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“É altura de o Governo reconhecer a importância do Ministério da Agricultura e da Alimentação”

Por a 10 de Janeiro de 2023 as 15:44
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A Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes (APIC), depois   deixa o alerta: “é altura de o governo reconhecer a importância do ministério da agricultura e alimentação e nomear alguém com conhecimento prático, experiência e idade suficientes para não precisar do governo para se promover” .

“A Agricultura, a Pecuária, a Indústria Agroalimentar, aguardam com a atitude de complacência que lhe são comuns, perante as dúvidas sobre quem será o escolhido pelo governo. Não somos exigentes, nem pretendemos imiscuirmo-nos no processo de seleção e/ou escrutínio a fazer pelo Senhor primeiro-ministro. Apenas pedimos que o(a) secretário(a) de estado seja uma pessoa com competência técnica, com capacidade de decisão e que conheça o terreno, não queremos teóricos!” refere a APIC em comunicado, pedindo que a pessoa escolhida seja “desprendida e com capacidade de diálogo”.

“O setor da carne precisa que a pessoa em causa, seja alguém sem medos, que saiba defender o setor que tem contribuído para o desenvolvimento de Portugal, sobretudo o Portugal profundo, onde é tão difícil promover postos de trabalho que garantam a fixação das pessoas” acrescenta a associação.

“Deixámos uma pandemia para trás, mas não podemos esquecer que durante todo o período de confinamento, quando as pessoas até tinham medo de sair de casa, não era só por obrigação legal. Desenganem-se, havia também um medo imenso por parte das pessoas em geral de saírem à rua, mas a agropecuária e a indústria dos alimentos continuaram a sua atividade, criando planos de contingências, horários e turnos desfasados para garantir os alimentos à mesa dos consumidores. Mas afinal, o que será mais importante que a alimentação e a saúde?” questiona.

“É altura de o governo reconhecer a importância do ministério da agricultura e alimentação e nomear alguém com conhecimento prático, experiência e idade suficientes para não precisar do governo para se promover. Que saiba servir a causa, ser funcionário público na acepção da palavra, e não, que se sirva do cargo em prol de si mesmo. Sobretudo que seja uma pessoa com a coragem que precisamos para voltar a trazer a dignidade que este setor merece” finaliza.

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