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A vida para além dos reports…

Por a 28 de Outubro de 2019 as 10:51
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Photo shortPor Luis Graça, retail & CPG business development manager no SAS Portugal

A tomada de decisão nas organizações depende, em boa parte, da informação disponível sobre o nível de inventário, volume de vendas, índice de satisfação de clientes, entre muitos outros indicadores. Muita desta informação é veiculada por via de reports estejam eles sobre um excel, soluções Business Intelligence (BI) ou mesmo papel. Esta vaga de reports aumenta exponencialmente quando a organização aumenta em dimensão, ou quando várias pessoas cruzam diferentes versões da “verdade”, tornando o cockpit de apoio à decisão num sistema mais complexo que um cockpit de um avião …

E este é o tema base desta nossa discussão… Não é possível automatizar a tomada de decisão de ações básicas e eventualmente monitorizar os resultados dessas tomadas de decisão?

Para compreender este desafio deixem-me partilhar o cenário típico de um segurança num centro de controlo, com dezenas de ecrãs com imagens de vigilância. Como já vimos em muitos filmes, o segurança a determinada altura perde foco dos ecrãs monótonos e distrai-se com o jornal, passando o vilão (ou herói) de forma despercebida por um sistema complexo e dispendioso destinado a detetar exatamente essa passagem. Nas últimas décadas, múltiplas abordagens a este desafio passaram por utilizar técnicas de reconhecimento de imagem suportadas em inteligência artificial para detetar uma passagem não autorizada, um pacote suspeito, um veículo a circular em sentido contrário, de modo a gerar alertas para o segurança anterior e auxiliá-lo a tomar melhores decisões.

Será que não podemos aplicar estes conceitos a toda a cadeia de supply chain e retalho?

Os consumidores, apesar de cada vez mais exigentes, deixam um rasto de informação relevante sobre as suas preferências que podem ser utilizados, com a sua autorização, para detetar padrões de consumo. O histórico de vendas ou inventário, por exemplo, podem ser cruzados com inúmeras variáveis geográficas, demográficas e meteorológicas permitindo prever (forecast) comportamentos futuros, que mesmo tendo algum erro, conseguem mesmo assim ultrapassar estimativas apenas suportadas em processos humanos.

Agora que já temos previsões futuras de inventário (por exemplo), a primeira tentação será colocá-las novamente num qualquer “report” para entrar no cockpit de apoio à decisão. Mas e porque não automatizar essa tomada de decisão básica (por exemplo o número de garrafas a encomendar para a próxima semana) e monitorizar os indicadores globais de nível de serviço do inventário? E se fosse possível utilizar um motor de decisão que combinasse modelos estatísticos (incluindo técnicas de inteligência artificial) com regras de negócio para automatizar a maioria das pequenas decisões, libertando tempo aos decisores da sua organização para atividades de maior valor, do que apenas olhar para os “reports” do seu cockpit de apoio à decisão?

Estes cenários não são cenas ficcionadas de algum filme, mas já são correntemente utilizados por muitas organizações de sucesso, que chegaram à conclusão ser vital domar o “tsunami” de informação que nos entra pela porta das nossas organizações a cada segundo.

Felizmente, hoje em dia há empresas que podem ajudá-lo nesta evolução até porque … existe vida para além dos “reports”!

 

 

 

 

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