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Novos centros comerciais em Portugal serão de pequena dimensão e com perfil de proximidade

Por a 24 de Novembro de 2016 as 10:00
white and cream marble shopping mall with a red car in the background

O mercado português não acompanha a tendência de forte crescimento da oferta de centros comerciais na Europa que, até ao final de 2017, vai receber mais 8,1 milhões de metros quadrados (m2) em shoppings. Apesar disso, a oferta de novos conjuntos comerciais apresenta uma ligeira retoma desde 2014.

No primeiro trimestre deste ano, a Caixa Geral de Depósitos inaugurou em Braga o centro Comercial Nova Arcada, com um total de 68.500 m2. Em 2017 esperam-se a inauguração do que virá a ser o maior conjunto comercial do Algarve, o Mar Shopping Algarve promovido pela Inter Ikea e que contará com uma área comercial total de 83.000 m2, composta por um centro comercial (com 66.000 m2) ancorado por uma loja Ikea e um outlet. Ainda no Sul, e constituindo o único outro centro comercial em construção, irá abrir o tão aguardado Évora Shopping, que trará a esta cidade o primeiro da cidade alentejana.

No que diz respeito à atração de investimento, no entanto, Portugal mantém-se em destaque à escala europeia, “sendo um dos países que maior interesse tem vindo a registar no setor de centros comerciais. No entanto, a relativa escassez de produto disponível tem vindo a limitar a conclusão de negócios. Em 2016, os ativos de retalho portugueses captaram 430 milhões de euros de investimento, valor substancial mas quase 50% abaixo do volume captado em 2015, que rondou os 1.000 milhões. Esta escassez de produto aliada a uma intensa procura permitiu uma nova valorização dos centros comerciais nacionais cujas yields se encontram hoje nos 5,25% com uma tendência de descida até ao final do ano”, revela a última edição do European Shopping Centre Development, publicado semestralmente pela Cushman & Wakefield (C&W).

“As perspetivas de futuro para o setor em Portugal são muito animadoras, ao nível da oferta o potencial do mercado irá permitir novas apostas em projetos, essencialmente de pequena dimensão e com um perfil de proximidade. No caso dos centros existentes, espera-se um crescimento da aposta dos proprietários na melhoria dos seus centros, estando cada vez mais disponíveis para neles investir, adaptando-os às novas exigências dos consumidores”, sublinha Marta Esteves Costa, associate, diretora de research & consultoria da C&W.

“No que se refere à atividade de investimento, o ano de 2017 tem todas as possibilidades de atingir um novo recorde em termos de atracão de capital no setor de retalho. Confirmando-se estas expetativas, as yields poderão mesmo atingir um mínimo histórico em 2017, passando a barreira dos 5% e atingindo os centros comerciais portugueses o valor mais alto de todos os tempos”, conclui.

Um comentário

  1. João Barreta

    25 de Novembro de 2016 at 9:32

    Procura (I)LIMITADA para oferta (I)LIMITADA ? Ou vice-versa, com “I” e/ou sem “I”? Neste COMÉRCIO o “I” faz a diferença – é o “I” de Ideia, é o “I” de Investimento, é o “I” de Inovação, e outros tantos “I´s” ainda por … I…nventar!

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