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Três palavras-chave para 2017: mobile, mobile, mobile. Por Nuno Pimenta (Google Portugal)

Por a 7 de Fevereiro de 2017 as 10:42
Nuno_Pimenta

Opinião de: Nuno Pimenta, Industry Head Retail da Google Portugal

2017 voltará a ser um ano marcado por três palavras-chave: mobile, mobile, mobile. Só que de forma ainda mais vincada que 2016. Apesar de uma vasta maioria das compras no retalho ainda acontecerem na loja, a influência do mobile cresce exponencialmente. Um estudo da Deloitte, mostra que 64 cêntimos de cada dólar gasto nas lojas no retalho são influenciados pelo digital e sabemos que o mobile é um grande impulsionador. Um outro estudo, agora da Google nos Estados Unidos, veio mostrar que 76% dos entrevistados que realizaram uma pesquisa local no seu telemóvel acabaram por visitar uma empresa ou negócio nas 24 horas seguintes e 28% destas pesquisas acabaram em compra.

Quer os shoppers utilizem o mobile para comprar ou simplesmente para obterem a última parte da informação antes de seguirem para a caixa, é crítico as marcas proporcionarem-lhe uma experiência mobile rápida e sem atritos. Caso um website, por exemplo, seja lento ou não tenha o conteúdo relevante, um shopper poderá abandoná-lo ou simplesmente ir a um concorrente.

Actualmente, o telemóvel é um espécie de catálogo de shopping para os consumidores. Nunca as pessoas fizeram tantas pesquisas nos seus telemóveis como agora e os dispositivos tornaram-se o companheiro de shopping de eleição. O mobile facilita decisões de compra imediatas naqueles momentos de decisão (micro-momentos) com que os consumidores são confrontados ao longo do dia.

É, contudo, importante deixar bem presente que os telemóveis são um aliado e não um inimigo do retalho. Hoje existem novas oportunidades para as marcas e para as lojas se relacionarem com os consumidores de forma mais criativa antes, durante e após a jornada de compra dos consumidores – uma jornada que muitas vezes começa online e termina offline. Os resultados das pesquisas, anúncios mobile, websites mobile e apps podem funcionar como imans para atrair consumidores para as lojas e para um maior envolvimento quando estão nas lojas físicas. Por outro lado, os chamados super shoppers veem a experiência do shopping online e offline como uma experiência unificada. Eles pesquisam e compram através dos telemóveis mas também, frequentemente, usam o mobile como um passo prévio antes de visitarem as lojas físicas.

Ao longo do dia, são vários os chamados “I want to buy moments” com que nós – consumidores – nos deparamos. São momentos em que estamos preparados e predispostos para a compra. Para as marcas e marketeers, este micro-momentos em particular são oportunidades de venda. Recentemente, um estudo da Google junto dos consumidores norte-americanos mostrou que Shopping (comparação de preços por exemplo), Alimentação (melhor sítio para comprar produtos frescos por exemplo) e Restaurantes (entrega de pizza próximo de mim, por exemplo) são os três tipos “I want to buy moments” mais comuns, com 65% dos consumidores a responderem usar o seu telemóvel nestas ocasiões. E nestes “I want to buy moments”, os smartphones são utilizados em primeiro lugar para consulta do website ou app de um retalhista (71%), seguindo-se a pesquisa num motor de busca (64%), a consulta de um website ou app de uma entidade não retalhista (42%) e por fim visitar uma loja (41%) ou consultar imagens ou fotografias online (23%).

Os smartphones e a pesquisa mobile têm, e vão ter cada vez mais, uma influência enorme na forma como as pessoas acabam por comprar algo na sequência da utilização destes dispositivos para concluírem algum tipo de tarefa. Os resultados do estudo acima mencionado mostram que 79% dos entrevistados concretizaram uma acção relevante no seu telemóvel antes de realizarem uma compra e que 39% das compras foram influenciadas por uma pesquisa relevante num motor de pesquisa.

Duas das perguntas que as marcas devem fazer em 2017 são: “estamos a relacionar-nos com os consumidores com informação relevante e útil no mobile?” e “estamos presentes nos momentos em que as pessoas pesquisam ou procuram interacções?”

Caso a resposta seja não, o melhor é a marca, empresa ou negócio desenhar rapidamente uma solução que lhe permita estar presente nestes momentos que contam para os consumidores. O espaço que não for ocupado será certamente ocupado por um concorrente. Caso a resposta seja sim, a pergunta deverá ser como posso melhorar ou aproximar-me ainda mais dos consumidores nos momentos “I want to buy”.

2017 será, sem dúvida, um ano onde o mobile terá novamente um crescimento e uma influência exponenciais no retalho. Haverá imensas oportunidades à espera de serem aproveitadas. Se não for aproveitada por uma marca será aproveitada pela marcas concorrentes.

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