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Advanced Products especializa-se em “last mile” para ajudar empresas a competir com Amazon

Por a 19 de Abril de 2018 as 10:28
retalho

Com o crescimento das vendas online e dos formatos de proximidade, o transporte de produtos na “última milha” – desde o centro de distribuição (ou loja) até ao consumidor final – terá de ser cada vez mais eficiente. A Advanced Products Portugal especializou-se em “last mile” para ajudar as empresas a competir com gigantes como a Amazon

O ecommerce e a dispersão das cadeias de retalho através de lojas de proximidade (ou conveniência) obrigam a aperfeiçoar as operações logísticas para modelos cada vez mais intervenientes. À medida que aumenta a capilaridade na distribuição, exige-se cada vez mais eficiência em termos de custos e de tempo, de forma a não afetar a rentabilidade do negócio e, ao mesmo tempo, corresponder a um consumidor que quer receber os seus produtos a qualquer hora e em qualquer lugar, com a máxima qualidade e o mínimo custo.

No que diz respeito à distribuição de perecíveis acresce a necessidade de investir numa cadeia térmica eficiente para que os produtos mantenham as suas condições ideais ao longo de um processo logístico cada vez mais fragmentado. Neste contexto o “principal desafio” que os operadores de bens alimentares em Portugal enfrentam está na etapa do “last mile” – transporte de produtos desde o centro de distribuição ou loja até ao consumidor final. Quem o diz é Manuel Pizarro, diretor-geral da Advanced Products Portugal (APP), empresa especialista na resolução de pontos críticos das cadeias térmicas dos setores alimentar, saúde e farmácia, sediada na Maia.

O transporte no “last mile” representa “28% do processo logístico” da cadeia de abastecimento (desde o produtor até ao consumidor final) e “vai ser essencial para concorrer num mercado cada vez mais concorrencial” e que se tonará mais aguerrido quando a Amazon iniciar operações em Portugal, sublinha Manuel Pizarro.

O que se sabe é que a gigante online norte-americana pode mesmo entrar no mercado português e que se encontra atualmente em negociações para adquirir instalações numa das duas principais cidades do País.

Em Espanha, por exemplo, “as vendas online de alimentação, que há cerca de um ano representavam um volume semelhante ao de Portugal, aceleraram com a entrada da Amazon. O crescimento no último ano deverá andar perto dos 30%”, comentou Pedro Pimentel, diretor-geral da associação das marcas Centromarca, por ocasião da apresentação do barómetro Marcas+Consumidores, em outubro passado.

Os supermercados online no País representam ainda 0,9% do mercado de grande consumo, segundo dados do barómetro supracitado, relativo primeiros nove meses de 2017. Se continuar a crescer ao ritmo atual espera-se que a penetração do canal online alimentar cresça para apenas 2% em 2025. No entanto, é expetável que a entrada da Amazon revolucione este mercado e a sua evolução, tal como aconteceu no país vizinho.

Desta forma, para Manuel Pizarro, as empresas portuguesas têm “muito que fazer” no que diz respeito ao transporte de “última milha”, de forma a aumentar a eficiência e evitar desperdícios que estanquem os ganhos.

“Os retalhistas têm cada vez menos stock em loja e mais necessidades de transporte. As lojas são construídas cada vez mais para rentabilizar a área de venda e têm menos apoio nas traseiras, pelo que precisam de uma logística mais eficiente. Ao mesmo tempo, o aumento das operações de transporte acarreta um maior risco de perdas, as quais têm que ser minimizadas, pois impactam os lucros dos negócios. Para isso, há que olhar para a cadeia térmica”, sustenta o diretor-geral da APP considerando que a evolução tecnológica vai alterar muitos aspetos da logística “nos próximos cinco a dez anos, mais do que já mudou até agora. Veja-se que já falamos em drones para entregas”.

Com mais de mil clientes, a empresa faturou no último ano dois milhões de euros em Portugal, sendo que conta também com empresas independentes no Brasil e na Argentina. A partir deste último, trabalha os mercados do Uruguai, Chile e Peru.

Em Portugal, Pingo Doce, Makro, Bial, Sogrape, Continente e Lactogal são alguns dos seus clientes.

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