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Época natalícia na mira do furto, por David Pérez del Pino (Checkpoint)

Por a 2 de Dezembro de 2016 as 15:37
David Perez

Por David Pérez del Pino, Diretor Geral da Checkpoint Systems em Espanha e Portugal*

Com o aproximar do final do ano encontramo-nos com o mês mais festivo: Dezembro. Conjugando o Natal com as celebrações do final do ano, esta é uma época em que o incremento da procura no sector do retalho aumenta de forma inigualável com o resto dos meses.

Os retalhistas observam nesta época uma afluência às lojas que, no caso de Portugal, representa 27% mais de vendas em comparação com o resto do ano, segundo reporta o Estudo sobre a Perda no Sector Retalhista na Campanha de Natal 2016 que realizou o investigador Ernie Deyle com o patrocínio da Checkpoint Systems. Contudo, o estudo prevê também que, apesar deste aumento nas vendas, existe um paradoxal aumento das perdas em Portugal na ordem dos 28%. Esta situação revela que, apenas no último trimestre do ano, os retalhistas encontram-se com 35% das suas perdas anuais. Informações que vêm, claro, desmentir que seja no Natal que os retalhistas façam o ano de vendas. Estes dados estão ainda em consonância com tendências de anos anteriores e que o Relatório Anual do Furto no Retalho tem vindo a revelar, e que indica o Inverno como a época em que mais perdas se registam no sector.

Estas perdas devem-se, essencialmente, a um factor – as prendas para oferecer. Seja por falta de dinheiro ou por necessidade de comparação com os demais, os ladrões encontram nesta altura uma justificação clara para o furto: poderem dar à sua família uma prenda, sendo que entre os artigos mais furtados se encontram artigos de moda, brinquedos para crianças, comida gourmet e produtos de cosmética. Contudo, não podemos esquecer que é também nesta altura que o crime organizado mais ganha com a azáfama que invade os comércios e se aproveita de retalhistas e clientes mais incautos.

De um modo geral, esta tendência pode não ser muito positiva para os retalhistas, mas leva-os a fazerem balanços anuais face às suas medidas de prevenção de perdas e a procurar no mercado mais e melhores soluções. Os fornecedores recomendam sempre que os retalhistas procurem estratégias dissuasoras para os ladrões, ao mesmo tempo que tentem privilegiar a experiência de compra dos seus clientes pois, só assim, será possível inverter esta tendência e fazer do final do ano a época mais festiva e lucrativa do ano, e não apenas uma época de receios face às perdas, pelo peso que representam em comparação com o resto dos meses.

*O autor escreve segundo o antigo acordo ortográfico

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