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Primeiro Congresso das Marcas: “Há um ciclo de inovação que tem vindo a quebrar-se”

Por a 22 de Novembro de 2019 as 13:44
Gonçalo Lobo Xavier (APED) e Pedro Pimental (Centromarca)
Gonçalo Lobo Xavier (APED) e Pedro Pimental (Centromarca)
Gonçalo Lobo Xavier (APED) e Pedro Pimental (Centromarca)

Gonçalo Lobo Xavier (APED) e Pedro Pimental (Centromarca)

“Há um ciclo de inovação que tem vindo a quebrar-se na última década, por toda a Europa. E Portugal não é excepção”, defende Pedro Pimentel, secretário-geral da Centromarca, por ocasião do primeiro Congresso das Marcas, realizado esta quinta-feira, em Lisboa, pela mão da associação dos fabricantes.

Num debate que juntou, frente-a-frente, e pela primeira vez em cerca de oito anos, os representantes das marcas de fabricante e das cadeias de distribuição (APED), o porta-voz da associação anfitriã explicou que há um risco assumido pelos fabricantes, em termos de inovação, que não acontece nas marcas da distribuição.

Segundo o responsável, apesar de serem também os fabricantes a produzirem as marcas dos retalhistas, os novos produtos que a distribuição lança são “inovações já testadas no mercado, pelos produtores”. Por isso, apresentam desde logo um “menor risco de insucesso” e, ao mesmo tempo, penalizam o investimento em inovação.

“Os fornecedores são muitas vezes cobaias do retalho. Quando um produto não faz sucesso no mercado, duvido que uma cadeia de distribuição vá produzir algo identifico”, salienta.

Por sua vez, Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED, defende que esta exposição “acontece em todo o mercado, mesmo entre fabricantes”, considerando que qualquer outra marca pode piscar o olho a casos de sucesso avançados por concorrentes.

O diretor-geral explica que o peso das marcas próprias nas vendas a retalho em Portugal assenta nos “41%” e que o investimento nas mesmas representa “uma tendência do mercado internacional”. “Comparando com os outros países, as marcas da distribuição têm um peso mais reduzido nas vendas a retalho em Portugal”.

“Hoje em dia, há uma coabitação entre ambos os lados que me parece saudável”, destaca o responsável, remetendo para a cooperação, entre as marcas da distribuição e de fabricantes, em temas como “o combate ao desperdício alimentar, à redução do sal e do açúcar, em prol de uma alimentação mais equilibrada”. O objetivo final trata-se de ir ao encontro dos “desejos dos consumidores”, sublinha.

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