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Confiança dos portugueses na economia anima bens de grande consumo

Por a 17 de Setembro de 2019 as 16:26
Crédito: Nielsen
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Portugal registou um crescimento de 4,2% em valor dos bens de grande consumo no segundo semestre do ano, estando na sexta posição entre os países da União Europeia, segundo a Nielsen.

No âmbito dos bens de grande consumo, Portugal cresceu duas vezes mais em valor e cinco vezes mais em volume em relação à média europeia. Na base deste bom desempenho, refere a consultora, está a melhoria da situação pessoal e financeira dos consumidores portugueses.

“O aumento do nível de confiança dos consumidores portugueses e a sua atenção para o bem-estar, a saúde e o lazer são sinais de uma mudança que já aconteceu. Os portugueses estão mais positivos, têm mais dinheiro disponível, e querem gastá-lo em algo que lhes traga algum tipo de benefício”, sublinha Ana Paula Barbosa, retailer services director da Nielsen Portugal.

Mas há outra explicação para o crescimento do valor dos bens de grande consumo no segundo trimestre do ano. É o efeito do calendário. É que o período homólogo de 2018, ao contrário do que sucedeu este ano, não incluiu as semanas prévias à Páscoa. “É contudo, inquestionável que o consumo em Portugal se encontra numa situação positiva: os bens de grande consumo apresentaram neste trimestre o maior crescimento do último ano”, refere o documento da Nielsen.

O crescimento de 4,2% no segundo semestre do ano é explicado pela mistura do efeito dos preços e do efeito dos volumes vendidos. Os consumidores gastaram mais 2,2% pelos produtos comprados, tendo os volumes aumentado 2%.

Analisando o desempenho por categorias, as bebidas são as que apresentam maior dinamismo trimestral, com um crescimento de 10% nas não alcoólicas e 8% nas alcoólicas. Outras categorias que crescem acima da média são os congelados e a higiene pessoal. Os primeiros cresceram, no segundo trimestre, 7%, enquanto os segundos aumentaram o valor em 5%.

Já os produtos de higiene para o lar cresceram 4% e a mercearia 3%. Os lacticínios mantiveram-se estáveis face ao período homólogo do ano anterior.

Com um um índice de confiança de 94 pontos, que representa um aumento de nove pontos percentuais em termos homólogos, Portugal atingiu um dos valores mais altos de sempre. Ainda a salientar que a confiança dos portugueses está acima da média europeia, que é de 87 pontos.  “A saúde e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional assumem carácter prioritário entre os consumidores. Estas duas preocupações são ambas apontadas por 27% dos consumidores, deixando a quase dez pontos percentuais a preocupação com a sua situação profissional (18%)”, refere o documento.

Ana Paula Barbosa antevê assim um período de crescimento. “Após um período de alguma estabilização em volumes e crescimento em valor, assistimos agora a crescimentos em ambas as partes”, refere, detalhando: “neste trimestre, os consumidores compraram mais e também gastaram mais. Para o resto do ano, identificamos oportunidades de crescimento nas categorias de valor acrescentado, que trarão certamente mais espaço para crescimentos em valor”.

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