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Centromarca considera que OE “não contribui para aliviar a perda de poder de compra dos portugueses”

Por a 13 de Outubro de 2022 as 10:00

A Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca reagiu à proposta de Orçamento do Estado para 2023 e considera que esta não “contempla bases excessivamente otimistas e não contribui para aliviar a perda de poder de compra dos portugueses”.

“Ainda que com limitações orçamentais existentes, a proposta introduz algumas medidas positivas para o universo empresarial nacional, entre as quais a injeção para custos com energia, a redução seletiva do IRC, medidas de apoio à produção primária e medidas tendentes a limitar fiscalmente os efeitos relacionados com o necessário crescimento de salários. Contudo, parece estar baseada em previsões macroeconómicas – crescimento do PIB, défice orçamental e taxa de inflação – excessivamente otimistas e desfasadas das previsões que estão a ser feitas pelos principais parceiros económicos” refere a associação em comunicado.

Entre os indicadores menos positivos, a Centromarca destaca a atualização dos salários (no público e no privado) entre 2 e 4 pontos abaixo da inflação avançada pelo Governo para 2022 e aparentemente menor do que a que provavelmente fechará o ano.  A atualização das pensões abaixo da inflação, o Imposto Único de Circulação (IUC), o Imposto Sobre Veículos (ISV) e o Imposto Municipal sobre as Transações (IMT) atualizados em 4%, tal como o Imposto sobre o Álcool, Bebidas Alcoólicas e Bebidas Adicionadas de Açúcar (IABA) e a taxa sobre lucros extraordinários nos setores do petróleo, gás natural, carvão e refinação a ser introduzida ainda este ano, também são motivo de preocupação.

Quanto aos apoios previstos no Orçamento do Estado, adicionados aos que foram apresentados no pacote ‘Energia Para Avançar’, a Centromarca considera que fazem aumentar  o diferencial de custos e o défice de competitividade do tecido empresarial português.

“As medidas adotadas em sede de Orçamento do Estado antecipam uma quebra do poder de compra ainda maior do que aquela que está já a ser sentida pelas famílias portuguesas, o que afeta diretamente o consumo e tem um impacto fortemente negativo nas empresas associadas da Centromarca” sublinha Nuno Fernandes Thomaz, Presidente da Centromarca.

“A inflação que estamos a enfrentar ataca a economia à escala global e não se consegue controlar em Portugal ou partir de Portugal. É, por isso, crucial avançar com medidas para evitar a quebra ainda mais acentuada do poder de compra, com consequências pesadas para a economia.” acrescenta.

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