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Procura de produtos de Sex Shop aumentam na pandemia

Por a 28 de Outubro de 2020 as 10:06
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A pandemia da Covid-19 trouxe vários desafios ao mundo e Portugal não foi exceção. O Grande Confinamento, nos meses de Março e Abril, foi disruptivo, não só no plano da saúde, como também nas variadas consequências económicas e sociais. Há, neste último plano, um assunto que tem sido tabu: o sexo. Falaremos de como as sex shops, em particular as sex shops online, foram importantes durante este período. Se quer saber já a resposta: sim, ter uma sex shop online à mão de digitar foi importante para muita gente durante este período.

Sex Shop Online: um recurso em altura de crise?

As questões têm inquietado os especialistas: como é que se convive com a questão da sexualidade numa altura em que estivemos não só confinados em casa, como impedidos de ver aqueles com quem mantemos uma relação mais próxima? Ou como é que convivemos com estes num cenário coabitação?

Este período foi um desafio para casais e solteiros um pouco por todo o mundo. Costuma dizer-se que as sex shop online ajudam a “apimentar relações”. Neste caso, fizeram muito mais do que isso. Vejamos alguns dados globais, antes de falarmos do caso da Vibrolândia, sex shop em Lisboa – na zona de Sintra, especificamente – para saber o que se passou no nosso mercado.

Viagem ao mundo do sexo na pandemia

O interesse por sexo durante a pandemia não foi apenas visível nos números das vendas das sex shop online, como veremos adiante. Para fazer face ao momento de crise, o Pornhub, site de conteúdos pornográficos, disponibilizou gratuitamente o serviço Premium a nível global. Em Portugal, o número de visitas ao mesmo site aumentou 36,5%, segundo o Público. Mas não foi apenas no consumo de pornografia que os números se “espevitaram” na pandemia. Na Nova Zelândia, quando foi anunciado o confinamento de um mês, as vendas em sex shop online triplicaram. O Tinder, conhecida aplicação de dating, resolveu, por seu turno, desbloquear gratuitamente uma das suas features – o Tinder Passport, que permite fazer matches com pessoas de todo o mundo. A taxa de utilização do serviço subiu em países como o Brasil, a Alemanha, a Índia e a França.

Estes dados reforçam a ideia de que o interesse por manter alguma atividade – no que a sexo diz respeito – não esmoreceu, pelo contrário. Outro caso paradigmático é o da Irlanda, onde as autoridades de saúde recomendaram a prática de “sexting” e a masturbação para evitar riscos de contágio. Neste contexto, é natural que a procura por brinquedos sexuais e procuras no Google por “sex shop em Lisboa” ou “Sex Shop no Porto” tenha aumentado. E quem são as pessoas que visitam o site de uma sex shop online?

Das Sombras de Grey à sombra da Covid-19

Durante o Confinamento, muitos casais que ficaram juntos em casa, tiveram que reinventar as suas relações. Face ao clima de insegurança, ansiedade e stress, a rotina foi um desafio e teve que ser “quebrada”. Por outro lado, na equipa dos solteiros a procura pela satisfação sexual não diminuiu – mas, dadas as circunstâncias, aconteceram mudanças. Mesmo no período pré-pandemia, o perfil de quem procurava brinquedos sexuais já estava em mudança. O fenómeno do filme “As Cinquentas Sombras de Grey” trouxe um público feminino mais interessado às sex shops, assente não tanto no imaginário da pornografia, mas mais na descoberta da sexualidade. Em declarações ao Correio da Manhã, Cláudia Pires, vendedora da Vibrolândia, sex shop em Lisboa, destaca a “caixinha dos três artigos” – um pacote com pluma, venda e um par de algemas – como o preferido dos iniciantes nas lides das sex shops.

À mesma publicação, Pedro Correia, responsável da Vibrolândia, revelou que os artigos mais vendidos na sex shop online da Vibrolândia são os masturbadores com controlo à distância. O gestor diz ainda que artigos como anéis e bombas penianas, ovos vaginais e óleos têm bastante procura, referindo também que 70% das vendas se fazem através da sex shop online. Relativamente à pandemia, Pedro Correia confirma que as vendas online se animaram durante o período da pandemia, sendo secundado nessa ideia por vários empresários do setor, que falam na procura por produtos, tanto para casais, como para solteiros. Muitos empresários com uma sex shop em Lisboa, e um pouco por todo o país, aproveitaram a pandemia para oferecer promoções. Estas surgiram na forma de isenções nos portes de envio, o que contribuiu para animar o setor. E, claro, as casas de muitos portugueses.

 

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