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Investidor português compra Coimbra Retail Park a britânica Aberdeen AM

Por a 12 de Dezembro de 2016 as 12:59
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O Coimbra Retail Park foi comprado à britânica Aberdeen AM pela empresa portuguesa de gestão de fundos de investimento Square Asset Management.

Em representação do seu European Balanced Property Fund, a Aberdeen AM vendeu o Coimbra Retail Park ao Fundo CA Património Crescente, legalmente representado e gerido pela Square Asset Management. A transação foi mediada pela consultora imobiliária JLL, que representou a entidade vendedora britânica no negócio de alienação do ativo.

Inaugurado em 2003, o retail park está ocupado a 100%, com retalhistas como Continente, Worten, Sportzone, Toys’R’Us, Seaside, ModalfaFactory, W52, Multióticas, Loja do Gato Preto, Colchões e Companhia, Espaço Casa, entre outros. O projeto foi promovido pela joint-venture entre a Sonae Sierra e a Miller Developments e estende-se por uma Área Bruta Locável (ABL) de 13 228 metros quadrados, distribuída por 13 lojas servidas por 560 lugares de estacionamento. Localizado a cerca de sete quilómetros do centro da cidade de Coimbra, o retail park é atualmente gerido pela Sierra Management.

“Face à dimensão limitada do mercado e ao aumento da concorrência, os investidores estão agora a alargar o seu espetro e a apostar cada vez mais em bons ativos em localizações mais secundárias, sendo esta transação um bom exemplo disso, com o elemento distintivo de ser protagonizada por um player português”, nota Tiago Girão, consultor do departamento de Capital Markets da JLL Portugal.

Os últimos dados apurados pela consultora indicam que o investimento em ativos imobiliários de retalho em Portugal ascendeu a 413 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2016, mantendo-se como um dos segmentos de maior peso (42%) no volume total transacionado neste período. O montante evidencia, contudo, uma queda de cerca de 38% face ao volume investido em retalho no mesmo período do ano passado (665 milhões de euros), mas, à semelhança do que se verifica na Europa, o primeiro semestre de 2015 foi “excecional” para o investimento neste segmento em Portugal.

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