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Grupo DPD lança solução de faturação antecipando cenário de Brexit sem acordo

Por a 14 de Outubro de 2019 as 16:50
Chronopost-presidente-portugal

Chronopost-presidente-portugalO DPDgroup desenvolveu uma solução de faturação que permite o pagamento online das taxas adicionais de alfândega e administrativas que, num cenário de “Brexit” sem acordo, seriam imediatamente aplicadas com prejuízos para o fluxo de encomendas entre os países da União Europeia e o Reino Unido.

O sistema permite que as taxas sejam pagas por parte do consumidor, no mesmo momento em que efetua o pagamento da encomenda feita online. Uma vez que as taxas alfandegárias são pagas antecipadamente, nenhum custo administrativo será aplicado, explica o grupo formado no último mês após a fusão da Chronopost e da Seur.

A empresa de transporte pretende assim garantir aos clientes que as encomendas enviadas com esta solução entram de imediato na rede da DPD evitando tempo de retenção nas alfândegas.

Prevenindo-se para uma eventual saída sem acordo, a partir do dia 1 de novembro o DPDgroup vai operar uma mudança gradual para ajustar rotas e abrir canais alfandegários específicos (no Reino Unido, Irlanda, França, Holanda e Espanha) de e para os 27 países da União Europeia.

“Estamos atentos a todos os desenvolvimentos do processo de saída do Reino Unido da União Europeia, uma vez que se pode traduzir, entre outras coisas, em custos adicionais para o comprador online”, diz Olivier Establet, presidente da DPD Portugal, sublinhando que o grupo está seguro “quanto à suavidade no futuro dos processos alfandegários a partir da data da saída, seja qual for o cenário”. Ainda assim, o DPDgroup “mantém a expectativa de que um acordo possa emergir das negociações”.

De acordo com o estudo de mercado da empresa de transporte, realizado em parceria com a GfK e que envolveu a 24.258 e-shoppers em 21 países europeus, 70% dos consumidores que compram em sites do Reino Unido consideram deixar de o fazer caso sejam introduzidos custos adicionais após o Brexit. Considerando apenas os inquiridos em Portugal, a percentagem sobe para 73%. Do total, 69% admitem mesmo deixar de comprar além-fronteira.

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