias.

Quem mantiver o interesse na loja vai encontrar um museu, um “showroom” em constante mudança. As lojas vão recriar a experiência de compra do antigamente em algumas áreas e apresentar cenários teatralizados de pessoas a viver um ‘lifestyle’ em ambiente na loja – experiências que o cliente vai desejar que fossem suas. Os colaboradores saberão pouco ou nada sobre produto e quase tudo sobre a condição humana, numa ótica de estabelecer uma ligação emocional com os ‘shoppers’ levando-os a concluir “Eu gostava de ser como este ser humano que está a representado aqui, vou comprar este produto | esta solução”.

Convictamente acreditamos que a placa de vendas vai ser muito mais volátil e vai mudar rapidamente. E nós enquanto ‘shoppers’ vamos lá inspirar-nos para fazer coisas novas, para sermos surpreendidos, para assistir a um ‘show’. E acreditamos que as pessoas vão pagar para ir às lojas inspirarem-se e colmatar essa carência emocional, usufruir daquela experiência, massajar o ego e socializar.

 

AUTOSUFICIENTES E SUSTENTÁVEIS, SEM IMPACTO ECOLÓGICOsustentabilidade

Existe neste momento um movimento significativo de ‘first choice companies’, como a Google, Coca-Cola e BMW para um caminho de utilização de energia 100% oriunda de fontes renováveis.

Prevemos que o retalho inicie este processo por volta de 2020 e que perto de 2040 as lojas sejam totalmente autónomas energeticamente e sustentáveis. Irão produzir a sua energia e alimentar-se dela para funcionar em pleno. E vão fazer isto não só porque o ambiente e os clientes o exigem, mas porque a evolução tecnológica e das soluções de geração energética o vão permitir.

Todas as lojas abertas de 2040 em diante terão de ter estas características para abrir e acreditamos que a remodelação do parque de lojas dos principais competidores mundiais deverá iniciar-se antes – faltam apenas duas décadas para termos lojas com inspiração no modelo de eficiência e proteção ambiental, como já é visível no “Whole Foods” de Brooklin, EUA, que até uma estufa tem no topo para produzir e fornecer a própria loja.

 

child-958067_960_720REALIDADE VIRTUAL, UMA ALTERNATIVA DE HOJE MAS SOBRETUDO DE 2040

Em 2020 já temos a possibilidade de tocar, sentir, ver o produto. Mas a tecnologia ao dispor vai melhorar drasticamente e, por consequência, também as funcionalidades disponíveis.

Em 2040, ter uma experiência ‘full’ de realidade virtual, que toque os cinco sentidos, e que permita fazer uma compra como se tivesse numa loja vai ser uma realidade tão simples e intuitiva como a de ir a uma loja real hoje.

A tecnologia permitirá uma interação quase ilimitada com cenários, produtos e outros compradores, e a realidade virtual em 2040 permitirá mostrar literalmente uns aos outros o que queremos dizer, em vez de apenas descrevê-la com aproximações verbais. Teremos a possibilidade de evoluir a nossa comunicação para uma espécie de telepatia, e em última análise, fazer a ponte entre a nossa imaginação e a de outros que vivenciam a mesma experiência de compra ou consumo.

A evolução desta tecnologia irá permitir sobretudo aos retalhistas prepararem interações com os seus clientes em ambientes imaginários e gamificados, à medida que a realidade virtual evolui para “ambiente virtual” onde tudo será possível. Muito mais que tridimensional, à medida que a banda larga aumenta, vamos ter sobretudo mais realismo.

 

O DINHEIRO FÍSICO, ESSA DOR DE CABEÇA QUE VAI DESAPARECERdinheiro_moedas_notas

Em 2040 o dinheiro físico será uma questão do passado.  Atualmente circulam, mais coisa menos coisa, 19 triliões de dólares em moeda física pelo mundo. Num primeiro momento parece muito, mas é apenas 8% do total de dinheiro em circulação, o que significa que os restantes 92% são digitais.

O dinheiro digital, com a possibilidade de ser aceite por todo o mundo, a proliferação dos meios de pagamento ‘contactless’, a eficiência a que está associada, as enormes vantagens relacionadas com a transação em segurança e a possibilidade muito mais reduzida de apelar a crime levam a que seja uma evolução para a qual os retalhistas se terão de preparar a curto prazo. Ao contrário de outras previsões, esta não terá dificuldades de adaptação pelos retalhistas, sendo até desejada.

 

EM SÍNTESE

– Arriscamos prever que o retalho em 2040 está circunscrito aos melhores dos melhores, que estão ligados aos clientes emocional e digitalmente e antecipam todas as suas necessidades.

– Será um retalho que cria produtos e serviços únicos com base no que queremos e sentimos.

– Um retalho autosuficiente e ecologicamente sustentável, que apresenta desempenho operacional imaculado, desde o ‘sourcing’ até à entrega em casa, fruto da robotização e desenvolvimento da inteligência artificial em tudo o que nos rodeia.

– Um retalho que visitamos porque necessitamos de experienciar e conhecer novas realidades e ‘lifestyles’, com pessoas que cuidam de nós, e pelo qual estamos disponíveis para pagar.

– Um retalho onde a virtualização de ambientes é extremada e conseguimos sentir tudo o que queremos comprar, e onde o propósito do retalhista, a sua transparência no mercado e capacidade para fazer um ‘fit’ único entre o produto|serviço que tem versus o que necessitamos serão os elementos chave de diferenciação.

 

Sobre o autorRita Gonçalves

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MAR Shopping Matosinhos reforça compromisso em promover consumo mais consciente

Quatro edições do Swap Market no MAR Shopping Matosinhos contribuíram não só para a troca de 16.455 peças de roupa entre os visitantes dos eventos.

Quatro edições do Swap Market no MAR Shopping Matosinhos contribuíram não só para a troca de 16.455 peças de roupa entre os visitantes dos eventos, permitindo dar-lhes uma segunda vida às mesmas e evitar o seu desperdício, como para a doação de 4.831 peças de vestuário, calçado e acessórios, a que se juntam mais 2.825 quilos recolhidos em iniciativas paralelas ao evento. O total de 7,7 toneladas permitiu apoiar 18 organizações sem fins lucrativos locais que, por sua vez, ajudam cerca de 5.230 pessoas. Contribuíram para estes resultados um total de 2.520 doadores.

No Swap Market (#iswap), o público é convidado a trocar algumas das peças que já não usa por outras do seu interesse. Sem dinheiro envolvido, por cada produto de vestuário ou acessório entregue são concedidos pontos, os quais são utilizados para trocar por produtos expostos no mercado. Todas as peças não trocadas são doadas a instituições locais de responsabilidade social, identificadas com o apoio do Banco de Bens Doados – Entrajuda.

Nos últimos três anos, foram recolhidas peças de vestuário, calçado e acessórios que ajudaram 18 organizações sem fins lucrativos da região que, por sua vez, apoiam mas de 5.230 pessoas.

Na última edição, os 469 quilos de peças foram doados a três instituições: AAPC – Associação de Apoio a Pessoas com Cancro, Associação de Apoio Social de Perafita e Associação Nomeiodonada, que apoiam, respetivamente, 200, 152 e 40 pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Estas iniciativas de sensibilização ambiental e social promovidas pelo MAR Shopping Matosinhos, demonstram o compromisso sólido do meeting place com a sustentabilidade e o bem-estar da comunidade local, em vários aspetos. Por um lado, estão alinhadas com a nossa política de colaboração com parceiros que nos dão garantias de que os donativos são direcionados efetivamente para quem precisa, por outro posiciona-nos como um agente ativo na promoção da sustentabilidade e na melhoria da qualidade de vida da comunidade”, explica Sandra Monteiro, diretora-geral do MAR Shopping Matosinhos.

Para Marta Vinhas, diretora da Entrajuda, responsável por parcerias de sustentabilidade, “a relação com o MAR Shopping Matosinhos gera elevado valor social e impacto ambiental ao permitir reutilizar roupa em vez de a encaminhar para destruição. Acresce o envolvimento do público que vai ao centro comercial e que é, desta forma, sensibilizado para uma possibilidade que muitas vezes desconhecia, encontrando aqui um canal de solidariedade ao dispor, com grande eficácia. Para a Entrajuda esta é seguramente uma parceria que gera valor.”

Por sua vez, Cátia Santos, presidente da Assembleia Geral do Let’s Swap realça que “cada mercado de trocas de roupa e livros que realizamos em parceria com o MAR Shopping Matosinhos é uma nova oportunidade para sensibilizar a comunidade para a importância da economia circular e de um consumo mais consciente. Este trabalho que temos vindo a desenvolver tem contribuído para uma maior consciencialização da comunidade, o que se traduz numa afluência cada vez maior nestas iniciativas. Com consciência de que há ainda muito caminho a percorrer, a doação de peças afigura-se como uma alternativa possível ao seu descarte, permitindo prolongar a sua vida e dando a oportunidade a outras pessoas de continuar a tirar partido destas peças.”.

 

 

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Costa Boal aposta no enoturismo com aquisição da Quinta de Arufe em Favaios

Projeto envolve a compra de quinta com 5 hectares de vinha, para a construção de um hotel 4 estrelas, com adega e restaurante. Investimento ultrapassa os 3 milhões de euros

A Costa Boal Family Estates prepara-se para entrar no mercado do enoturismo, com a aquisição da Quinta de Arufe, em Favaios, Alijó, com cerca de 5 hectares de vinha, para a implementação de um projeto, que inclui a construção de uma unidade turística de nicho.

O investimento envolve, além da produção de vinho, a recuperação de um edifício datado de 1920, que se encontra em avançado estado de degradação, onde será instalado o hotel de 4 estrelas, com 16 quartos (que terão nomes de castas), e incluirá uma sala de provas, uma horta biológica e um restaurante panorâmico, com assinatura de chef. O espaço fica junto à Estrada Nacional 322 e irá promover “a ruralidade e a cultura” desta freguesia do Douro.

A arrancar ainda este ano, o projeto está orçado em mais de três milhões de euros e está previsto que nos inícios de 2026 as portas se abram para receber os primeiros hóspedes.

Com este projeto, assente na sustentabilidade, a Costa Boal pretende “promover o contacto direto com a natureza e o Douro, num ambiente familiar e intimista, onde reinem a calma e a tranquilidade, mantendo a aposta em produção de vinhos únicos”. O objetivo é ter uma oferta capaz de despertar o interesse do mercado nacional e internacional, com foco no Brasil, França e Reino Unido.

“Neste local, os hóspedes terão oportunidade de conhecer as várias atividades agrícolas da região, como as vindimas e o pisar das uvas nos lagares, e envolverem-se nas mesmas, absorvendo, desta forma, toda a cultura de uma das mais notáveis regiões portuguesas”, adianta António Boal, responsável pela Costa Boal Family Estates. A oferta vai estender-se a atividades e programas de animação turística, como provas e harmonização de vinhos, visitas guiadas ao Museu do Pão e Vinhos de Favaios, passeios de barco privados, trilhos pedestres e cycling.

“Queremos potenciar ao máximo o rendimento da exploração da propriedade, aproveitando as características naturais e a sua localização privilegiada, junto à Estrada Nacional 322-3, complementando-a com uma forte componente turística de excelência”, acrescenta o produtor.

 

 

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Navigator

(imagem de arquivo)

Não Alimentar

Resultado líquido da Navigator cresce 16% impulsionado pelo negócio de UWF, Tissue e Packaging

A Navigator regista resultados históricos, com o 2º melhor primeiro semestre de sempre da sua história.

A The Navigator Company encerrou o primeiro semestre de 2024 com um resultado líquido de 159 milhões de euros, um crescimento de 16% face ao período homólogo do ano passado. Nos primeiros seis meses do ano em curso, o EBITDA registou um crescimento de 18%, atingindo os € 299 milhões, situando a margem EBITDA em 28%, beneficiando da redução dos custos variáveis em todos os segmentos de pasta e papel e também dos custos fixos.

“Registe-se que no segundo trimestre de 2024, o EBITDA atingiu € 165 milhões, um crescimento homólogo de 35%, refletido numa margem EBITDA de 31,2%, colocando também estes resultados na 2ª posição dos melhores segundos trimestres de sempre da Navigator” refere em comunicado.

O volume de negócios alcançou os € 1.066 milhões, um crescimento de 9% face ao mesmo período do ano passado.

As vendas de papel de impressão e embalagem totalizaram 673 mil toneladas, o que representa um crescimento homólogo de 26%, avança. Já o volume de vendas do negócio de tissue atingiu as 94 mil toneladas, um aumento homólogo de 54% enquanto o volume de vendas do segmento de packaging da Navigator registou uma subida de 90%, também face ao 1º semestre de 2023.

Maior dinâmica na procura de papeis de impressão e escrita

Ao longo do 1º semestre de 2024 assistimos a uma evolução positiva da procura, essencialmente impulsionada pela regularização de stocks na cadeia de distribuição, especialmente na Europa.

A procura aparente global apresentou um crescimento no 1º semestre de +1,3% em todos os segmentos, com a procura por papel UWF mais forte com uma evolução de +1,6% e os papéis CWF registaram um crescimento de 0,6%, enquanto os papéis com fibra obtida por via mecânica apresentaram um aumento de 1%.

Na Europa, a procura aparente de papel UWF apresentou um crescimento de 14,8% durante o semestre, com o segmento das folhas para a indústria gráfica a apresentar o maior crescimento de 20,6%, seguido do papel de escritório (+14,8%) e das bobines para impressão industrial (+10,1%). A Navigator registou este semestre crescimentos superiores a estes pelo que teve um aumento de quota de mercado na Europa face ao período homólogo.

Por seu lado, na China registou-se um forte crescimento de 7,1%, bem acima da tendência verificada nos últimos 5 anos (CAGR 2,9% 2019-2023).

A Navigator reporta que as vendas de papel de impressão e de embalagem totalizaram 673 mil toneladas no semestre, o que representa um crescimento homólogo de 26%. De destacar a robustez do modelo de negócio assente em diferenciação, produtos premium e marcas próprias fortes nos diferentes mercados onde a Empresa opera, salienta.

As marcas de fábrica no papel de impressão representaram perto de 77% das vendas no semestre (vs. média de 67% registada no período 2012-2023), realçando a resiliência da estratégia da Empresa. A quota de produtos premium, mantém-se elevada face ao ano de 2023, 59% (vs. média de 53% registada no período 2012-2023). Por seu lado, as vendas de papel de embalagem assentam numa operação comercial 100% alicerçada em marca própria – gKraft. “Em contextos de mercado mais difíceis, as marcas próprias e os segmentos de maior valor acrescentado oferecem uma proteção adicional aos resultados da Navigator”, sublinha.

 

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Bebidas

Cabriz lança campanha para apresentar nova assinatura e posicionamento

Tem como lema ‘É Dão Bom’ e posiciona Cabriz “como um vinho simples de escolher e de beber, afastando-se dos habituais clichês do setor”.

A marca de vinhos Cabriz acaba de lançar a sua mais recente campanha, que dá a conhecer uma nova assinatura e posicionamento. Intitulada ‘É Dão Bom’, mostra o orgulho em pertencer a uma das mais antigas regiões vitivinícolas do mundo e que, nos últimos anos, se tem destacado pelos seus vinhos de enorme qualidade.

A campanha ‘É Dão Bom’ posiciona Cabriz como um vinho simples de escolher e de beber, afastando-se dos habituais clichês do setor. A marca Cabriz pretende ser vista como a escolha certa, para qualquer ocasião.

Um vinho que dispensa o uso de hipérboles, divagações sobre taninos, notas de prova ou sugestões de pairing. Cabriz é um vinho que torna os bons momentos ainda melhores, e que prefere fazer brindes em vez de fazer cerimónias. Cabriz convida todos os apreciadores a escolherem sempre o lado bem bom da vida; o lado leve, descontraído e simples; a escolherem o copo meio cheio, ou meio vazio, se for para servir Cabriz, e isso “É Dão Bom”.

O diretor comercial e de marketing da Global Wines, esclarece que “o principal propósito desta nova campanha é o de conferir simplicidade e leveza à comunicação de Cabriz, sempre com algum humor e boa disposição, tão presentes no ADN da marca”. Nuno Abreu diz que a empresa quer “por um lado, afirmar Cabriz como a opção segura na hora de escolher um vinho e, por outro, associar a marca ao lado leve e divertido da vida”, e acrescenta que “o claim ‘É Dão Bom’ foi uma escolha natural e unânime, por espelhar tudo aquilo que pretendíamos transmitir. É simples, curto e ‘fica no ouvido’”.

A campanha multimeios estará presente em vários meios digitais e tradicionais, off trade e conta com ativações em festivais de Verão, designadamente Paredes de Coura e Vilar de Mouros, como forma de se aproximar do target.

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Retalho

Grupo Ibersol inaugura Bites&Beer by Coral no aeroporto da Madeira

O novo conceito do Grupo Ibersol traz refeições ligeiras acompanhadas pela cerveja Coral.

O Grupo Ibersol inaugurou um novo conceito na zona restrita de partidas do Aeroporto Internacional da Madeira – Aeroporto Cristiano Ronaldo. Com este novo espaço, o grupo de restauração moderna criou 16 novos postos de trabalho.

O Bites&Beer by Coral é um sports bar com uma atmosfera que propicia o convívio à volta da cerveja regional, dos snacks e do desporto.

Com uma vista privilegiada sobre o mar, o espaço apresenta uma variada oferta de refeições ligeiras, como hambúrgueres, saladas, sanduíches frias e quentes, acompanhadas pela cerveja Coral.

A carta do Bites&Beer de tendência saudável e contemporânea, foi especialmente concebida pelo Chef João Pupo Lameiras.

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Retalho

Cushman & Wakefield mandatada para a gestão e comercialização do Évora Retail Park

A Cushman & Wakefield (C&W) foi mandatada pela Sogenial Immobilier para a gestão e comercialização do Évora Retail Park.

Inaugurado em 2011, o Évora Retail Park é um espaço comercial com cerca de 8.000m2, localizado junto ao centro comercial da cidade. Com uma taxa de ocupação de 100%, o Retail Park tem atualmente quatro ocupantes: a Worten, Sportzone, Rádio Popular e JOM.

André Navarro, partner e head of retail asset management da Cushman & Wakefield, comenta que “temos vindo, desde 2022, a desenvolver uma parceria com a Serris REIM – braço de gestão de investimento da Sogenial em Portugal -, apoiando-os na gestão do portfólio dos seus investidores em escritórios e logística no nosso mercado, e ficámos particularmente satisfeitos por ver esta colaboração alargar-se ao Évora Retail Park, que foi o primeiro imóvel de retalho em que investiram em Portugal”.

José Caldeira, asset manager da Serris REIM Portugal acrescenta que “a atribuição da gestão do Évora Retail Park à Cushman & Wakefield baseia-se na nossa confiança nas capacidades da equipa para manter a excelência operacional e aumentar a satisfação dos lojistas presentes no Évora Retail Park. Esta parceria reforça o nosso compromisso com a qualidade e eficiência na gestão dos nossos ativos.”.

Recorde-se que a Sogenial Imobillier estreou-se no mercado português com a aquisição deste espaço comercial e em representação do fundo pan-europeu SCPI Coeur D’Europe, no final de 2023, cujo processo envolveu também a Cushman & Wakefield.

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Alimentar

Confagri promove formação online sobre fitofarmacêuticos

A formação dimanizada pela Confagri destina-se a técnicos do setor agrícola com curso superior na área agrícola ou florestal

A Confagri vai realizar entre 29 de agosto e 5 de setembro uma formação online em ‘Atualização em Distribuição, Comercialização e Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos’.

Homologada pelo Ministério da Agricultura, a ação visa dotar os técnicos do setor agrícola “com conhecimentos e competências sobre a organização, supervisão da distribuição, comercialização e aplicação de produtos fitofarmacêuticos de acordo com boas práticas fitossanitárias, decorrentes do novo quadro regulamentar e das inovações técnicas”, informa a Confagri.

A formação destina-se a todos os técnicos com um curso superior na área agrícola ou florestal e detentores de curso DCAPF/ADCAPF homologado pelo Ministério da Agricultura. Vai ser lecionada por António Jorge Carvalho, com aulas síncronas e assíncronas e terá uma duração total de 35 horas.

As inscrições devem ser feitas no site da CONFAGRI, que disponibilizou ainda mais informações sobre esta formação.

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Retalho

Lidl volta a apoiar a Liga de Bombeiros Portugueses

Até dia 31 de julho, a loja da insígnia que, por distrito, tiver uma maior adesão à fatura eletrónica entregará 2.500 euros a uma Corporação de Bombeiros.

O Lidl volta a reconhecer a importância crucial do trabalho dos bombeiros, com o lançamento de uma nova campanha na app Lidl Plus, que tem o duplo objetivo de sensibilizar os clientes para a redução do uso de papel, contribuindo para a preservação do meio ambiente, e de apoiar a Liga de Bombeiros Portugueses.

Até 31 de julho, a loja Lidl de cada um dos 18 distritos de Portugal que tiver o maior número de novos clientes a aderirem às faturas eletrónicas, através da app Lidl Plus, irá entregar 2500€ a uma Corporação de Bombeiros. No total serão entregues 45.000€, de norte a sul do país, aos soldados da paz.

No ano passado, por ocasião do 2º aniversário da app Lidl Plus, foram doados 36.000€ a 18 corporações de bombeiros, uma por distrito, possibilitando-lhes um apoio significativo durante a pré-época de incêndios. A parceria do Lidl com a Liga dos Bombeiros Portugueses data de 2016 e apoia as corporações nacionais no combate aos fogos ao fazer chegar, através das suas lojas e entrepostos de todo o país, cabazes com bens alimentares para ajudarem quem, na linha da frente, combate as chamas. No total o Lidl já doou mais de 165.000 alimentos aos Bombeiros Portugueses.

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Exportação

Grupo Garland cria nova empresa para acelerar processos alfandegários

O Grupo Garland criou a Garland Customs Solutions. A nova empresa do grupo surge com um capital social de 100 mil euros.

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O Grupo Garland ciente de que os processos alfandegários costumam ser um dos maiores desafios para quem importa e exporta dentro e fora do território aduaneiro, com mercadorias retidas, documentação extra ou cobrança de taxas desconhecidas, criou a Garland Customs Solutions, que surge com um capital social de 100 mil euros.

Esta nova empresa surge com o objetivo de tratar o processo alfandegário de empresas e pessoas singulares em seu nome, assim como prestar consultoria aos clientes, com esclarecimentos de dúvidas sobre classificação aduaneira, origem das mercadorias, regimes, cálculos de imposições, entre outras.

A Garland Customs Solutions avança em comunicado que formou um despachante oficial e investiu ainda em todo o software inerente à atividade, dispondo também de um armazém alfandegado, que permite assim englobar um serviço de transporte de mercadorias com todos os processos relacionados com o cliente, sem que este tenha de tratar com mais nenhuma empresa.

Esta empresa também facilitará a interligação entre as empresas do Grupo existentes, sendo que a que mais beneficiará será a Garland Transport Solutions.

“A criação de uma nova empresa, representa sempre uma nova aposta, neste caso num novo mercado. Em relação ao Grupo Garland, esta empresa para além de ter um crescimento próprio, externalizado, irá responder também às necessidades internas, já existentes”, explica Giles Dawson, administrador do Grupo Garland e CEO da Garland Transport Solutions. “Este ano será de crescimento controlado, onde prevemos não suprimir, ainda, as necessidades internas do Grupo a 100%”, acrescenta.

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Bebidas

Cerveja Sagres brinda ao verão com nova campanha

“Se o Verão puxa por ti, agarra-te a uma Sagres” é o mote da Cerveja Sagres para a nova campanha multimeios.

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“Se o Verão puxa por ti, agarra-te a uma Sagres” é o mote da Cerveja Sagres para a nova campanha multimeios, que recorda os bons momentos das férias e a energia positiva característica da marca, que vai bem em qualquer altura, seja em formato imperial, lata ou garrafa, e sempre fresquinha.

A campanha irá para o ar esta segunda-feira em TV e digital, e gradualmente em exterior, reforçando a visibilidade em regiões com elevada afluência turística e acompanhando os consumidores nas zonas mais ‘quentes’ do verão, como o Algarve.

A Sagres sublinha que as novidades não se ficam por aqui: há novos passatempos com Inês Ayres Pereira, Tiago Teotónio Pereira, Carlão, Raminhos e Cândido Costa, embaixadores da marca, a dar a conhecer a variedade de ofertas que podem ganhar no clube online da marca, que incluem mini frigoríficos, chapéu de sol, bilhetes e camisolas autografadas.

Até 30 de setembro, sempre que os consumidores comprarem Cerveja Sagres ganham pontos que podem ser trocados por prémios e experiências únicas no Clube Sagres. Para isso, apenas necessitam de submeter as faturas e consultar o regulamento.

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