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Jorge Henriques, presidente da FIPA: “Indústria poderá tornar-se exportadora líquida em 2020”

Maioria dos empresários portugueses do setor agroalimentar perspetiva que metade da sua produção será destinada à exportação em cinco anos, segundo um estudo realizado pela consultora Deloitte para a FIPA

Rita Gonçalves
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Jorge Henriques, presidente da FIPA: “Indústria poderá tornar-se exportadora líquida em 2020”

Maioria dos empresários portugueses do setor agroalimentar perspetiva que metade da sua produção será destinada à exportação em cinco anos, segundo um estudo realizado pela consultora Deloitte para a FIPA

Rita Gonçalves
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Entrevista a Jorge Henriques, Presidente da Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares

A valorização da agricultura nacional como fonte de abastecimento de matéria-prima à indústria agroalimentar, a previsibilidade fiscal e adequar os programas de apoio à competitividade e à investigação, são algumas prioridades da federação para os próximos quatro anos.

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Que balanço faz da evolução da indústria agroalimentar portuguesa no último ano?

Estamos a sair de uma crise profunda, talvez uma das maiores das últimas quatro décadas em Portugal, para não recuar mais, que trouxe à economia, à vida dos portugueses e também à indústria agroalimentar muitas dificuldades e problemas. Por um lado, fez diminuir de forma geral o consumo e a atividade das empresas. Por outro, também permitiu lançar novos desafios. Talvez o principal, que não é propriamente novo, seja o aumento das exportações desta indústria.

Este é o maior setor da indústria transformadora nacional. Fatura 14,6 mil milhões de euros. E tem dado contributos importantes quer na questão do valor acrescentado mas sobretudo na substituição de importações por exportações e no equilíbrio da balança comercial.

Se olharmos para os números dos últimos anos, o setor cresce mais de 9% cumulativamente. E, nos últimos dois anos, incluindo 2015, conhecemos os dados até final de agosto, as exportações continuam a crescer não obstante as dificuldades em algumas geografias.

Quais geografias?

As geografias que fazem parte da zona euro, onde a crise se aprofundou, concretamente Espanha, mas também outras que têm vindo a colocar novos desafios e dificuldades, como Angola e o Brasil. Não obstante, no ano passado as exportações desta indústria cresceram 4,12%, e este ano, até ao final de agosto, cresceram 3,2%.

O que significa que, perante as dificuldades do mercado interno, a indústria agroalimentar conseguiu continuar a canalizar para o exterior muita da sua atividade.

Estamos em crer que este caminho vai continuar a desenvolver-se, se continuarmos a ter políticas económicas e sobretudo de previsibilidade fiscal alinhadas com aquilo que são os interesses das empresas.

Os empresários sentem a recuperação da atividade económica?

Já este ano, segundo dados que vamos recebendo, há efetivamente algumas perspetivas positivas relativamente àquilo que pode ser o relançamento, mais do que o fomento industrial que temos vindo a falar, da atividade económica e desta indústria, em particular. Ou pelo menos um maior poder de compra por parte dos consumidores de uma forma geral, que resulta das condições climatéricas e do aumento do turismo. Não obstante os problemas que subsistem em algumas das áreas, são dados interessantes, sobretudo se se observar o caminho do rigor, a definição de metas e objetivos, mas sobretudo o estabelecimento de um desígnio nacional, que é atualmente o aumento das exportações nacionais.

No entanto, este trabalho tem de ser feito sem perder de vista o mercado interno, para que um conjunto muito vasto de empresas que se constituíram para o fornecimento do mercado interno possam continuar a desenvolver a sua atividade e criar emprego.

Algum emprego naturalmente se terá degradado durante este período complicado, mas este setor foi provavelmente o que menos contribuiu para o desemprego nacional em Portugal.

A que se deve essa menor contribuição?Jorge_FIPA

Por que a indústria agroalimentar e de bebidas, de forma geral, ao longo das duas últimas décadas tem vindo a restruturar-se. Para melhorar os seus ativos industriais e também a sua gestão global de forma a adaptar as empresas àquilo que são as exigências europeias e, por outro lado, para enfrentar o mercado global.

Costumo dizer que se todos em Portugal tivéssemos feito o trabalho que esta indústria fez nas duas últimas décadas provavelmente hoje estaríamos numa situação mais confortável.

Este trabalho atenuou em larga medida os impactos da ‘tempestade’ que aconteceu quase num só golpe. Por um lado, o agravamento da crise e, por outro, o aumento de impostos em algumas das áreas, nomeadamente em sede de IVA que, em alguns produtos, passou da taxa reduzida para a máxima e trouxe muitas dificuldades às empresas e aos consumidores.

De forma global, diria que o saldo é positivo no sentido em que a indústria teve capacidade para fazer frente a estes grandes problemas e procurou no quadro externo contrabalançar algumas das dificuldades da economia portuguesa.

No memorando estratégico que apresentaram para os próximos quatro anos, lê-se que a indústria agroalimentar portuguesa poderá tornar-se exportadora líquida em 2020. Em que pé estamos hoje e como podemos lá chegar?

Esses dados surgem em resultado de um estudo que fizemos em parceria com a consultora Deloitte. Procuramos fazer uma radiografia ao setor com as principais indústrias nacionais e os seus responsáveis e perspetivar o que poderá ser o futuro deste setor. É necessário que tudo se jogue de forma perfeita, sem derivas ou convulsões internas, para que se possa realizar esse quadro que prevemos.

A maior parte dos empresários escutados tem a perspetiva que 50% da sua produção será destinada à exportação em 2020. Por outro lado, se continuarmos a consolidar as exportações à média dos últimos anos, certamente que esta indústria se poderá transformar em exportadora líquida. Mas repito que, para essa perspetiva se confirmar, temos de aplicar às empresas um conjunto de pressupostos enunciados no memorando que temos vindo a entregar aos partidos políticos e são as prioridades estratégicas desta indústria para os próximos quatro anos.

Quais as principais prioridades?

Um dos aspetos importantes é a questão da adequação da política fiscal à competitividade. Não podemos continuar, como aconteceu há uns anos, numa imprevisibilidade fiscal que retira às empresas competitividade, afasta o investimento interno e o estrangeiro, porque temos indústrias multinacionais que produzem localmente.

É preciso previsibilidade em matéria de IRC, alvo de uma reforma com a qual se comprometeram não só os setores industriais mas também as forças políticas que têm governado Portugal nos últimos anos. E isso não pode ser abandonado sob circunstância alguma. Têm de ser respeitados os acordos e decisões tomados nesta matéria e também não podemos continuar naquela senda de lançamento de impostos especiais para isto ou aquilo.

Está a referir-se por exemplo à intenção de taxar produtos com elevado teor de açúcar?

Refiro-me a todos os impostos especiais ao consumo que, em nome de alguns pensamentos que não sabemos de onde vêm e não são assentes em evidências científicas, tendem a lançar a confusão sobre aquilo que queremos que seja claro.

Nessa perspetiva de sermos exportadores líquidos, é necessário que todos os instrumentos de suporte à promoção externa e à internacionalização se venham a verificar num quadro, sobretudo neste horizonte 2020, que permita com rigor e avaliando os resultados colocar estes instrumentos ao serviço das empresas e das marcas.

Por que em primeira e última instância quem promove esse crescimento são as empresas e as marcas. É preciso dar dimensão às empresas, promovendo a sua recapitalização. Hoje diz-se que as empresas não estão suficientemente capitalizadas, então, é preciso aproveitar estes enquadramentos para as recapitalizar. E por que não estão? É preciso ver o cenário que conduziu em muitas circunstâncias à delapidação dos seus capitais. As empresas foram obrigadas a recorrer aos seus fundos próprios, a apoiar os seus clientes em cascata, na ausência de financiamento, não só da banca mas de uma forma global, na ausência total de seguros de crédito à exportação. Esse esforço foi feito para que as empresas pudessem continuar a sua atividade e dar crédito umas às outras.

É preciso aproveitar todos os instrumentos quer neste quadro comunitário que já aí está quer os de diplomacia económica que, apesar de insuficientes, são extremamente importantes. Canalizar estes e os demais instrumentos que o Estado deve por à disposição das empresas para o objetivo comum que é transformar os setores com maior capacidade em exportadores líquidos. O setor tem alguns exemplos, como as conservas, o concentrado de tomate, as bebidas e o vinho. Com a qualidade dos nossos produtos e da gestão empresarial iremos nesse horizonte atingir esse objetivo.

FIPAAs empresas ainda estão a braços com muitas dificuldades de financiamento ou sentem melhorias?

Estas dificuldades têm vindo a atenuar-se de forma progressiva no que respeita ao custo e à existência desse financiamento. Mas não é suficiente, não basta apregoar que há financiamento e com um custo mais baixo, é preciso a conjugação de um conjunto de fatores que têm que concorrer para isso. Há mais financiamento a custos inferiores mas ainda está longe daquilo que é desejável para aliviar a tesouraria das empresas.

Mais um desafio, segundo a FIPA, é adequar os programas de apoio – Portugal 2020 e PDR 2020 – colocando o foco em atividades de investigação.

Ainda estamos no início deste quadro mas há muitos operadores que nos falam da dificuldade de acesso aos programas, dos obstáculos que excedem o rigor transformando-o numa barreira no acesso aos fundos. Estes fundos devem ser naturalmente canalizados para a investigação diretamente aplicada às empresas, para a transmissão de conhecimento e o aprofundamento das relações entre o meio académico e o empresarial. Também dizemos que devem ser focados no apoio às empresas para a compra de serviços a entidades do Sistema Tecnológico Nacional.

É preciso uma definição precisa dos critérios de aprovação das candidaturas tendo em vista a valorização da agricultura nacional como fonte de abastecimento de matérias-primas, o País tem absoluta necessidade de promover o desenvolvimento do tecido primário, com vista ao abastecimento desta indústria. É decisivo para a competitividade, quanto mais longe nos formos abastecer mais encarecemos as importações. E isto leva à criação de emprego. É o ciclo virtuoso que defendemos. Hoje, a indústria alimentar e a pecuária são os maiores empregadores líquidos em zonas desfavorecidas, como o Alentejo, e contribuem com mais de 25% para a totalidade do emprego.

Qual o papel da inovação?

A inovação é importante para o crescimento desta indústria e devemos estar pelo menos a par, para não dizer na dianteira, da investigação europeia e mundial. Temos de acertar o passo em função de verbas disponíveis para a investigação. A diferença será um dos pontos mais importantes para a afirmação das nossas exportações nos diferentes mercados. Temos de nos apresentar com produtos inovadores e diferenciados em tempo útil, por que não estamos sozinhos a trabalhar no mundo. Se, nesta corrida, não formos corredores de fundo e não tivermos como alvo os primeiros lugares, vamos chegar muito atrasados à meta e a meta são os mercados e os consumidores.

Em que pé está o Código de Boas Práticas para toda a cadeia?

Temos vindo a trabalhar em sede da Confederação Empresarial de Portugal (CIP). Durante muitos anos, empreguei uma frase que é ‘produtores e distribuidores estão condenados a entenderem-se’. Acho que este entendimento tem vindo em alguns aspetos a dinamizar-se, mas achamos que é importante, em cima do código europeu nesta matéria, Portugal ter o seu próprio código aplicado à sua realidade. Para melhorar as relações e aprofundar as suas necessidades em várias matérias. Nesse sentido, estamos em crer que não estamos muito longe de ter um código que efetivamente represente os interesses das partes.

Um código deste tipo leva o seu tempo a concretizar-se, a nossa perspetiva é que dentro de muito pouco tempo essas regras estarão disponíveis.

Ainda na rubrica dos incentivos, mais uma ideia é criar um cluster agroalimentar de âmbito nacional. Pode concretizar melhor a ideia?

Portugal necessita de concentrar as suas forças e recursos para a promoção externa e internacionalização desta indústria. Em 2008, houve uma crise profunda de matérias-primas a nível mundial, nos dois lados do hemisfério, um momento muito particular que nunca se tinha verificado desta maneira. Algumas matérias-primas alimentares escassearam e outras aumentaram o seu custo. Isto determinou entre os agentes económicos a necessidade de olhar para a indústria agroalimentar no sentido serem criadas condições que permitissem a Portugal produzir mais matérias-primas.

Tivemos sobretudo nos últimos quatro anos dialogado muito com as forças no terreno para obter uma visão conjunta para a promoção externa. Continuamos a sentir a necessidade de falar nestas questões a uma única voz. O cluster tem como objetivo, no processo de reconhecimento em curso, a representatividade das empresas e das marcas, melhorar a competitividade da indústria e promover o seu trabalho além-fronteiras.

Sobre o autorRita Gonçalves

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Arlindo Cunha, presidente da CVR Dão

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Dão Invicto vai apresentar os vinhos do Dão ao público do Porto

“O Dão Invicto é um evento de contato direto com consumidores, que visa apresentar os vinhos do Dão ao público da cidade do Porto”, refere ao Hipersuper o presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR Dão), Arlindo Cunha.

O Dão Invicto, evento de vinhos que celebra a tradição vitivinícola da região do Dão, está de regresso e realiza-se este ano a 19 e 20 de julho, no Mercado do Bolhão, Porto.

Na edição de 2024, cerca de 20 produtores da região vão dar a provar os seus vinhos. Haverá ainda diversas provas comentadas por especialistas convidados, em que será dado destaque a diferentes especificidades dos vinhos Dão, como monovarietais das castas Encruzado, Touriga-Nacional, Alfrocheiro ou Jaen.

“Também teremos porta-vozes disponíveis para falar sobre o evento e outros temas que têm estado na agenda mediática nos últimos tempos”, revela o presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR Dão), ao Hipersuper.

“O Dão Invicto é um evento de contato direto com consumidores, que visa apresentar os vinhos do Dão ao público da cidade do Porto”, destaca Arlindo Cunha, acrescentando que apesar de não se destinar especificamente ao enoturisto, ao escolher o Mercado do Bolhão para a edição deste ano, a CRV Dão “teve também o propósito de captar turistas que, provando os nossos vinhos, serão também um fator de divulgação dos mesmos”.

O responsável recorda que a Comissão tem desenvolvido várias atividades relacionadas com o enoturismo, muitas das quais através da Rota dos Vinhos do Dão, que conta neste momento com cerca de 50 aderentes em toda a região, ou através da presença em feiras nacionais e internacionais especializadas em turismo e enoturismo.

Vinhos complexos, longos e equilibrados

O Dão têm características próprias, vincadas pelas castas nativas ou ali radicadas há muito, como Touriga-Nacional, Encruzado, Alfrocheiro, Jaen, Bical, Malvasia-Fina, Cerceal ou Uva Cão, que originam uma “complexidade de vinhos” com “caráter e elegância”, que se distinguem “pela sua frescura, complexidade e equilíbrio, pela sua longevidade e vocação eminentemente gastronómica”, apresenta o presidente da CVR Dão.

“Esta enorme diversidade genética da vitis vinífera, traduzida em cerca de 70 castas devidamente identificadas e caracterizadas pelo Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão, levou o crítico internacional de vinhos Paul White a afirmar que o Dão é a ‘Arca de Noé’ das castas portuguesas”, sublinha Arlindo Cunha.

Em 2016, no âmbito do PO Centro 2020, a CVR Dão foi uma das cinco comissões vitivinícolas a integrarem o Projeto Estratégico de Apoio à Fileira do Vinho na Região Centro, que teve como objetivo incentivar a promoção dos vinhos da Região Centro – Dão, Bairrada, Beira Interior, Lisboa e Tejo.

Investimento em I&D

A par das ações de promoção, a CVR Dão tem investido em projetos que aliam as especificidades endógenas à investigação e inovação.

Foi o caso da caracterização do comportamento agronómico de Encruzado e Touriga Nacional, “duas castas de elevado potencial para a região do Dão”, em várias parcelas da região, em conjunto com o Instituto Politécnico de Viseu (IPV). “Este projeto encontra-se agora num terceiro ciclo, através do programa PROVERE – ‘Estratégia para a Valorização da Fileira dos Vinhos’, onde se pretende continuar esta caracterização, bem como desenvolver outras linhas de I&D aplicada à fileira”, explica Arlindo Cunha.

Em 2021, a Comissão definiu uma Agenda de Investigação, Desenvolvimento e Inovação para a Região do Dão, para dar resposta às necessidades de base científica do setor para para melhorar a sua competitividade. Nesse âmbito, em 2022 foi estabelecida a implementação do Polo do Dão do CoLAB Vines & Wines, financiado pela Missão Interface, da Fundação para a Ciência e Tecnologia. O Polo do Dão, resulta da parceria entre a CVRD, a ADVID, a CCDRC e o IPV.

E no âmbito do PRR – Agenda Mobilizadora Vine & Wine.PT, a CVR Dão é um dos parceiros do projeto ‘Biogrape Sustain’, que tem como objetivo caracterizar variedades autóctones com elevado potencial para a qualidade e autenticidade dos vinhos do Dão, tendo iniciado este projeto em 2022.

O Dão Invicto 2024, que inclui a realização de workshops de vinho, tem as portas abertas no Mercado do Bolhão entre as 15h e as 20h.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

Ana Grácio Pinto

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Cervejas do Super Bock Group distinguidas no Finest Beer Selection

Competição que reconhece apenas as cervejas que alcançam 90 ou mais pontos numa escala de 100, premiou quatro referência do Super Bock Group.

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Super Bock Selecção 1927 Bavaria Weiss, Super Bock Coruja, Super Bock Free Preta e Super Bock Selecção 1927 Japanese Rice Lager foram as quatro referências do Super Bock Group distinguidas no concurso Finest Beer Selection.

Promovida por Doemens e Meininger Verlag, dois especialistas do setor com vários anos de experiência, a competição reconhece apenas as cervejas que alcançam 90 ou mais pontos numa escala de 100, “refletindo a excelência e a mestria cervejeira de cada cerveja a concurso”, sublinha o Super Bock Group num comunicado.

No concurso Finest Beer Selection, cada cerveja é submetida a uma análise sensorial intensiva e a uma descrição detalhada antes da avaliação individual pelo júri de especialistas internacionais. As cervejas são analisadas aromaticamente e pontuadas de forma individual, garantindo uma avaliação justa e rigorosa.

A Super Bock Selecção 1927 Bavaria Weiss recebeu 92 pontos, a Super Bock Coruja IPA recebeu 91 pontos e as Super Bock Selecção 1927 Japanese Rice Lager e Super Bock Free Preta foram classificadas com 90 pontos.

A entrega de prémios realizou-se a 15 de julho, em Neustadt an der Weinstrasse, Alemanha.

Sobre o autorHipersuper

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Nova campanha do gin premium português Adamus

Campanha do gin premium Adamus convida os portugueses a refletirem sobre o significado de sucesso que realmente importa: o de cada um de nós. 

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Partindo da pergunta “Sucesso é ter milhões… de quê?”, a nova campanha do gin premium português Adamus reforça que “é tempo de reavaliar a nossa definição de sucesso” e convida o público a fazê-lo através do site www.youmadeit.pt.

Numa carta digital enviada aos clientes, os fundadores de Adamus (Carlos Santos, Pedro Carvalho e Sara Baía)  assumem que criaram a bebida que queriam, sem olhar a custos, e que começaram “a perceber como partir dela para deixar um impacto maior no mundo”.

Por isso, oferecem 20% de desconto numa primeira encomenda no site da marca como agradecimento a todos os que preencham o questionário e ajudem nesta importante recolha de informação sobre o tema. Na mesma carta, assumem o compromisso de que este inquérito será o ponto de partida para se “pensar numa forma de educar, de mostrar visões diferentes, de abrir caminho para que cada um de nós possa lutar por aquilo que, para si, é o verdadeiro sucesso”.

Pedro Girão, CEO da Triber Agency, explica que “neste percurso que temos feito com a marca, fomos ouvindo cada vez mais o nosso cliente e entendendo melhor as suas dores, angústias e reflexões”. E foi essa ligação ao cliente que mostrou que “pessoas que a sociedade vê como tendo sucesso e pessoas que ainda trabalham para isso, têm  um desafio comum: tentar que esse sucesso traga mais felicidade do que ausências, perdas, desencontros importantes…”. Por isso, sublinha, “quisemos trazer qualquer coisa que pareça estranho numa primeira leitura e que nos deixe a pensar numa segunda, partindo para uma reflexão que é pessoal e pode mudar os rumos de algumas vidas”.

O brand manager de Adamus, Daniel Marques, acrescenta que “este partir do cliente, ouvi-lo e entendê-lo é o que faz de Adamus uma marca tão especial”. Por isso, “sentimos que o conceito apresentado pela Triber nos permite dar um passo em frente em termos de marca: já o fazíamos com as nossas bebidas e agora fazêmo-lo também em termos emocionais e sociais, colocando um tema que preocupa os nossos clientes na ordem do dia”.

Esta campanha é mais uma peça importante na estratégia global da marca, que tem tido crescimento a nível nacional e internacional lembra Pedro Girão que acrescenta que “o trabalho entre a Triber e o cliente nesse sentido tem sido profundo, para que se encontre a consistência de marca num processo lento mas intenso.”

“Primeiro com o You Made It e agora com nova campanha associada à sensação de conquista e de sucesso, mas numa perspetiva que foge ao objetivo puro e duro de promoção da mesma; mas também nas coisas invisíveis, como o cada vez maior alinhamento entre a estratégia de marketing e de vendas, que tem dado resultados inequívocos e que nos mantém no caminho rumo ao objetivo de afirmar Adamus como o gin #1 em Portugal”, exemplifica.

 

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AEP leva comitiva de 20 empresas à Feira Internacional de Angola

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) está a organizar a participação nacional na 39ª edição da FILDA, em parceria com a AICEP e a CCIPA.

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Em parceria com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Câmara de Comércio e Indústria de Portugal-Angola (CCIPA), a Associação Empresarial de Portugal (AEP) vai levar uma comitiva de 20 empresas nacionais à FILDA 2024, que decorrerá entre 23 e 28 de julho na UENJI Arena – Angola Business Center, Zona Económica Especial, em Luanda.

A realização da FILDA coincide com a visita oficial do primeiro-ministro de Portuga, Luís Montenegro, a Angola, que, além de participar no Fórum Económico Angola-Portugal, a 24 de julho, visitará o Pavilhão Nacional na feira e todas as empresas participantes.

“Naquela que é a sua 11ª participação na FILDA, o maior evento comercial de dimensão internacional em Angola, a AEP considera esta uma oportunidade para as empresas portuguesas consolidarem a sua presença neste mercado e fortalecerem as relações comerciais entre ambos os países”, refere um comunicado divulgado pela AEP.

“Apesar do desafiante momento que Angola vive, confiamos que a resiliência da economia angolana a coloca no caminho da recuperação, o que impactará positivamente as quase cinco mil empresas portuguesas que exportam para o país”, sublinha Luís Miguel Ribeiro, presidente do conselho de administração da AEP.

Arcen Engenharia, Azcôa, Azeol, Fieldairtech, Grupel, HRV, Labman, Lacto Serra, Macro-Frio, Metalúrgica do Tâmega, Procadimoldes, Costura Ponto, Ventisec, Cartonex, Abílio Carlos Pinto Felgueiras, Afaplan, Ernesto Grilo Sucessores/GRILO, Plastidom, Decorgesso, El Corte Inglés, são as empresas que integram a comitiva. Integram todas, à exceção do El Corte Inglés, o projeto BOW – Business on the Way, que em 2023 promoveu a participação de mais de 200 empresas em 27 ações, entre feiras internacionais e missões empresariais, em 23 mercados distintos.

Angola é 9º cliente português

Informações da AICEP referem que Angola é a terceira maior economia da África Subsaariana, segundo maior produtor petrolífero do continente africano e um país rico em recursos naturais, com destaque para o setor dos hidrocarbonetos, que representa cerca de 50% do PIB e 90% das exportações (baseadas em commodities e pouco diversificadas).

“De acordo com o Comtrade, os cinco principais fornecedores de Angola, em 2022, foram a China (16,0%), Portugal (10,7%), a Coreia do Sul (9,2%), os Países Baixos (6,8%) e a Índia (6,1%). Estes mercados representaram, em conjunto, 48,9% do valor das importações”, informa a AICEP.

As importações de Angola registaram um valor de 18 mil milhões de dólares em 2022 (11 mil milhões em 2021), com os combustíveis minerais (22,4%), as máquinas e aparelhos (18,7%), os produtos agrícolas (14,2%), os produtos químicos (9,3%) e os veículos e outro material de transporte (9,1%) a serem os cinco principais grupos de produtos importados.

Segundo o INE, Angola foi o nono destino das exportações portuguesas de bens em 2022, com uma quota de 1,8%, ocupando a 27ª posição ao nível das importações (0,6%). Ao longo do período 2018-2022 houve um crescimento médio anual das exportações de 2,8% e de 136,7% nas importações. A balança comercial de bens foi favorável a Portugal, tendo apresentado um excedente de 799 milhões de euros em 2022.

Na estrutura das exportações destacam-se as máquinas e aparelhos (29,0%), os produtos químicos (11,8%), os produtos agrícolas (10,7%), os produtos alimentares (10,1%) e os metais comuns (9,3%). Os principais grupos de produtos importados foram os combustíveis minerais (95,1%), os produtos agrícolas (2,8%), os minerais e minérios (0,6%), a madeira e cortiça (0,5%) e as máquinas e aparelhos (0,3%).

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Buy Now Pay Later já entrou nos hábitos de consumo dos portugueses

Portugal é, atualmente, o segundo país europeu onde o BNPL é mais adotado, ficando apenas atrás da Alemanha, recorrendo ligeiramente mais aos pagamentos a prestações (59%) do que aos pagamentos diferidos (57%).

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O mercado do Buy Now Pay Later (BNPL) tem vindo a crescer em toda a Europa, com quase 7 em cada 10 dos consumidores a utilizarem este método de pagamento (68%). Esta é uma das conclusões do estudo anual sobre as tendências no setor dos pagamentos, realizado pela FLOA em parceria com a Kantar, que revela que o pagamento fracionado e o pagamento diferido são amplamente adotados como solução de pagamento e esperados pelos consumidores aquando do planeamento de uma compra.

De acordo com o mesmo estudo, 71% dos portugueses já utilizaram o BNPL no mercado nacional, 41% dos quais são utilizadores regulares. Esta percentagem está alinhada com a tendência geral de utilização na Europa: 68% dos europeus utilizam o BNPL e 44% são utilizadores regulares.

Portugal é, atualmente, o segundo país europeu onde o BNPL é mais adotado, ficando apenas atrás da Alemanha, recorrendo ligeiramente mais aos pagamentos a prestações (59%) do que aos pagamentos diferidos (57%).

Além disso, 51% dos utilizadores nacionais fazem uma a três compras por ano recorrendo a estas soluções (40% à escala europeia). 26% dos portugueses fazem oito compras ou mais (40% dos utilizadores europeus) por ano com soluções BNPL.

O estudo destaca o uso crescente de BNPL para compras de eletrodomésticos (50%), que é a primeira categoria de produtos pagos com soluções BNPL em 2023. Os produtos tecnológicos estão em segundo lugar (44%) e as viagens (34%) em terceiro lugar.

O BNPL é utilizado pelos portugueses, em primeiro lugar, como uma solução para fazer face a acontecimentos inesperados (64%), mas é também uma forma de comprar produtos mais qualitativos ou sustentáveis (49%) ou de se agradar a si próprios (39%).

Alexandre Carrera Lejeune, responsável da FLOA para a Península Ibérica, declara que “os estudos realizados anualmente em conjunto com a Kantar desempenham um papel fundamental para conhecer a opinião dos portugueses sobre os diferentes meios de pagamento e, em particular, sobre o uso de soluções BNPL”.

“Os resultados mostram que, tanto online como nos pontos de venda físicos, a utilização de métodos de pagamento digitais está a aumentar, e o BNPL não é exceção. Devido à sua capacidade de proporcionar maior flexibilidade orçamental, esta solução está a ser adotada por um número crescente de portugueses”, acrescenta.

Método de pagamento é o segundo critério mais importante para os consumidores na escolha de uma marca em Portugal

A importância do BNPL está muito ligada à experiência do cliente e prova disto é que o tipo de método de pagamento disponível é o segundo critério mais importante para os consumidores na escolha de uma marca em Portugal (37%), a par da notoriedade da mesma. É também um fator valorizado na medida em que mais de metade dos utilizadores portugueses de soluções BNPL (54%) mudaria de ponto de venda se este método de pagamento não lhe fosse disponibilizado.

Online, os consumidores portugueses continuam a enfrentar algumas situações incómodas: a recusa de uma facilidade de pagamento (95%) e a necessidade de descarregar uma aplicação (90%) continuam a ser as mais incómodas e podem mesmo levá-los a desistir da mesma (56% e 57%, respetivamente).

Já em pontos de venda físicos, a recusa de uma facilidade de pagamento (93%) ou de um método de pagamento (92%) e a necessidade de comunicar informações pessoais (90%) são as mais incómodas e podem levá-los a abandonar o estabelecimento (mais de 40%).

Sensíveis à qualidade dos produtos que escolhem, 74% dos portugueses estão dispostos a pagar mais por produtos de melhor qualidade ou mais sustentáveis.

Neste sentido, o BNPL pode ajudar no caminho para um consumo mais sustentável, uma vez que 49% dos utilizadores portugueses o consideram como uma forma de adquirir bens de maior qualidade ou mais responsáveis do ponto de vista ambiental.

Além disso, mais de um terço (37%) sentir-se-ia encorajado a comprar em segunda mão se soluções de BNPL estivessem disponíveis facilmente para este tipo de compra.

O estudo Payment Trends, realizado pela FLOA em parceria com a Kantar em 2023, envolveu mais de 4.000 inquiridos distribuídos geograficamente em França, Espanha, Bélgica, Itália, Portugal, Alemanha e Países Baixos.

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Logística

InPost implementa envios sem etiquetas para encomendas enviadas ou devolvidas

Os utilizadores que levantem ou enviem encomendas para um ‘ponto pack’ da InPost não precisam imprimir etiquetas em casa, basta mostrar no ecrã do telemóvel um código QR.

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A InPost vai implementar em Portugal o ‘Envio sem etiquetas’, um programa que permite aos utilizadores não imprimir qualquer etiqueta para levantar as suas encomendas, bastando mostrar um código QR no ecrã do telemóvel.

O novo programa centra-se na redução do uso de papel e tinta utilizados para etiquetas que acompanham as encomendas enviadas ou devolvidas.

“A partir de agora, os utilizadores que levantem ou enviem as suas encomendas para um ‘ponto pack’ da InPost não precisam imprimir etiquetas em casa. Para o fazerem, basta mostrar no ecrã do telemóvel um código QR”, informa a empresa de logística especializada em entregas não domiciliárias.

O sistema sem papel tem ainda a particularidade de simplificar os procedimentos para levantar uma encomenda ou fazer uma devolução.

“Acreditamos que gestos tão simples como eliminar o papel de algumas das nossas operações comuns têm um grande impacto na redução das emissões e na melhoria da sustentabilidade no nosso quotidiano como empresa e como utilizadores”, referiu a propósito Nicola D’Elia, CEO para Portugal Espanha e Itália do Grupo InPost.

Como parte deste novo programa, a InPost vai fornecer aos ‘ponto pack’ impressoras, papel e tintas sustentáveis que serão utilizadas para imprimir os itens necessários nos casos em que não seja possível eliminar as etiquetas de papel.

“Através da nossa rede, imprimimos com papel e tinta sustentáveis todas aquelas etiquetas que o utilizador imprimia anteriormente em casa. Uma das muitas medidas que foram implementadas na nossa empresa para alcançar o nosso objetivo de ser Net Zero até 2040″, revela Nicola D’Elia.

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Retalho

Leroy Merlin e Staples aliados no regresso às aulas

A Leroy Merlin e a Staples acabam de lançar uma campanha especial que pretende fazer a diferença na lista de compras e preparação deste regresso às aulas.

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Até dia 20 de agosto, todos os clientes com cartão da Casa ou clube Leroy Merlin Pro que fizerem compras iguais ou superiores a 100€, em qualquer loja, site ou app da retalhista, recebem um vale de 20€ para gastar nas lojas físicas e online da Staples.

Ana André, diretora de marca, aquisição e growth da Leroy Merlin Portugal, reconhece “que a preparação para o novo ano letivo envolve uma série de despesas significativas” e por isso “esta campanha tem potencial para fazer a diferença. A nossa missão é estar ao lado dos portugueses em todos os momentos da sua vida, e numa altura de regresso às aulas, reforçamos ainda mais esse compromisso. Sabemos que são muitos os pais que aproveitam esta altura para preparar as suas casas, para iniciar a época de estudos, e é por isso que nos juntámos à Staples, de forma a garantir tudo o que precisam para conseguir um ambiente de estudo e trabalho mais funcional e agradável. Juntos, lançamos o toque de entrada para um regresso às aulas mais tranquilo, acessível e vantajoso para todos os clientes da Leroy Merlin.”

Já João Paulo Peixoto, diretor geral da Staples, acrescenta que “temos levado a cabo parcerias táticas em momentos-chave do ano, como esta, com a Leroy Merlin, uma marca forte, reconhecida a nível nacional e com forte abrangência geográfica. Esta campanha visa impactar uma tipologia de clientes com necessidades de compra que se complementam entre as marcas, numa altura do ano relevante do ponto de vista de orçamento das famílias, que ficarão certamente felizes por receberem descontos para as suas compras de regresso às aulas, em compras na Leroy Merlin”.

 

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Não Alimentar

Refurbed abre em Portugal marketplace de produtos recondicionados

A Refurbed, marca mundial de equipamentos recondicionados, entrou agora em Portugal, que passa a ser o seu 11º mercado europeu.

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A Refurbed afirma que vai aplicar em Portugal o conceito de compras sustentáveis, de economia circular e de um marketplace de produtos eletrónicos e de desporto, até 40% mais baratos.

Com Portugal a integrar o seu portefólio, o marketplace online de produtos recondicionados, fundado em 2017 na Austria, passa a estar representada em 11 países europeus.

Kilian Kaminski, co-fundador da marca esteve em Portugal para o seu lançamento e disse acreditar que Portugal “tem todas as condições para abraçar este tipo de consumo, mais consciente, observamos compradores com fortes preocupações ambientais, com elevados níveis de confiança nos comerciantes de eletrónicos e com hábitos de compras online cada vez mais consistentes”.

A marca afirma que uma das suas apostas é na literacia dos consumidores. “É importante perceber a diferença entre produtos em segunda mão e recondicionados. Estes últimos passam por um rigoroso processo de restauro e verificação, que lhes garante qualidade e desempenho comparáveis a produtos novos, e com garantia”, afirma Francisco Esteves, country manager da Refurbed Portugal.

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ESG

Delta é a marca para a qual a sustentabilidade mais contribui para o valor financeiro

Segundo a OnStrategy, a EDP e a Delta lideram o ranking das marcas com mais valor de ESG em Portugal. O estudo conclui que sustentabilidade já devia contribuir com 19,8% para o valor financeiro das marcas portuguesa mas nas 100 mais valiosas o contributo direto é de apenas 12,7%.

Quando falamos de sustentabilidade e de marcas portuguesas, a EDP e Delta lideram o ranking de valor financeiro. Os dados são da OnStrategy que desenvolveu um trabalho que analisa o impacto económico da sustentabilidade no valor financeiro das marcas. Este estudo segue as normas ISO10668 (avaliação financeira de marca) e ISO20671 (avaliação de estratégia e força de marca).

A sustentabilidade deveria representar 19,8% do valor financeiro das marcas portuguesas mas as 100 marcas mais valiosas do país registam apenas uma contribuição de 12,7%. Para a consultora multidisciplinar focada na criação e otimização do valor financeiro das marcas e organizações dos seus clientes e parceiros, este desfasamento revela o potencial inexplorado no impacto económico da sustentabilidade.

A EDP destaca-se como a marca portuguesa com o maior valor financeiro associado à sustentabilidade, totalizando 406 milhões de euros. A Galp Energia, Pingo Doce, Continente, Super Bock, The Navigator Company, CTT, Worten, Parfois, Sagres fazem parte do Top25 deste ranking divulgado pela OnStrategy.

A Delta é a marca onde a sustentabilidade mais contribui para o valor financeiro, com 16,8%, estando mais próxima do seu valor potencial de contribuição.

Ranking_ESG_ OnStrategy

De acordo com João Baluarte, partner da OnStrategy, as organizações enfrentam quatro grandes desafios no âmbito da sustentabilidade: o que fazer, como fazer, o que comunicar e como comunicar que são essenciais num contexto em que as questões de sustentabilidade se tornaram uma obrigatoriedade legislativa.

“O mundo enfrenta desafios de sustentabilidade cada vez maiores e que se tornaram uma obrigatoriedade para as organizações até por via legislativa, e nos últimos anos foram desenvolvidas políticas e requisitos que as organizações têm de cumprir no âmbito da agenda de sustentabilidade”, sublinha.

Os quatro desafios são: o que fazer, porque “independentemente do esforço financeiro a que as empresas são chamadas, já existem regras definidas para todos os setores de atividade com calendários de implementação e informação (report) definidos” e como fazer, como vários especialistas “em campo a desenvolver planos de implementação” começa por enumerar.

O que comunicar é também apontado, porque “aquilo que são as obrigações e imposições não coincidem no todo com aquilo que é relevante para os diferentes stakeholders. Há muitos assuntos da agenda de sustentabilidade que têm de ser concretizados mas não têm de ser comunicados no seu todo e de forma igual aos diferentes stakeholders, e aqui reside outro desafio para as organizações sobre os conteúdos relevantes para cada stakeholder (ambiente ecológico e de trabalho, cidadania, governo)”.

Por último, como informar, já que “se estamos a falar de diferentes stakeholders e diferentes contéudos de comunicação, há um último desafio que reside na efetividade da comunicação (inclusive do ponto de vista financeiro) através da seleção dos touchpoints mais eficientes (meios tradicionais e digitais, eventos, patrocínios, marketing direto, ponto de venda)”, conclui João Baluarte.

 

 

 

Sobre o autorAna Rita Almeida

Ana Rita Almeida

Retalho

Nespresso abre em Lisboa um novo formato de boutique

A Nespresso acaba de abrir no Centro Comercial Colombo, um novo formato de boutique focado na experiência do consumidor.

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O novo conceito de boutique, que se estreia em Portugal, tem como mote ‘Cultivar o café como uma arte para fazer crescer o que há de melhor em cada um de nós’ e foi criado para aproximar mais a Nespresso do consumidor. A marca tem como objetivo alargar o novo conceito a várias boutiques do país.

O novo modelo de loja apresenta espaços diferenciados, entre os quais um lounge onde o consumidor “pode provar e descobrir o café como uma arte”, uma zona “focada na circularidade, sustentabilidade”, a área Nespresso&You dedicada à personalização, e uma área de seleção e compra de café, máquinas e outros acessórios, adianta a marca.

“Na Nespresso continuamos a apostar no formato físico, proporcionando a todos os amantes de café uma experiência mais emocional e próxima, que por momentos lhes permita escapar da azáfama do dia-a-dia. Esperamos que esta nova boutique seja apenas o início de um conceito cada vez mais focado na experiência”, explica Jaime de la Rica, business executive officer (BEO) da Nespresso Portugal.

A marca vai lançar um calendário de eventos a realizar no novo espaço, com masterclasses, momentos de degustação, ‘Coffee Talks’ com parceiros da marca sobre projetos relevantes, exibições de arte focadas em café e ações de personalização de máquinas e acessórios.

A 23 e 25 de julho, a marca expande o novo conceito, com a abertura de duas novas boutiques Nano, em Vila Real e Viana do Castelo, respetivamente. Nestes espaços pode ser encontrada uma enorme variedade de café e uma seleção de máquinas e acessórios Nespresso. Os clientes podem ainda entregar as cápsulas Nespresso usadas, que serão posteriormente recicladas, e realizar a degustação dos cafés que tiverem mais curiosidade em experimentar.

A Nespresso conta agora com 28 boutiques em Portugal, sendo a loja do Colombo a primeira a englobar o novo conceito imersivo

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