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Comércio online em Portugal ultrapassa este ano os €4biliões pesando 5% no total do retalho

Por a 21 de Dezembro de 2016 as 15:00
Alberto Pimenta, diretor de ecommerce CTT
Alberto Pimenta, diretor de ecommerce CTT

Os CTT apresentaram, por ocasião da conferência e-commerce Day, realizada no dia 11 de novembro em Lisboa, o primeiro estudo próprio sobre ecommerce em Portugal, realizado no segundo trimestre de 2016.  

“O comércio eletrónico está a crescer 10% ao ano, sendo o turismo o setor que mais cresce na internet. Segue-se a venda de produtos como vestuário, cosmética, livros, entre outros”, explica no evento Alberto Pimenta, diretor de ecommerce da empresa de distribuição postal, citando o estudo e-Commerce Report CTT 2016. No ano de 2015, a venda de produtos e serviços online no País cresceu 13,5% face ao ano anterior. “Ainda assim, as compras online em Portugal pesam 3,1% do total das vendas a retalho, enquanto a média global assenta num peso de 9% do comércio eletrónico”.

Segundo o relatório, o eshopper português efetua em média oito compras por ano com um valor aproximado de 63 euros cada. Por ano, os consumidores nacionais gastam em média 494,2 euros, sendo que a categoria de Vestuário e Calçado (adquirida por 45% dos ebuyers) é a mais comprada, seguindo-se a de Equipamentos Eletrónicos e Informáticos ( acima dos 35%) e Livros e Filmes (cerca de 30%). Por sua vez, a penetração das compras online de supermercado é de 18% em Portugal. Mais de 80% dos ebuyers afirma comprar em sites estrangeiros, enquanto 16% compra unicamente em plataformas nacionais, sendo se nota uma maior procura por lojas estrangeiras quando se trata de tecnologia. Reino Unido e China são de onde chegam a maior parte das compras online efetuadas a lojas estrangeiras.

A busca de preços mais baixos e promoções são os principais motivos que levam os portugueses a aderir ao retalho online. O número de eshoppers que em 2016 afirma optar pela compra online devido a promoções ou cupões de desconto aumentou 4,2 pontos percentuais face a 2015 para os 28,5%. “O que parece evidenciar um aumento da eficácia destas políticas de marketing para a taxa de conversão”, lê-se no estudo. Além disso, a política de devolução é um dos fatores que determina a decisão de compra por parte de 80% dos consumidores portugueses. 38% reportou problemas com a devolução dos produtos.

De acordo com Alexandre Nilo Fonseca, presidente da associação portuguesa para a economia digital (Acepi), “em 2016 o comércio eletrónico ultrapassará vendas de quatro biliões de euros, passando a representar 5% do valor total do retalho nacional. Em 2020, o valor sobe para os seis biliões de euros e em 2025, com cerca de 60% da população a fazer compras online, o volume de negócio atinge os nove biliões de euros”. Nos últimos três anos, o número de empresas nacionais que estão online “triplicou”.

Alexandre Nilo Fonseca, presidente Acepi

Alexandre Nilo Fonseca, presidente Acepi

Ainda assim, apenas 38% das empresas portuguesas têm presença na Internet. O estudo dos CTT revela que oito em cada dez das empresas presentes no canal online prevê crescer em vendas no próximo ano. Por seu lado, nove em cada dez consumidores também manifesta a intenção de aumentar o número de produtos adquiridos, devido à “possibilidade de encontrar melhores preços e maior diversidade face à loja física”. O que corrobora com a dinâmica prevista pelos retalhistas, que mostram o intuito de reforçar a presença em marketplaces (em dois anos os “esellers” no País presentes neste canal deverão crescer dos atuais 25,7% para 36,6%) e redes sociais  (de 13,9% para 23,3%).

As razões apontadas pelos retalhistas portugueses para venderem online prende-se com a necessidade de se dirigirem a novos segmentos de clientes e assim poderem aumentar a quota de mercado. Comparando com 2015, este ano o número de negócios de retalho tradicional que têm vindo a aderir à venda online ganhou peso face ao número de novas empresas dedicadas em exclusivo à venda online.

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