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Solvabilidade do setor agroalimentar português aumenta 19% em 2018

Por a 1 de Outubro de 2019 as 11:42
agricultura_doutro

agricultura_doutroAs empresas do setor agroalimentar português apresentaram em 2018 “um rácio de solvabilidade de 75,26%, um aumento de 19% em relação a 2017”, revela um relatório divulgado esta segunda-feira pela Crédito y Caución, filial do grupo Iberinform dedicada a soluções de gestão de clientes para as áreas financeiras, de marketing e internacional.

Apesar do capital próprio ainda não cobrir todas as dívidas das empresas do agroalimentar, as mesmas diminuíram em 2018 a dependência de capitais alheios para o exercício da sua atividade, conquistando uma autonomia financeira de 43%, uma melhoria de onze pontos percentuais face a 2017.

O setor apresenta assim uma “boa autonomia financeira” e ganhos na ordem dos 30% nos prazos de pagamento e recebimento, revela a empresa de business intelligence. Apesar de o risco de incumprimento estar no “nível médio” (5,4 numa escala de 0-10), a diferença entre empresas que estão num nível médio (45%) e as que se apresentam num nível mínimo (41%) é “reduzida”, pelo que o setor “não apresenta grandes riscos de incumprimento”.

Por outro lado, os prazos médio de recebimento estão abaixo dos de pagamento. Em 2018, o prazo médio de recebimento foi de 73 dias, um ganho de 32% face aos 107 dias praticados em 2017, enquanto o prazo médio de pagamento situou-se nos 78 dias, menos 37 que em 2017.

“Além disso, verifica-se que há um favorável poder negocial tanto com clientes como com fornecedores”, sublinha o relatório.

O setor agroalimentar nacional é composto por 24.607 empresas, 70% das quais microempresas, com uma “média de três empregados”, e um volume médio de vendas de “128 mil euros”.  No total, o agroalimentar gerou em 2018 um volume de negócios de 18 mil milhões de euros e representou 5,2% do total das exportações portuguesas.

Até final de agosto deste ano, houve um aumento de 10% do número de insolvências desta área da economia portuguesa. Ainda assim, nos primeiros oito meses do ano foram constituídas 1.145 novas empresas agroalimentares, um aumento homólogo de 13%. Lisboa (13%), Porto (10%) e Beja (9%) são os distritos com maior número de empresas agroalimentares. Enquanto as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto agregam companhias dedicadas à indústria, os distritos de Beja e Évora são responsáveis pela componente agrícola, conclui.

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