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O que dizem os líderes da indústria do retalho sobre o “Brexit”

Por a 27 de Junho de 2016 as 16:04
retalho

A vitória do “sim” em Inglaterra  na passada sexta feira apanhou certamente muitos cidadãos de “surpresa”,  mas os líderes da indústria do retalho britânico, no início da semana passada, antes da deliberação dos cidadãos, conseguiram reunir assinaturas de cerca de 1200 profissionais deste setor numa carta aberta que pedia a manutenção do país na União Europeia. Perante a resposta dos ingleses ao “Brexit”, o setor veio a público para se fazer ouvir. O HIPERSUPER reúne as principais declarações dos líderes desta indústria.

Helen Dickinson, CEO do British Retail Consortium
“Agora que a decisão de saída foi tomada, é necessário que o Governo explique rapidamente como se vai processar o processo de desintegração.  Sem esta explicação, retalhistas e outros profissionais vão sofrer as consequências de um prolongado período de incerteza.
Estamos já a assistir ao início de um período que consideramos volátil, à medida que os mercados financeiros vão percebendo também como se desenhará a nova relação entre o Reino Unido e a União Europeia. Os retalhistas devem estar preparados para a possibilidade de numerosas alterações, tal como a taxa de câmbio e a confiança dos consumidores. Para conseguir entregar os melhores preços aos consumidores, a prioridade dos retalhistas no curto prazo é garantir baixos custos de importação  de produtos da União. Uma prolongada quebra no valor da libra vai impactar negativamente não só os custos de importação como os preços aos consumidores”

Maurren Hinton, global research director na Veridict Retail
“Com a histórica vitória do sim para sair da União Europeia, os retalhistas instalados no Reino Unido  devem estar preparados para negociar num ambiente de elevada volatilidade: baixos níveis de confiança por parte dos consumidores e mais custos na cadeia de abastecimento.

British Council of Shopping Centres
“A decisão do referendo já está a ter impacto  no retalho e no mercado imobiliário. Mas o impacto  na economia do país,  junto das comunidades e no sistema político  só começará a ser realmente percebido  à medida que os dias e meses vão passando”

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