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Food Court – o novo local de vida dos Centros Comerciais

Por a 21 de Março de 2019 as 12:56
Mario Costa

Mario CostaPor Mário Costa, CEO  Ceetrus Portugal

Os Food Court são cada vez mais eixos centrais da experiência de vida dos centros comerciais. Tendo em conta a evolução das tendências, novas formas de consumo e expetativas dos clientes face a experiências que valorizem o seu dia a dia, é determinante olhar para os Food Courts como um local de referência e de vida que exige inovação e uma estratégia clara de customer experience. No caso da Ceetrus, o foco dado aos Food Courts dos espaços comerciais está inteiramente alinhado com a própria visão da empresa, assente na criação de espaços de vida, de interligação entre as pessoas, proximidade e sentido de partilha de bons momentos. Afinal, as áreas de restauração são locais por excelência para a partilha de experiências e muitas conversas à mesa.

O Food Court torna-se num lugar vivo dos centros comerciais e são um fator de diferenciação. Para além da funcionalidade de tomar a sua refeição, os visitantes procuram ser envolvidos numa atmosfera, numa experiência diferenciadora, partilhável com família e amigos, numa interligação entre a funcionalidade de comer e a diversão desse momento. É por isso que os food courts são tão relevantes, pois levam o cliente a “saborear” momentos únicos.

Hoje, a evolução dos Food Courts é pautada, em primeiro lugar, pelo interesse das pessoas pela gastronomia. Os food lovers, nunca tiveram tanta expressão como nos dias de hoje. Basta percorrermos o feed do instagram para nos cruzarmos com fotografias das experiências associadas à comida. Esta tendência associada ao facto de as pessoas quererem comer fora de casa, representa uma grande oportunidade – que tem de ser acompanhada pela adequação aos novos padrões de consumo, isto é, a oferta vai seguir muito das tendências alimentares, como os ingredientes e conceitos saudáveis. Hoje vemos proliferar o conceito Bowl food, com as famosas taças de ingredientes saudáveis, com uma apresentação cuidada, mas muito orgânica, com conjugações de alimentos de cor vibrante e que se tornaram altamente fotografáveis para o instagram. Vemos aqui a tendência da digitalização dos próprios conceitos, programados para serem de qualidade, mas inspiradores e emocionais. Afinal, almoçar ou jantar fora num food court tem de ser uma experiência de vida em todos os sentidos, para mim e para os que me acompanham, física ou digitalmente. O mindset tecnológico e de redes sociais influenciará o conceito dos espaços e da apresentação gastronómica, no sentido de ser partilhável de forma naturalmente autêntica, sem filtros.

Entramos assim no campo da autenticidade, que é uma enorme tendência internacional. A qualidade superior, indispensável, tem de ser acompanhada pela veracidade. Esta veracidade vem, desde logo, com a noção da origem dos produtos. Muitos food courts e os seus players de restauração vão desenvolver locais de cultivo, para assegurar maior transparência na cadeia “da horta para o prato”. Estes locais, que podem ser uma horta vertical com ervas aromáticas ou alfaces, podem estar integradas no próprio layout do espaço ou a uma curta distância do mesmo.

Ainda nesta esfera da autenticidade, os bastidores da comida deixarão de ter barreiras. Os consumidores serão convidados de forma natural e espontânea a assistir à criação gastronómica que vão degustar. As cozinhas estarão visíveis, promovendo uma sensação de segurança na origem e no sentido de qualidade superior, com uma equipa especializada a criar com dedicação a nossa refeição. Quando a arquitetura do local não o permitir, a transmissão dos bastidores da cozinha em vídeo real time pode vir a ser uma solução.

Em determinados conceitos será também tendência explorar o selo de origem ética dos produtos, associando-os a agricultura sustentável, a sistemas inteligentes e ecológicos de produção, entre outros. Outra evolução dos food courts será a crescente expansão dos espaços, valorizando o outdoor, isto é, explorando o conceito dos terraços, dando acesso ao ar livre, à luz natural.

As tendências apontam ainda para a crescente integração de food courts em complexos, que se assumem como living centres. Um pouco o que já acontece com os centros comerciais, nomeadamente os geridos pela Ceetrus, que são locais de vida, dinâmicos, de interação e multifuncionais, onde é possível trabalhar remotamente, fazer compras, ter acesso a iniciativas culturais ou até a espaços de desporto e saúde, bem como a um food court inspirador e une o eat, play e relax, para uma experiência mais completa.

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