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Fecho de Fronteiras: um momento disruptivo na economia europeia

Por a 14 de Julho de 2020 as 23:19
Fecho de Fronteiras um momento disruptivo na economia europeia HiperSuper

Da TAP, em Portugal à Ilaya, na Ucrânia

A pandemia da Covid-19 provocou um verdadeiro terramoto na economia mundial. A Europa, um dos epicentros da crise durante largas semanas, não foi exceção. O Grande Confinamento obrigou à paragem quase total da economia, em alguns casos uma paragem literal.
O fecho de fronteiras foi uma das tomadas de decisão mais visíveis – e, portanto, simbólicas – dos Governos para conter a pandemia. Impedir a circulação de pessoas e bens foi uma decisão difícil, mas ponderada. A União Europeia anunciou o fecho das suas fronteiras no dia 17 de Março. No caso da Ucrânia, como veremos mais abaixo, passou a ser preciso uma autorização especial para se entrar no país, aplicando-
se isso também a quem tivesse questões prementes a resolver em clínicas como a ilaya.

Várias foram as empresas e os negócios afetados com a pandemia da Covid-19 na Europa e no mundo. Desde empresas de aviação, até à agricultura, passando pelo setor do imobiliário, até clínicas de fertilidade como a ilaya, várias foram as tipologias de empresas afetadas pela Covid-19 e pelo fecho de fronteiras que inibiu as viagens
durante alguns meses.

Empresas aéreas no mundo

As empresas áreas foram das mais afetadas pela pandemia da Covid-19. Segundo noticia do Diário de Notícias, as últimas contas da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) indicavam que seriam “necessários apoios até 200 mil milhões de dólares para ajudar a salvar o setor (cerca de 182 mil milhões de euros).” Em meados de Março, a TAP já tinha cancelado 3500 voos. A debacle financeira da empresa levou a que o Governo tivesse que injetar cerca de 1,2 mil milhões de euros na empresa.

A Agricultura em França

O caso francês na agricultura é paradigmático, já que muitos agricultores franceses dependem, por exemplo, de mão de obra estrangeira para trabalhar nos seus campos.
Por isso, e devido à sua falta, o Governo francês lançou um programa para que os desempregados franceses pudessem ajudar nos campos, um pedido que foi correspondido por 40 mil franceses. Segundo a Visão, o programa permitiu fazer a ponte entre a mão de obra vinda de outros setores e a agricultura, permitindo ainda que os desempregados oriundos desses setores pudessem manter os seus subsídios de desemprego parciais, mesmo estabelecendo um contrato de trabalho sazonal na agricultura. O caso dos portugueses que também se deslocavam para a campanhas agrícolas em países como a França e a Suíça também se complicou, já que para viajar nas empresas de transporte passou a ser exigido contrato. O caso da agricultura torna-se mais complexo quando se olha para o fato dos produtores estarem também com imensas dificuldades em escoar os seus produtos, devido ao fecho de mercados e a menor afluência de compradores.

Fertilização in vitro na Ucrânia

O fecho de fronteiras impediu também várias outras situações que são habitualmente menos faladas. É o caso da ilaya, na Ucrânia, por exemplo. A ilaya é uma clínica de fertilidade que trabalha com fertilização in vitro e gestão de substituição, em Kiev, naquele país de Leste. Os seus pacientes, futuros pais que se queriam deslocar ao país,
viram-se impedidos de se deslocar devido ao fecho de fronteiras, e ainda pela dificuldade em obter a necessária autorização especial. Lembre-se que a lei ucraniana, ao contrário de muitos países, autoriza a gestação de substituição para casais comprovadamente inférteis. Efeitos da pandemia que nem sempre surgem nas notícias.

Turismo em Portugal

A pandemia da Covid-19 e o fecho de fronteiras levou a prejuízos históricos no turismo português. Segundo refere o Jornal de Negócios,  o número de hóspedes caiu 97,4% face aos 2,3 milhões que tinham sido registados em abril do ano passado”. Já o número de dormidas recuou 97%. A pandemia levou à interrupção quase total da atividade turística em Portugal. As unidades de alojamento turístico em Portugal receberam apenas 60 mil pessoas, representando 175 mil dormidas.

Como já viu através do caso da ilaya, nem todos os constrangimentos causados pela pandemia da Covid-19 são óbvios à primeira vista. Mas se o fecho de fronteiras foi um momento marcante, a verdade é que a reabertura das fronteiras também não está a ser um processo fácil. Países como Portugal, por exemplo, continuam na lista negra de
vários países. Os portugueses estão proibidos de entrar na Dinamarca, Finlândia, Áustria, Lituânia, Eslováquia, Letónia, Chipre e Malta. Há ainda restrições para quem viaja de Portugal para o Reino Unido, o que tem causado discussão no nosso país.

* conteúdo da exclusiva responsabilidade de Ilaya

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