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Espaço ocupado em armazéns e logística sobre 24% em 2020

Por a 14 de Abril de 2021 as 16:46

store-5619201_640O espaço ocupado em armazéns e logística registou um crescimento de 24% em 2020, tendo sido ocupados 272 mil metros quadrados, o terceiro valor alguma vez observado em Portugal, segundo dados revelados, esta quarta-feira, pela CBRE.

“Verificou-se uma aceleração da procura dos ocupantes de logística e uma maior relevância atribuída a questões como custo e disponibilidade de mão de obra, logística urbana, custos de arrendamento e flexibilidade. Consequentemente, fundamentos de ocupação fortes reforçaram a atenção dos investidores em imobiliário comercial de rendimento no setor logístico, pelo que prevemos uma procura elevada de imóveis logísticos para investimento ao longo do ano, especialmente em polos logísticos emergentes”, assinala Nuno Pereira da Silva, diretor da área de Industrial e Logística da CBRE.

Ao longo de 2020, verificou-se uma reduzida disponibilidade de espaços para ocupação logística em Lisboa, limitando os níveis de absorção na zona da capital, onde houve uma quebra de 13% em relação a 2019. Regista-se, no entanto, a tendência para a dispersão geográfica, favorecendo o crescimento do fato-à-medida, ou seja, da ocupação de espaços de logística em todo o Pais. O fato-à-medida representou 85% da ocupação.

“Já no estudo ‘Tendências do Mercado Imobiliário’ antecipámos um crescimento exponencial da ocupação de espaços logísticos, nomeadamente em Lisboa, devido a um aumento da procura para logística de última milha para localizações próximas dos grandes centros urbanos, assim como a um crescimento de atividades de nearshoring e de processos de restruturação e consolidação das empresas. Paralelamente, assiste-se a uma tendência para a conversão de fábricas devolutas devido à escassez de terrenos para desenvolvimento de espaços de logística junto aos centros urbanos”, explica Cristina Arouca, diretora de research da CBRE Portugal.

Verificou-se ainda uma estabilização da renda prime em 3,75 euros por metros quadrado na zona da Azambuja-Carregado. Devido à redução de imóveis para venda, registou-se um recuo no volume de investimento, “mas uma pressão para a contração da yield prime que se traduziu numa redução de 40 pontos base face ao ano anterior, para 5,85%”.

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