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CTT: “A ‘uberização’ dos modelos de entrega no last mile em Portugal verá surgir os primeiros pilotos em 2017”

Por a 17 de Fevereiro de 2017 as 18:15
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Alberto Pimenta, diretor de ecommerce dos CTT – Correios de Portugal, reflete em entrevista ao HIPERSUPER sobre a evolução da logística e dos serviços de entrega de encomendas em Portugal este ano.

_U7A67691.       Nota-se atualmente uma maior preocupação dos consumidores com a sustentabilidade ambiental, o que tem levado as empresas de transporte internacionais a adotarem opções mais eficientes, como a utilização de bicicletas para pequenas distâncias ou veículos elétricos. Em 2017, vamos assistir à democratização de soluções de transporte sincronizadas, num momento em que já se fala de “uberização” dos transportes?

A combinação das preocupações ambientais, eficiência energética e redução de custos, modelos de economia partilhada e otimização de rotas no “last mile” tendem, num contexto de smart cities, a um maior recurso de veículos híbridos e elétricos e a uma maior experimentação de veículos autónomos e semiautónomos. A “uberização” dos modelos de entrega no “last mile”, já experimentada em outras geografias, verá surgir em 2017 e em Portugal os seus primeiros pilotos associados a novos modelos de negócio.

2.       A logística é um dos aspetos críticos na gestão do comércio eletrónico. Que novas soluções de entrega podem emergir este ano?

A oferta e-Segue dos CTT, lançada no final de 2016, antecipa o que serão as novas soluções de entrega para 2017 no comércio eletrónico que passarão pela possibilidade do cliente decidir sobre o momento (dia / hora) e local da entrega e poder ainda alterá-los ao longo do seu percurso, da possibilidade de agregação de compras numa única entrega e da disponibilização de easy return solutions (devoluções). Tudo isto assente em interatividade e informação, via app, entre o operador de entregas e o consumidor e na disponibilização crescente de pontos de entrega alternativos (e.g., domicilio ou qualquer outra morada, pontos de conveniência, parcel lockers, entre outras). Soluções de Click&Collect por parte dos grandes retalhistas com presença física tenderão também a ganhar espaço nas suas estratégias de integração de canais.

“Os retalhistas tenderão a promover a compra online e a recolha na loja física (click&collect), de forma a dispensar os distribuidores de última milha e de potenciar as suas capacidades de logística interna”.

3.       Prevê que a entrega no mesmo dia se torne uma oferta comum entre os retalhistas em 2017?

O same day delivery (entregas no mesmo dia) e o instant delivery (entregas em 1-2 horas) tenderão a assumir relevância nas grandes áreas urbanas e em particular em alguns setores (e.g., alimentar, refeições, grande distribuição), mas claramente ainda com peso muito diminuto no conjunto das compras online. As entregas mais longas (+3 dias), não deixarão no entanto de ir perdendo peso a prazo. Globalmente, a redução dos tempos médios de entrega será uma tendência inexorável.

4.       Em termos de pagamento, quais as tecnologias que marcarão 2017?

O modelo self checkout é uma tendência que está para ficar. O conceito da Amazon Go, numa perspetiva de maior conhecimento dos seus clientes e sua fidelização, será claramente percursor de uma maior generalização no mundo do retalho. A associação de cartões de fidelização a contas de pagamentos residentes nos smartphones combinada com o recurso a tecnologias NFC e QR codes para compra e pagamentos em loja é já uma tendência, ainda que com pouca expressão visível no retalho em Portugal. Face à segurança que lhe está associada é expectável uma maior adoção dos pagamentos biométricos no retalho.

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