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Nielsen retrata a utilização que os portugueses fazem dos dispositivos móveis

Por a 11 de Outubro de 2016 as 16:56
mobile

Um total de 96% dos portugueses tem um dispositivo móvel. Portugal está entre os três países da União Europeia (EU) com maior penetração nestes equipamentos, segundo os dados do Mobile Shopping, Banking and Payment Survey, desenvolvido pela consultora Nielsen.

Os portugueses revelam-se fortes adeptos das novas tecnologias e dos aparelhos mobile: 69% valoriza a liberdade de esta contactável a qualquer momento e em qualquer lugar e 65% diz que os dispositivos móveis vieram melhorar a sua qualidade de vida. No entanto, os inquiridos admitem que as relações “face-to-face” estão a ser substituídas por relações “eletrónicas” (69%) e que se sentem sobrecarregados de informação (67%), valorizando os momentos em que não estão conectados (55%).

O estudo revela ainda que 82% dos portugueses recorre aos dispositivos móveis para aceder ao email, mais 11 pontos percentuais (pp) face à media europeia, 78% para consultar as redes sociais, mais 16 pp face à media comunitária, e 64% para procurar um produto ou serviço, mais 14 pp.

Segundo o diretor geral da Nielsen Iberia, Gustavo Núñez “os portugueses são ‘early adopters’ e adeptos das novidades, demonstrando uma taxa de penetração de aparelhos móveis acima da media europeia. No entanto, utilizam-nos sobretudo para consultar o email e as redes sociais. Relativamente às suas contas bancárias, os portugueses utilizam os dispositivos mobile principalmente para consultar o seu saldo ou os movimentos efetuados, mas apenas quatro em cada dez o fazem. E são muito menos aqueles que utilizam atualmente a aplicação do banco”.

Grafico

Comparar preços durante a compra

Entre os portugueses que optam por fazer compras online, mais de metade diz utilizar os dispositivos móveis para procurar informação sobre um produto ou para comparar preços durante a compra. Um total de 42% utiliza estes aparelhos para procurar cupões de desconto ou ofertas e 41% para tomarem decisões de compra mais acertadas.

No que diz respeito a pagamentos ou operações bancárias, 77% admite vir a utilizar os seus aparelhos mobile para consultas e 68% fazer pagamentos, resultados superiores aos da média europeia. Aqueles que não consideram fazer este tipo de atividades a partir de aparelhos móveis justificam-se sobretudo com a falta de segurança ou de necessidade. Os adeptos de pagamentos através de dispositivos mobile valorizam a facilidade e a conveniência deste tipo de serviços, assim como a sua eficácia no controle das despesas.

A segurança é uma preocupação: 61% sugere a melhoria das medidas de segurança como um incentivo para fazer mais pagamentos através de dispositivos móveis. De futuro, relativamente às características que gostariam de ver nas aplicações de mobile banking, 35% mostra-se interessado no reconhecimento facial, 27% na realização de transferências e 25% no reconhecimento de voz.

Segundo este estudo, 60% dos consumidores portugueses sente-se preparado para utilizar em exclusivo um banco que ofereça serviços exclusivamente mobile (sem recurso a espaços físicos e com todas as interações via mobile). E isto se as taxas para compra de produtos de investimento fossem reduzidas ou nulas, se as taxas de juro dos depósitos fossem mais elevadas, se oferecessem descontos para atividades de entretenimento ou se o tempo de resposta de algumas transações fosse mais rápido.


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