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Vendas da Corticeira Amorim atingem recorde de €641,4M em 2016

Por a 22 de Fevereiro de 2017 as 13:16
António Rios de Amorim, Presidente do Conselho de Administração da Corticeira Amorim
António Rios de Amorim, Presidente do Conselho de Administração da Corticeira Amorim

As vendas da Corticeira Amorim atingiram no último ano o melhor resultado de sempre. O volume de negócio da empresa atingiu os 641,4 milhões de euros, uma subida de 6,1% face a 2015.

A transformadora de produtos de cortiça apresentou resultados esta semana. O aumento das vendas e a diminuição dos custos operacionais proporcionaram à empresa um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 122,3 milhões de euros em 2016, uma subida homóloga de 21,5% face ao exercício antecedente. Com atividade em 103 países, a produtora lusa verifica no último ano um resultado líquido atribuível a acionistas de 102,709 milhões de euros, o que representa quase o dobro do verificado em 2015 (55, 012 milhões de euros).

Os indicadores financeiros beneficiaram da alienação da participação de 25% da empresa norte-americana US Flores, operação concluída no final do último ano e que rendeu à Corticeira Amorim 30 milhões de euros. Sem efeito desta operação, o resultado líquido atingiu os 73 milhões de euros, um aumento de 32% face a 2015.

A multinacional salienta em comunicado o desempenho da área de negócio de Rolhas, o “grande motor de crescimento das vendas”. Esta divisão regista um crescimento de 7,6% em termos de faturação (+ 29,9 milhões de euros face a 2015). No ano anterior, a empresa vendeu uma média de 20 milhões de rolhas por dia, tendo assim alcançado o recorde de 4,4 mil milhões de unidades vendidas. Em 2015, o valor ascendeu aos 4,2 mil milhões de rolhas. Em destaque está também o aumento do peso dos segmentos de rolhas naturais e Neutrocork (produzidas com cortiça natural e recomendadas para vinhos de consumo rápido) nas vendas globais deste segmento de negócio.

Além disso, a empresa começou a produzir e a comercializar, durante o último exercício, rolhas naturais com tecnologia NDtech, a qual permite reduzir o tempo da análise química individual dos compostos das rolhas (cromatografia gasosa) de 14 minutos para 20 segundos, acelerando o processo industrial. A empresa anunciou em maio de 2016 um investimento de dez milhões de euros, ao longo de cinco, em Investigação e Desenvolvimento desta tecnologia, sendo que a instalação da capacidade prevista foi concluída no segundo semestre do ano passado. Prevê-se que em 2017 seja “o ano cruzeiro” deste projeto, lê-se no comunicado.

A retoma das vendas de Revestimentos também impactou os resultados anuais da empresa. A unidade de negócio atingiu uma faturação de 117,1 milhões de euros, uma evolução positiva de 6,6% face ao período homólogo de 2015.

Por sua vez, o volume de negócio da divisão de matérias-primas atingiu os 148,6 milhões de euros (+9,7%). “O ano de 2016 fica marcado por uma campanha de compra de cortiça competitiva, com um ligeiro aumento do preço”, sublinha a empresa. No final do último ano, a empresa arrancou com um projeto nesta área, relacionado com micro-irrigação. A iniciativa de intervenção, que visa aumentar a produtividade da área florestal de sobreiro, dá-se em parceira com dez produtores florestais e contempla uma área de montado de cerca de 500 hectares.

Por fim, a área de Aglomerados Compósitos alcançou vendas de 100,1 milhões de euros, resultado “praticamente igual a 2015” e a unidade de negócio de Isolamentos verifica um aumento de 13,9% do volume de vendas face ao exercício homólogo.

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