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Queda de lucro no 3º trimestre penaliza resultados até setembro do grupo DIA

Por a 26 de Outubro de 2017 as 16:48
Ricardo Currás
Ricardo Currás

As cadeias Minipreço e Clarel, detidas pelo grupo DIA, atingiram vendas, em termos brutos, de 640,5 milhões de euros em Portugal nos primeiros nove meses do ano, o que traduz uma evolução de 0,8% face a igual período do ano transato.

Em Espanha, mercado que pesa mais de metade (55%) do seu volume de negócios, o grupo DIA caiu 4% para uma faturação de 4287,8 milhões de euros. A empresa espanhola atribui a queda das vendas ao “ajuste do parque de lojas e aos encerramentos temporários para remodelações”, verificados nos primeiros nove meses do ano.

O grupo investiu 75 milhões de euros na remodelação de 500 lojas DIA Market, DIA Maxi e La Plaza de Dia, no país vizinho. Em Portugal, no mesmo período, a distribuidora remodelou 62 espaços – 39 lojas Minipreço Family e 23 Minipreço Market, esperando chegar ao final do ano com “600 lojas reformuladas no total do mercado ibérico” face às atuais 562.

No que diz respeito ao canal online, o grupo faturou 40,2 milhões de euros nos nove primeiros meses de 2017 em Espanha, onde disponibiliza atualmente os canais DIA, em todo o País, e o serviço da Amazon Prime Now, apenas em Madrid e Barcelona. As vendas de ecommerce “multiplicaram por 2,9” o valor registado no mesmo período do ano passado.

A nível global, o grupo DIA que, além da Península Ibérica, está presente no Brasil e Argentina faturou até setembro 6460,2 milhões de euros, em termos líquidos, o que representa uma evolução de 0,5% em termos homólogos. O lucro líquido do grupo fixa-se nos 166,7 milhões de euros (+0,4%), até final de setembro, data em que o grupo contabilizava  um  total de 7425 lojas.

Lucro cai 4,2% no terceiro trimestre

Segundo Ricardo Currás, conselheiro delegado da empresa de distribuição espanhola, a fraca evolução dos resultados até setembro fica a dever-se ao terceiro trimestre do ano, durante o qual o grupo apresenta uma queda de 4,2% do lucro  líquido ajustado, face ao terceiro trimestre de 2016, para os 60,8 milhões de euros.

“A menor inflação em todos os mercados onde operamos, juntamente com alterações significativas no ambiente competitivo em Espanha nos últimos meses, diminuíram o nosso ritmo de crescimento de vendas no terceiro trimestre. No mercado ibérico, acelerámos o processo de transformação de lojas, colocando à disposição dos clientes uma experiência de compra melhorada, para além de novos serviços. Tudo isso, juntamente com um significativo investimento em preços, ressalva o nosso compromisso de voltarmos a ter vendas comparáveis positivas no mercado ibérico no quarto trimestre de 2017, algo que já estamos a verificar nas primeiras três semanas de outubro”, destaca o responsável.

Na Argentina e no Brasil o grupo faturou, em termos brutos, 2805,7 milhões de euros entre janeiro e setembro, uma subida de 11% face ao período homólogo anterior, sendo que no Brasil (que absorve 1498 milhões de euros daquele valor) as vendas cresceram 0,7%, enquanto na Argentina (1306,8 milhões de euros) apresentam uma subida de 23%. Em conjunto, os dois países da América do Sul representam 36,3% da faturação do grupo.

 

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