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Ser influenciador digital em tempos de Covid-19

Por a 10 de Junho de 2020 as 9:52
ruiduartecatana

Os casos portugueses: de Bruno Nogueira a Rui Duarte Catana

A pandemia global da Covid-19 transformou radicalmente o quotidiano de milhões de pessoas em todo o mundo. Palavras como “coronavírus”, “quarentena”, “confinamento” e “teletrabalho” passaram a fazer parte do nosso léxico e dos nossos hábitos. “Obrigadas” a ficar em casa, as pessoas passaram a ter diferentes hábitos de consumo de informação e entretenimento, alternando, por exemplo, os tamanhos de tela – da televisão para os smartphones – com mais frequência. Este fenómeno explica-se facilmente: com notícias permanentes sobre a pandemia na televisão, as pessoas foram levadas a querer consumir outro tipo de conteúdos para “variar” um pouco. Isso gerou uma oportunidade única.

A verdade é que, mais do que uma obrigação cívica, “fiqueemcasa” tornou-se numa hashtag que uniu milhões de pessoas no ambiente digital. Assim, todo o cenário montado a partir de casa – tanto para emissores como para recetores de conteúdo – possibilitou que o palco das redes sociais fosse valorizado como nunca. De um habitué da televisão convertido a fenómeno do digital como o artista Bruno Nogueira (@corpodormente) até à conta de Instagram do modelo Rui Duarte Catana (@ruiduartecatana) – olhamos para dois cases que revelam a crescente autoridade das novas plataformas e influenciadores digitais.

Com tantas pessoas online, para os influenciadores digitais, mais do que uma crise, este momento gerou uma oportunidade. Sãos os números que o dizem. Estudos indicam que os likes diários cresceram 76% nos posts e 22% nas impressões de campanha ao longo dos primeiros meses do ano.

Como é evidente, não é influenciador digital quem quer, mas quem pode. É importar saber dominar o ambiente online como poucos e usar todas as ferramentas ao dispor: vídeos, imagens e lives, tanto num registo mais profissional como num tom mais DIY. Criar bons conteúdo diários que se traduzam em engagement com uma audiência com a qual se deve interagir tornou-se num desafio ainda mais complexo no contexto da Covid-19, até porque esta trouxe outro fator para cima da mesa: a da responsabilidade social em tempos de crise. Isto porque os influenciadores digitais foram e são veículos de importante informação transmitida pelas autoridades de saúde. A maior parte também foi um agente de saúde pública.

A importância do ambiente digital e das redes sociais em particular ficou ainda mais sublinhada com o sucesso do humorista Bruno Nogueira (@corpodormente) em “Como é que o Bicho Mexe?” – um caso de estudo. O último episódio desta série – que ao longo de dois meses contou com várias conversas e momentos musicais – teve 175 mil views em tempo real, para além da participação virtual de figuras como Cristiano Ronaldo (@cristiano), Salvador Sobral (@salvadorsobral.music), Jéssica Athayde (@jessica_athayde), Nuno Lopes (@nunolopes), Albano Jerónimo (@albanojeronimooficial), Bruno Fernandes (@brunofernandes.10) e Nuno Markl (@nunomarkl). Para além disto, mobilizou também várias pessoas na rua que fizeram questão de receber “Quando o Bicho Mexe” aquando de um passeio de Bruno Nogueira pelas ruas de Lisboa.

Vários especialistas apontam para este como um verdadeiro “fenómeno cultural”, absolutamente paradigmático para o futuro estudo do digital e das redes sociais. Em termos de números, o fenómeno de Bruno Nogueira só pode ser comparado com o músico Tekashi 6ix9ine que atingiu os dois milhões de visualizações em direto quando saiu da prisão, ou quando Drake aderiu ao direto de Tory Lanez, alcançando 300 mil pessoas. Mas estas, convenhamos, são realidades e contextos completamente diferentes. Bruno Nogueira tem apenas 600 mil seguidores, enquanto que Drake tem 3 milhões. A lógica foi desafiada por um artista português.

Noutra escala, mas da qual podemos também inferir o sucesso dos influenciadores digitais em tempo de pandemia, observemos o caso de Rui Duarte Catana, modelo e criador de conteúdos português no segmento lifestyle e fitness. Ao longo deste período, a sua conta de Instagram – @ruiduartecatana – subiu 4% a nível de seguidores e a taxa de engagement passou para os 3,56%. Já o rácio Likes-Comentários situou-se na ordem dos 8.8.

Rui Duarte Catana (@ruiduartecatana) fez várias campanhas ao longo deste período e os resultados foram bastante positivos. Para além disso, Rui Duarte Catana manteve o moral dos seus seguidores alto com conteúdos recheados de motivação, sempre essencial para manter o foco ao longo da crise. A conta @ruiduartecatana foi um verdadeiro ponto de encontro. Nas suas diferentes escalas, de Bruno Nogueira a Rui Duarte Catana, todo este fenómeno tem sido alvo de particular interesse de várias marcas e gestores. Numa época única para o digital, Portugal não ficou atrás.

* conteúdo da exclusiva responsabilidade de Rui Duarte Catana

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