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Porque no comparar o retalhista também sai a ganhar, por Sérgio Pereira (comparaJá.pt)

Por a 20 de Setembro de 2016 as 17:13
Sérgio Pereira_ComparaJá.pt

Por Sérgio Pereira, diretor geral da plataforma gratuita de comparação de produtos financeiros comparaJá.pt

Contrariando a famosa frase atribuída a Albert Einstein (“Eu nunca penso no futuro”), os retalhistas devem, com os olhos postos no amanhã, perceber que as novas tendências digitais de comparação online são, mais do que um desafio, uma oportunidade de alavancar os seus negócios. Quem assumir este desafio desde já vai, sem qualquer dúvida, beneficiar de uma importante vantagem competitiva que poderá ser mesmo vital num mercado cada vez mais implacável para quem se recusa a inovar e a adaptar as suas estratégias às novas tendências de consumo.

Do lado do consumidor todos conhecemos as vantagens. A montra da comparação online é, para eles, a derradeira fronteira quebrada da assimetria informativa. Em sites como o KuantoKusta.pt ou no MaisCarrinho.com, o utilizador pode conhecer a oferta em supermercados, vestuário, informática ou combustíveis. Noutros, como o ComparaJá.pt, pode colocar em perspetiva o custo de vários produtos financeiros. A vantagem é evidente. Tendo uma perspetiva alargada da oferta de mercado, o consumidor toma melhores decisões, escolhe o produto acertado e – acima de tudo – poupa dinheiro.

Se para o consumidor todos sabemos que é vantajoso, surge então a questão: e para o retalhista, é bom ou mau? Em primeiro lugar, deve dizer-se que não há maneira de evitar a caminhada do progresso. Procurar ignorar a ascensão da comparação online não é solução; é “tapar o sol com a peneira” e equivale a um quixoteano combate contra moinhos de vento. Em segundo lugar, não há razão para não transformar este desafio numa oportunidade. Basta querer e ambicionar.

A questão que se impõe é: como o fazer? Vejamos as janelas que se abrem. Antes de mais, todo o gestor e empresário deve saber que, a médio prazo, o que é bom para o consumidor é bom para o negócio. Afinal, a concorrência é o instrumento primordial para a melhoria do produto ou serviço prestado. E um serviço com qualidade constante é essencial para que o negócio nunca vacile na atração de novos clientes. Na verdade, as empresas ficam com as “mãos-livres” para se focarem no seu “core business”. Com menos recursos alocados à divulgação e vendas (que ficam, em parte, a cargo destas plataformas), podem concentrar-se em criar produtos e serviços melhores e mais especializados que “encham as medidas” do cliente final. A focalização poderá assim passar por criar este produto personalizado, que – em si só – não é tarefa fácil uma vez que tal varia de cliente para cliente. É uma relação “win-win” para todos.

Além disto, a oportunidade que oferecem em termos de “marketing” não é negligenciável. Afinal de contas, estas plataformas funcionam como uma maneira alternativa de fazer chegar a marca a um público mais alargado. Convém não esquecer que alguns destes sites recebem centenas de milhares e mesmo milhões de visitas mensais. Para pequenas marcas é uma oportunidade única para conseguirem alguma notoriedade a um custo relativamente reduzido. Note-se que os custos em marketing podem ser substancialmente diminuídos (sem diminuir os frutos) através do posicionamento da marca nestas plataformas.

Por fim, ao estarem associadas a plataformas reconhecidas, as empresas que apostarem nesta estratégia ficam, junto ao futuro cliente, com a reputação de abertura e transparência. E isto, principalmente para instituições que apostam na comercialização de produtos mais complexos, (como o são, por exemplo, os créditos e os seguros) será, sem dúvida, uma mais-valia. Note-se que nestes produtos há ainda muita desconfiança por parte do cliente. Ao colocarem a sua oferta numa plataforma simplificada, aberta e transparente, as empresas dão sinal ao cliente que os seus produtos e/ou serviços têm qualidade, uma vez que não temem concorrer abertamente no mercado.

Em suma, o posicionamento digital não é a próxima “big thing”. Já é a “big thing” do momento. Quer queiramos, quer não, só há duas opções aqui: ou apanhar o comboio ou ser ultrapassado por ele. Não deve haver receio entre os vários “players” do mercado e nas mais diversas indústrias em enveredar por este caminho. Para as grandes empresas é uma forma de se afirmarem e atingirem um público diferente. Para as pequenas empresas é uma forma de se divulgarem a baixo custo e conquistarem o seu espaço. E uma coisa é certa: para aqueles que aproveitarem esta oportunidade e a agarrarem da melhor forma há todo um mundo de possibilidades à espreita. O fundamental é ter visão para não as deixar escapar…

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