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Rock in Rio: Um paraíso para as marcas

Criar experiências únicas e diferenciadoras que se perpetuem além do recinto, é um objectivo comum às marcas que apostam no RiR. Saiba o que as marcas andaram a fazer para conquistar o coração dos festivaleiros

Rita Gonçalves
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Rock in Rio: Um paraíso para as marcas

Criar experiências únicas e diferenciadoras que se perpetuem além do recinto, é um objectivo comum às marcas que apostam no RiR. Saiba o que as marcas andaram a fazer para conquistar o coração dos festivaleiros

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Mais de 345 mil pessoas passaram pela cidade do rock na sexta-edição do festival de música.

Criar experiências únicas e diferenciadoras que se perpetuem além do recinto, é um objectivo comum às marcas que apostam no Rock in Rio (RiR) Lisboa. Seja para associar a marca à música, dar a conhecer ou a experimentar novos produtos, aproximar a marca de um público mais jovem, reforçar os laços de proximidade com os portugueses ou pela partilha dos mesmos valores do festival – sustentabilidade e solidariedade – as marcas acreditam que o RiR é um ponto de paragem obrigatório. Damos-lhe a conhecer a estratégia de nove empresas para conquistar o coração dos festivaleiros, dentro e fora do recinto.

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CONTINENTE

“Maior aproximação fora das fronteiras das lojas”

Pela primeira vez como patrocinador oficial do Rock in Rio (RiR) Lisboa, a cadeia de hipermercados Continente faz um balanço positivo da sua participação na edição de 2014 do festival de Verão. “Durante os cinco dias do festival, mais de 2.000 pessoas passaram pela zona de activação do Continente, levando uma boa recordação desta experiência”, revela, em entrevista ao HIPERSUPER, fonte do Continente.

No recinto, a cadeia de hipermercados da Sonae activou dois espaços: um proporcionou uma experiência direccionada a ‘corporate e best clients’ e outro, localizado na Rock Street, com experiências interactivas de música e dança. A marca promoveu ainda um conjunto de activações ambulantes no terreno com oferta de brindes.

“Oferecer serviços e as melhores soluções de poupança”, adequados às expectativas das famílias portuguesas numa altura de grandes desafios, foram os principais objectivos desta participação, além de proporcionar momentos de diversão em família. “A maior preocupação passa por transmitir uma mensagem relevante, enquanto marca, a todas as famílias portuguesas, permitindo criar uma maior aproximação fora das fronteiras das próprias lojas”.

A retalhista lançou o Cartão Dá Rock que permitiu aos portugueses, numa primeira edição, aceder ao festival com 50% de desconto em cartão. “Na edição de 2012, vendemos 22.500 bilhetes. Este ano, foram vendidos o quádruplo dos bilhetes da edição anterior”. A iniciativa revelou-se um sucesso, esgotou em mês e meio, e a empresa lançou uma segunda edição do Cartão com 25% de desconto.

“Em formato de caça ao tesouro, o Continente desafiou ainda os portugueses a descobrirem 500 bilhetes, com a criação de ‘rock points’ em cinco cidades do País”.

HEINEKEN

“Linguagem da música para dialogar com os consumidores”

Propocionar a todos os festivaleiros o prazer de beber uma cerveja ao som de um cartaz de luxo e criar experiências únicas e diferenciadoras, que acabam por perpectuar a experiência do festival e da marca muito além dos dias efectivos do evento, foi o objectivo da participação da marca de cerveja distribuída em Portugal pela Central de Cervejas.

“O balanço da participação no RiR é avaliado ao final de cada ano, visto que a nossa estratégia no território da música é contínua ao longo do ano. No entanto, os primeiros dados indicam que alcançámos os objectivos propostos em comunicação, experimentação e activação da marca”, explica Felipe Gomes, Sponsorship Brand Manager.

A Heineken lançou a campanha – Sobe ao palco mais alto da cidade do rock – uma promoção que decorreu na nova plataforma digital “StarClub” e consistiu na oferta de mais de mil bilhetes para o festival. A marca reservou algumas surpresas para o recinto, como o slide, a experiência mais radical da cidade do rock, ou o Green Rock, local onde, através da plataforma digital, os festivaleiros podiam trocar copos vazios por pontos para ganhar prémios.

“Além de gerar notoriedade, o RiR tem tudo a ver com a Heineken. É um evento tão internacional quanto a nossa marca e que atrai uma multidão de pessoas ligadas ao mundo da música e dispostas a vivenciar novas experiências. Este evento é uma forma de nos aproximarmos desse grande público, e de usarmos a linguagem da música e das novas tendências para dialogar e estreitar a relação com os consumidores. As activações no recinto permitem à marca estar junto do seu público de uma forma verdadeiramente envolvente e participativa, que serão lembrados durante muito tempo”.

Para calcular o retorno do investimento, a marca considera os indicadores de eficácia, através da notoriedade e preferência da marca, assim como o respectivo impacto nas vendas antes, durante e depois do evento.

“Queremos criar sempre ao longo do tempo experiências únicas e diferenciadoras que aumentem a relação de proximidade da marca com o público”, remata Felipe Gomes.

KFC

“Abordagem mais entusiástica e extrovertida no atendimento”

A participação da Kentucky Fried Chicken no RiR teve dois objectivos principais, explica em entrevista ao HIPERSUPER Elísio Ribeiro, Operations Manager da cadeia de fast food. “Em primeiro lugar, estar perto dos fãs da marca, indo ao seu encontro num local bastante diferente da nossa tipologia de restaurante, oferecendo a possibilidade de consumirem e se relacionarem com a marca”. O segundo objectivo foi “levar os colaboradores, oriundos de quase toda a rede de restaurantes em Portugal, para um ambiente diferente, onde a tónica é o envolvimento e convívio entre todos, ambiente esse que gostamos de promover nestes eventos”.

Através de um restaurante móvel, criado especialmente para eventos de grande afluência de público, a marca tinha à venda alguns dos seus ‘best-sellers’. Nos cinco dias do evento, a KFC vendeu mais de 44 mil artigos.

Para se distinguir dos restantes espaços no recinto, a marca apostou “na decoração do restaurante, com um balcão de oito metros e dez pontos de venda, e cerca de 30 colaboradores, que mostram bem a capacidade de serviço que quisémos prestar no evento”. A marca aproveitou ainda para trabalhar uma nova abordagem no atendimento mais “entusiastica e extrovertida”, sublinha Elísio Ribeiro.

Mais do que aumentar as vendas, o objectivo com esta participação é o “sorriso e alegria dos fãs. Numa primeira fase, não a mais importante, podemos avaliar a estrutura de custo desta operação – custos de deslocação, ‘fee’ de permanência no evento, custo de produtos e pessoal, entre outros – contra as vendas efectivas no espaço. Mas, o maior retorno é o facto de termos levado uma vez mais a nossa marca para um evento de refência em Portugal, podermos contactar com os nossos fãs e surpreendê-los com os nossos produtos e serviço prestado”.

McDONALD’S

“Impactámos um grande número de consumidores para o novo produto”

 

É uma estreia no RiR. A McDonald’s participou em 2014 pela primeira vez no festival para dar a conhecer as novas bebidas: iced fruit smoothies (gelo picado, iogurte e fruta) e iced frappés (café com gelo picado, chantily e topping). “Impactámos um grande número de consumidores para o novo produto”, revela um porta-voz da marca. “Sendo um evento por onde passam milhares de pessoas, é um palco privilegiado de contacto com as marcas. O nosso objectivo era criar notoriedade e experimentação e estes foram alcançados”.

A participação teve lugar através de um espaço próprio onde estiveram à venda as novas bebidas e de uma equipa que circulou pelo recinto com acções de degustação e a promover ‘happy hours’ no espaço da cadeia de fast food.

“Criámos um espaço em tudo diferenciador, alusivo ao conceito do produto – frescura. Além do local de venda e oferta de produto, criámos animações com o público no recinto, com promotores com roupas alusivas à neve, remetendo para a frescura do produto e promovendo momentos de diversão e boa disposição”.

Segundo a mesma fonte, “não é fácil medir de uma forma correcta o retorno de uma acção deste tipo mas o balanço é positivo dado o número de pessoas que foram impactadas pela nova categoria de bebidas”.

NOVO DIA CAFÉS

“Projectar a marca junto de um consumidor urbano e exigente”

A marca do grupo Riberalves representa também uma estreia no RiR. Foi o café oficial do evento, assegurando o fornecimento em áreas públicas e de acesso exclusivo. O objectivo, explica Bernardo Alves, director-geral da Novo Dia Cafés, é dar a conhecer o lançamento da nova imagem e os novos produtos, além de consolidar a presença da marca a nível nacional. “Sobretudo, projectar a marca junto de um consumidor urbano e exigente. Além da exposição mediática, a associação ao festival pareceu-nos muito apropriada, por todos os valores e capacidade de intervenção ao nível social e ambiental”.

Apesar de o café não ser a bebida por excelência de um festival de Verão, Bernardo Alves acredita que quem procura esta bebida pode ser surpreendida pela qualidade e “ficar na marca”. “Fizémos prova dessa qualidade perante dezenas de milhares de pessoas, muitas de Lisboa, mercado onde temos vindo a apostar recentemente”.

A marca desenvolveu quatro pontos de venda, inspirados na nova imagem da marca, e algumas acções de activação, como passatempos nas redes sociais e a oferta de mil caixas de café em cápsula, o novo produto da marca, ao longo dos cinco dias de festival.

O director-geral da Novo Dia Cafés acredita que há uma correlação entre a participação neste tipo de evento e o aumento das vendas, embora este seja um trabalho de “presença e persistência. O retorno nunca é imediato. Estamos a dar notoriedade à marca, a consolidá-la e ganhar pontos para o futuro”.

PRIMOR

“Dar a conhecer, explicar e convidar a provar a marca”

A participação da Primor no RiR não foi um acto isolado, mas incorpora um plano estratégico da marca com três grandes objectivos: dar a conhecer, explicar e convidar a provar a marca.

“Embora sejamos uma marca com mais de 50 anos de experiencia, a sul do País persiste alguma confusão entre a nossa marca e uma outra de lacticínios. Ou seja, quando é explicado ao consumidor de que Primor se trata, o consumidor reconhece a nossa marca, mas, espontaneamente, há ainda alguma confusão. Para esclarecer e posicionar os nossos produtos em definitivo na mente dos consumidores, adoptámos um novo formato de comunicação, de proximidade, a nossa Sanduicharia. O que é a sanduicharia e o que nos permite comunicar? É um espaço de venda dos nossos produtos em formato sanduiche, que nos permite cumprir com os três objectivos identificados”, sublinha Miguel Marques, Marketing&Sales Director do Grupo Primor.

“É certo que, aliado ao formato de comunicação, a Sanduicharia Primor é um espaço ‘comercial’ e, nesse âmbito, podemos mesmos dizer que as expectativas de vendas foram ultrapassadas. Ganhámos ainda o Prémio Rock in Rio Atitude Sustentável, na categoria de loja”.

Para se distinguir das restantes marcas presentes no evento, a Primor apostou na conjugação do que se passa na loja com a activação da marca. “A nossa intenção é sempre conseguir impactar os consumidores que estão no recinto, conseguindo trazê-los até ao nosso espaço. É lá que mostramos a essência da marca, e é lá que os consumidores conseguem ter uma experiência de consumo diferente. Como se trata acima de tudo de um veículo de comunicação e não ‘comercial’, fazemos questão de oferecer aos consumidores algo que é difícil neste tipo de eventos: a frescura de uma sandes feita no momento, com ingredientes fatiados na hora. A frescura dos ingredientes e o cuidado em rechear bem as nossas sandes, acaba por tornar-se em algo único, diferenciador”.

Quanto ao retorno do investimento, é difícil de mensurar, considera Miguel Marques. “A componente comercial da sanduicharia contribui para diluir custos, mas não tem como principal propósito a facturação. Comunicação é a palavra de ordem”.

PORTUGÁLIA

“Levar os festivaleiros do RiR para o restaurante”

A cadeia portuguesa é uma repetente. Depois de ter participado em 2012, a Portugália regressa ao RiR com a intenção de se aproximar de um público mais jovem, explica Marina Duarte, responsável pela área de eventos. “A excelência do espaço, a qualidade dos artistas e toda a dimensão que o festival tem na sociedade portuguesa, fazem do RiR um ponto de paragem obrigatório. Sabíamos que tinhamos de estar presentes para aproveitar esta oportunidade de levar a marca a um público mais jovem. Somos cada vez mais uma marca com quem portugueses de todas as idades se identificam. Agora é tempo de continuar a trabalhar para fortalecer esta relação de confiança. Estamos a trabalhar no sentido de conjugar acções como esta com a presença em redes sociais. A notoriedade da marca e o novo target, são objectivos que vamos trabalhar a médio e longo prazo”.

Para se diferenciar no recinto, a marca apostou numa loja, com uma imagem mais ‘trendy’ e um ‘lettering’ mais arrojado’, bem à medida dos festivaleiros. Além de distribuir merchadising, a marca vendeu croquetes um pouco por todo o recinto e lançou uma promoção que incluiu a distribuição de vauchers de oferta de um menu Bife, a ser utilizado à ‘posteriori’ no Portugália Balcão.

“É um trabalho intenso mas compensador. Trabalhamos o retorno directo logo no final do festival, com o cálculo dos custos e proveitos nos dias do evento. Há depois todo um trabalho de pesquisa e estudo de mercado para perceber o impacto da nossa presença junto dos clientes. Trabalhamos de forma contínua análise de comentários nas redes sociais, números de gostos, as partilhas e sugestões. É aqui que vemos qual a notoriedade que a marca consegue alcançar junto dos seus consumidores”.

Há uma correlação entre a participação nestes festivais e o aumento das vendas? Sim, no caso de haver prmoção de ‘cross selling’, acredita Marina Duarte. “Sendo a presença nos festivais mais assídua, é expectável que a correlação seja mais directa e evidentes nos períodos logo após o festival. O facto de estarmos com promoções nas nossas lojas, fruto de acções no RiR, também pode levar a um aumento das vendas”.

SUMOL+COMPAL

 “Existe sempre um retorno directo e imediato para as marcas”

Parceria do RiR desde a primeira edição, a empresa portuguesa participa pela terceira edição consecutiva no festival com as marcas Pepsi e Água da Estrela. “O RiR é um evento de grande dimensão, que tem gerado uma grande mobilização nos portugueses, com uma filosofia pensada para as marcas que tenham visibilidade e para o que público usufrua de uma maior oferta de entretenimento, além da música”, explica João Nuno Pinto, Marketing Manager na Sumol+Compal.

Cada marca teve os seus objectivos. Com este patrocínio, a Pepsi reforça o seu lema mundial “Live for Now”, dirigido especialmente aos mais jovens, alinhado com o posicionamento de viver cada momento ao máximo. Esta é mais uma aposta da marca na área da música, uma das plataformas globais da marca e com a qual mantém uma associação muito forte ao longo dos anos. A Água Serra da Estrela, conhecida pelo seu compromisso com os valores da sustentabilidade, associa-se ao maior evento de música do mundo que, utilizando a música como linguagem universal, se tem destacado pelos seus projectos sociais e também de sustentabilidade. Trata-se da união de duas marcas fortes que partilham interesses e objetivos comuns”.

A Serra da Estrela lançou uma edição especial para o RiR que esteve disponível no canal Horeca, desde Abril, para dar a conhecer a todos que é a água oficial do evento. A Pepsi, por sua vez, lançou uma edição comemorativa dos 10 anos do festival e a campanha ‘Pepsi leva-te ao RiR e tu levas quem quiseres’, tendo activado a marca antes, durante e depois do evento, com diferentes acções publicitárias que chegaram à grande distribuição.

“No recinto tivémos bares decorados com as cores da Pespsi, equipas de animação itinerantes e um espaço de activação da marca. As acções que a marca realizou no recinto tiveram grande impacto junto do público-alvo diversificado, proporcionado experiências únicas e diferenciadoras num momento que activa as atitudes positivas nos consumidores”.

No que diz respeito ao retorno, existe sempre e é imediato para as marcas, sublinha João Nuno Pinto, “não só devido às activações antes do evento que se realizaram na Grande Distribuição e no canal Horeca, mas também porque as marcas estiveram disponíveis nos bares e na venda directa, através do mochileiros”.

TELEPIZZA

“Ajudar os festivaleiros a tirar o máximo partido dos momentos de prazer partilhado”

“A activação de marca associada à música, uma das áreas cujo interesse é transversal ao universo dos nossos consumidores, procurando proporcionar mais sabor aos grandes momentos vividos por todos”, foi o objectivo da participação da Telepizza no RiR, sublinha João André, director de marketing, acrescentando que “a tudo isto não pode ser alheio aproveitarmos igualmente para que as receitas aí geradas nos ajudem a suportar todo o investimento que para o efeito temos que dedicar”.

A cadeia de fast food potenciou e reforçou a relação da marca com a música, por um lado, e, ao mesmo tempo, pretendeu ser um facilitador para que as pessoas tirem o máximo partido dos momentos de prazer partilhado e desfrutem de uma alimentação de cariz mediterrânico. Por outro lado, pretendeu assegurar um serviço adaptado aos requisitos do evento e acessíveis em preço, mantendo os preços praticados na edição anterior, refere João André.

“Pela primeira vez, experimentámos a venda ambulante, no sentido de estarmos ainda mais próximos dos festivaleiros e facilitarmos o acesso aos nossos produtos. Por outro, num ano em que lançámos o novo posicionamento de marca, procurámos reproduzir e apresentar no evento, de uma forma tão fiel quanto possível, a imagem que estamos a implementar em todos os nossos estabelecimentos”.

A associação da marca ao Rock in Rio-Lisboa começou antes do evento. “Antecipámos a nossa presença, através de uma campanha multimeios de activação de marca, em que, entre outros aspectos, lançámos a Pizza Rock in Rio e utilizámos um conjunto de suportes para o difundir. Durante o evento, tivemos a preocupação de marcar a nossa presença através de espaços distintos e diferenciados, um na Rock Street e o outro numa zona lateral ao Palco do Mundo, ambos sinalizados e decorados com a nova identidade da marca – O Segredo está na Massa”.

O retorno é calculado com base no resultado operacional que as receitas geram e na experiência que os consumidores têm com a marca, “que procuramos avaliar, integrados em ‘surveys’ que realizamos posteriormente, explica o director de marketing da Telepizza. “A performance de vendas, num operador com as nossas características, é objectivamente medível apenas durante o evento em si. Todos os efeitos colaterais têm impacto fundamentalmente ao nível do ‘equity’ da marca e não é algo que se sinta no imediato, é resultado de um trabalho e de uma ligação a eventos desta natureza de forma duradoura e sustentável”.

 

 

Sobre o autorRita Gonçalves

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Arlindo Cunha, presidente da CVR Dão

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Dão Invicto vai apresentar os vinhos do Dão ao público do Porto

“O Dão Invicto é um evento de contato direto com consumidores, que visa apresentar os vinhos do Dão ao público da cidade do Porto”, refere ao Hipersuper o presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR Dão), Arlindo Cunha.

O Dão Invicto, evento de vinhos que celebra a tradição vitivinícola da região do Dão, está de regresso e realiza-se este ano a 19 e 20 de julho, no Mercado do Bolhão, Porto.

Na edição de 2024, cerca de 20 produtores da região vão dar a provar os seus vinhos. Haverá ainda diversas provas comentadas por especialistas convidados, em que será dado destaque a diferentes especificidades dos vinhos Dão, como monovarietais das castas Encruzado, Touriga-Nacional, Alfrocheiro ou Jaen.

“Também teremos porta-vozes disponíveis para falar sobre o evento e outros temas que têm estado na agenda mediática nos últimos tempos”, revela o presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR Dão), ao Hipersuper.

“O Dão Invicto é um evento de contato direto com consumidores, que visa apresentar os vinhos do Dão ao público da cidade do Porto”, destaca Arlindo Cunha, acrescentando que apesar de não se destinar especificamente ao enoturisto, ao escolher o Mercado do Bolhão para a edição deste ano, a CRV Dão “teve também o propósito de captar turistas que, provando os nossos vinhos, serão também um fator de divulgação dos mesmos”.

O responsável recorda que a Comissão tem desenvolvido várias atividades relacionadas com o enoturismo, muitas das quais através da Rota dos Vinhos do Dão, que conta neste momento com cerca de 50 aderentes em toda a região, ou através da presença em feiras nacionais e internacionais especializadas em turismo e enoturismo.

Vinhos complexos, longos e equilibrados

O Dão têm características próprias, vincadas pelas castas nativas ou ali radicadas há muito, como Touriga-Nacional, Encruzado, Alfrocheiro, Jaen, Bical, Malvasia-Fina, Cerceal ou Uva Cão, que originam uma “complexidade de vinhos” com “caráter e elegância”, que se distinguem “pela sua frescura, complexidade e equilíbrio, pela sua longevidade e vocação eminentemente gastronómica”, apresenta o presidente da CVR Dão.

“Esta enorme diversidade genética da vitis vinífera, traduzida em cerca de 70 castas devidamente identificadas e caracterizadas pelo Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão, levou o crítico internacional de vinhos Paul White a afirmar que o Dão é a ‘Arca de Noé’ das castas portuguesas”, sublinha Arlindo Cunha.

Em 2016, no âmbito do PO Centro 2020, a CVR Dão foi uma das cinco comissões vitivinícolas a integrarem o Projeto Estratégico de Apoio à Fileira do Vinho na Região Centro, que teve como objetivo incentivar a promoção dos vinhos da Região Centro – Dão, Bairrada, Beira Interior, Lisboa e Tejo.

Investimento em I&D

A par das ações de promoção, a CVR Dão tem investido em projetos que aliam as especificidades endógenas à investigação e inovação.

Foi o caso da caracterização do comportamento agronómico de Encruzado e Touriga Nacional, “duas castas de elevado potencial para a região do Dão”, em várias parcelas da região, em conjunto com o Instituto Politécnico de Viseu (IPV). “Este projeto encontra-se agora num terceiro ciclo, através do programa PROVERE – ‘Estratégia para a Valorização da Fileira dos Vinhos’, onde se pretende continuar esta caracterização, bem como desenvolver outras linhas de I&D aplicada à fileira”, explica Arlindo Cunha.

Em 2021, a Comissão definiu uma Agenda de Investigação, Desenvolvimento e Inovação para a Região do Dão, para dar resposta às necessidades de base científica do setor para para melhorar a sua competitividade. Nesse âmbito, em 2022 foi estabelecida a implementação do Polo do Dão do CoLAB Vines & Wines, financiado pela Missão Interface, da Fundação para a Ciência e Tecnologia. O Polo do Dão, resulta da parceria entre a CVRD, a ADVID, a CCDRC e o IPV.

E no âmbito do PRR – Agenda Mobilizadora Vine & Wine.PT, a CVR Dão é um dos parceiros do projeto ‘Biogrape Sustain’, que tem como objetivo caracterizar variedades autóctones com elevado potencial para a qualidade e autenticidade dos vinhos do Dão, tendo iniciado este projeto em 2022.

O Dão Invicto 2024, que inclui a realização de workshops de vinho, tem as portas abertas no Mercado do Bolhão entre as 15h e as 20h.

Sobre o autorAna Grácio Pinto

Ana Grácio Pinto

Bebidas

Cervejas do Super Bock Group distinguidas no Finest Beer Selection

Competição que reconhece apenas as cervejas que alcançam 90 ou mais pontos numa escala de 100, premiou quatro referência do Super Bock Group.

Hipersuper

Super Bock Selecção 1927 Bavaria Weiss, Super Bock Coruja, Super Bock Free Preta e Super Bock Selecção 1927 Japanese Rice Lager foram as quatro referências do Super Bock Group distinguidas no concurso Finest Beer Selection.

Promovida por Doemens e Meininger Verlag, dois especialistas do setor com vários anos de experiência, a competição reconhece apenas as cervejas que alcançam 90 ou mais pontos numa escala de 100, “refletindo a excelência e a mestria cervejeira de cada cerveja a concurso”, sublinha o Super Bock Group num comunicado.

No concurso Finest Beer Selection, cada cerveja é submetida a uma análise sensorial intensiva e a uma descrição detalhada antes da avaliação individual pelo júri de especialistas internacionais. As cervejas são analisadas aromaticamente e pontuadas de forma individual, garantindo uma avaliação justa e rigorosa.

A Super Bock Selecção 1927 Bavaria Weiss recebeu 92 pontos, a Super Bock Coruja IPA recebeu 91 pontos e as Super Bock Selecção 1927 Japanese Rice Lager e Super Bock Free Preta foram classificadas com 90 pontos.

A entrega de prémios realizou-se a 15 de julho, em Neustadt an der Weinstrasse, Alemanha.

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Bebidas

Nova campanha do gin premium português Adamus

Campanha do gin premium Adamus convida os portugueses a refletirem sobre o significado de sucesso que realmente importa: o de cada um de nós. 

Hipersuper

Partindo da pergunta “Sucesso é ter milhões… de quê?”, a nova campanha do gin premium português Adamus reforça que “é tempo de reavaliar a nossa definição de sucesso” e convida o público a fazê-lo através do site www.youmadeit.pt.

Numa carta digital enviada aos clientes, os fundadores de Adamus (Carlos Santos, Pedro Carvalho e Sara Baía)  assumem que criaram a bebida que queriam, sem olhar a custos, e que começaram “a perceber como partir dela para deixar um impacto maior no mundo”.

Por isso, oferecem 20% de desconto numa primeira encomenda no site da marca como agradecimento a todos os que preencham o questionário e ajudem nesta importante recolha de informação sobre o tema. Na mesma carta, assumem o compromisso de que este inquérito será o ponto de partida para se “pensar numa forma de educar, de mostrar visões diferentes, de abrir caminho para que cada um de nós possa lutar por aquilo que, para si, é o verdadeiro sucesso”.

Pedro Girão, CEO da Triber Agency, explica que “neste percurso que temos feito com a marca, fomos ouvindo cada vez mais o nosso cliente e entendendo melhor as suas dores, angústias e reflexões”. E foi essa ligação ao cliente que mostrou que “pessoas que a sociedade vê como tendo sucesso e pessoas que ainda trabalham para isso, têm  um desafio comum: tentar que esse sucesso traga mais felicidade do que ausências, perdas, desencontros importantes…”. Por isso, sublinha, “quisemos trazer qualquer coisa que pareça estranho numa primeira leitura e que nos deixe a pensar numa segunda, partindo para uma reflexão que é pessoal e pode mudar os rumos de algumas vidas”.

O brand manager de Adamus, Daniel Marques, acrescenta que “este partir do cliente, ouvi-lo e entendê-lo é o que faz de Adamus uma marca tão especial”. Por isso, “sentimos que o conceito apresentado pela Triber nos permite dar um passo em frente em termos de marca: já o fazíamos com as nossas bebidas e agora fazêmo-lo também em termos emocionais e sociais, colocando um tema que preocupa os nossos clientes na ordem do dia”.

Esta campanha é mais uma peça importante na estratégia global da marca, que tem tido crescimento a nível nacional e internacional lembra Pedro Girão que acrescenta que “o trabalho entre a Triber e o cliente nesse sentido tem sido profundo, para que se encontre a consistência de marca num processo lento mas intenso.”

“Primeiro com o You Made It e agora com nova campanha associada à sensação de conquista e de sucesso, mas numa perspetiva que foge ao objetivo puro e duro de promoção da mesma; mas também nas coisas invisíveis, como o cada vez maior alinhamento entre a estratégia de marketing e de vendas, que tem dado resultados inequívocos e que nos mantém no caminho rumo ao objetivo de afirmar Adamus como o gin #1 em Portugal”, exemplifica.

 

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Exportação

AEP leva comitiva de 20 empresas à Feira Internacional de Angola

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) está a organizar a participação nacional na 39ª edição da FILDA, em parceria com a AICEP e a CCIPA.

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Em parceria com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Câmara de Comércio e Indústria de Portugal-Angola (CCIPA), a Associação Empresarial de Portugal (AEP) vai levar uma comitiva de 20 empresas nacionais à FILDA 2024, que decorrerá entre 23 e 28 de julho na UENJI Arena – Angola Business Center, Zona Económica Especial, em Luanda.

A realização da FILDA coincide com a visita oficial do primeiro-ministro de Portuga, Luís Montenegro, a Angola, que, além de participar no Fórum Económico Angola-Portugal, a 24 de julho, visitará o Pavilhão Nacional na feira e todas as empresas participantes.

“Naquela que é a sua 11ª participação na FILDA, o maior evento comercial de dimensão internacional em Angola, a AEP considera esta uma oportunidade para as empresas portuguesas consolidarem a sua presença neste mercado e fortalecerem as relações comerciais entre ambos os países”, refere um comunicado divulgado pela AEP.

“Apesar do desafiante momento que Angola vive, confiamos que a resiliência da economia angolana a coloca no caminho da recuperação, o que impactará positivamente as quase cinco mil empresas portuguesas que exportam para o país”, sublinha Luís Miguel Ribeiro, presidente do conselho de administração da AEP.

Arcen Engenharia, Azcôa, Azeol, Fieldairtech, Grupel, HRV, Labman, Lacto Serra, Macro-Frio, Metalúrgica do Tâmega, Procadimoldes, Costura Ponto, Ventisec, Cartonex, Abílio Carlos Pinto Felgueiras, Afaplan, Ernesto Grilo Sucessores/GRILO, Plastidom, Decorgesso, El Corte Inglés, são as empresas que integram a comitiva. Integram todas, à exceção do El Corte Inglés, o projeto BOW – Business on the Way, que em 2023 promoveu a participação de mais de 200 empresas em 27 ações, entre feiras internacionais e missões empresariais, em 23 mercados distintos.

Angola é 9º cliente português

Informações da AICEP referem que Angola é a terceira maior economia da África Subsaariana, segundo maior produtor petrolífero do continente africano e um país rico em recursos naturais, com destaque para o setor dos hidrocarbonetos, que representa cerca de 50% do PIB e 90% das exportações (baseadas em commodities e pouco diversificadas).

“De acordo com o Comtrade, os cinco principais fornecedores de Angola, em 2022, foram a China (16,0%), Portugal (10,7%), a Coreia do Sul (9,2%), os Países Baixos (6,8%) e a Índia (6,1%). Estes mercados representaram, em conjunto, 48,9% do valor das importações”, informa a AICEP.

As importações de Angola registaram um valor de 18 mil milhões de dólares em 2022 (11 mil milhões em 2021), com os combustíveis minerais (22,4%), as máquinas e aparelhos (18,7%), os produtos agrícolas (14,2%), os produtos químicos (9,3%) e os veículos e outro material de transporte (9,1%) a serem os cinco principais grupos de produtos importados.

Segundo o INE, Angola foi o nono destino das exportações portuguesas de bens em 2022, com uma quota de 1,8%, ocupando a 27ª posição ao nível das importações (0,6%). Ao longo do período 2018-2022 houve um crescimento médio anual das exportações de 2,8% e de 136,7% nas importações. A balança comercial de bens foi favorável a Portugal, tendo apresentado um excedente de 799 milhões de euros em 2022.

Na estrutura das exportações destacam-se as máquinas e aparelhos (29,0%), os produtos químicos (11,8%), os produtos agrícolas (10,7%), os produtos alimentares (10,1%) e os metais comuns (9,3%). Os principais grupos de produtos importados foram os combustíveis minerais (95,1%), os produtos agrícolas (2,8%), os minerais e minérios (0,6%), a madeira e cortiça (0,5%) e as máquinas e aparelhos (0,3%).

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Buy Now Pay Later já entrou nos hábitos de consumo dos portugueses

Portugal é, atualmente, o segundo país europeu onde o BNPL é mais adotado, ficando apenas atrás da Alemanha, recorrendo ligeiramente mais aos pagamentos a prestações (59%) do que aos pagamentos diferidos (57%).

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O mercado do Buy Now Pay Later (BNPL) tem vindo a crescer em toda a Europa, com quase 7 em cada 10 dos consumidores a utilizarem este método de pagamento (68%). Esta é uma das conclusões do estudo anual sobre as tendências no setor dos pagamentos, realizado pela FLOA em parceria com a Kantar, que revela que o pagamento fracionado e o pagamento diferido são amplamente adotados como solução de pagamento e esperados pelos consumidores aquando do planeamento de uma compra.

De acordo com o mesmo estudo, 71% dos portugueses já utilizaram o BNPL no mercado nacional, 41% dos quais são utilizadores regulares. Esta percentagem está alinhada com a tendência geral de utilização na Europa: 68% dos europeus utilizam o BNPL e 44% são utilizadores regulares.

Portugal é, atualmente, o segundo país europeu onde o BNPL é mais adotado, ficando apenas atrás da Alemanha, recorrendo ligeiramente mais aos pagamentos a prestações (59%) do que aos pagamentos diferidos (57%).

Além disso, 51% dos utilizadores nacionais fazem uma a três compras por ano recorrendo a estas soluções (40% à escala europeia). 26% dos portugueses fazem oito compras ou mais (40% dos utilizadores europeus) por ano com soluções BNPL.

O estudo destaca o uso crescente de BNPL para compras de eletrodomésticos (50%), que é a primeira categoria de produtos pagos com soluções BNPL em 2023. Os produtos tecnológicos estão em segundo lugar (44%) e as viagens (34%) em terceiro lugar.

O BNPL é utilizado pelos portugueses, em primeiro lugar, como uma solução para fazer face a acontecimentos inesperados (64%), mas é também uma forma de comprar produtos mais qualitativos ou sustentáveis (49%) ou de se agradar a si próprios (39%).

Alexandre Carrera Lejeune, responsável da FLOA para a Península Ibérica, declara que “os estudos realizados anualmente em conjunto com a Kantar desempenham um papel fundamental para conhecer a opinião dos portugueses sobre os diferentes meios de pagamento e, em particular, sobre o uso de soluções BNPL”.

“Os resultados mostram que, tanto online como nos pontos de venda físicos, a utilização de métodos de pagamento digitais está a aumentar, e o BNPL não é exceção. Devido à sua capacidade de proporcionar maior flexibilidade orçamental, esta solução está a ser adotada por um número crescente de portugueses”, acrescenta.

Método de pagamento é o segundo critério mais importante para os consumidores na escolha de uma marca em Portugal

A importância do BNPL está muito ligada à experiência do cliente e prova disto é que o tipo de método de pagamento disponível é o segundo critério mais importante para os consumidores na escolha de uma marca em Portugal (37%), a par da notoriedade da mesma. É também um fator valorizado na medida em que mais de metade dos utilizadores portugueses de soluções BNPL (54%) mudaria de ponto de venda se este método de pagamento não lhe fosse disponibilizado.

Online, os consumidores portugueses continuam a enfrentar algumas situações incómodas: a recusa de uma facilidade de pagamento (95%) e a necessidade de descarregar uma aplicação (90%) continuam a ser as mais incómodas e podem mesmo levá-los a desistir da mesma (56% e 57%, respetivamente).

Já em pontos de venda físicos, a recusa de uma facilidade de pagamento (93%) ou de um método de pagamento (92%) e a necessidade de comunicar informações pessoais (90%) são as mais incómodas e podem levá-los a abandonar o estabelecimento (mais de 40%).

Sensíveis à qualidade dos produtos que escolhem, 74% dos portugueses estão dispostos a pagar mais por produtos de melhor qualidade ou mais sustentáveis.

Neste sentido, o BNPL pode ajudar no caminho para um consumo mais sustentável, uma vez que 49% dos utilizadores portugueses o consideram como uma forma de adquirir bens de maior qualidade ou mais responsáveis do ponto de vista ambiental.

Além disso, mais de um terço (37%) sentir-se-ia encorajado a comprar em segunda mão se soluções de BNPL estivessem disponíveis facilmente para este tipo de compra.

O estudo Payment Trends, realizado pela FLOA em parceria com a Kantar em 2023, envolveu mais de 4.000 inquiridos distribuídos geograficamente em França, Espanha, Bélgica, Itália, Portugal, Alemanha e Países Baixos.

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Logística

InPost implementa envios sem etiquetas para encomendas enviadas ou devolvidas

Os utilizadores que levantem ou enviem encomendas para um ‘ponto pack’ da InPost não precisam imprimir etiquetas em casa, basta mostrar no ecrã do telemóvel um código QR.

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A InPost vai implementar em Portugal o ‘Envio sem etiquetas’, um programa que permite aos utilizadores não imprimir qualquer etiqueta para levantar as suas encomendas, bastando mostrar um código QR no ecrã do telemóvel.

O novo programa centra-se na redução do uso de papel e tinta utilizados para etiquetas que acompanham as encomendas enviadas ou devolvidas.

“A partir de agora, os utilizadores que levantem ou enviem as suas encomendas para um ‘ponto pack’ da InPost não precisam imprimir etiquetas em casa. Para o fazerem, basta mostrar no ecrã do telemóvel um código QR”, informa a empresa de logística especializada em entregas não domiciliárias.

O sistema sem papel tem ainda a particularidade de simplificar os procedimentos para levantar uma encomenda ou fazer uma devolução.

“Acreditamos que gestos tão simples como eliminar o papel de algumas das nossas operações comuns têm um grande impacto na redução das emissões e na melhoria da sustentabilidade no nosso quotidiano como empresa e como utilizadores”, referiu a propósito Nicola D’Elia, CEO para Portugal Espanha e Itália do Grupo InPost.

Como parte deste novo programa, a InPost vai fornecer aos ‘ponto pack’ impressoras, papel e tintas sustentáveis que serão utilizadas para imprimir os itens necessários nos casos em que não seja possível eliminar as etiquetas de papel.

“Através da nossa rede, imprimimos com papel e tinta sustentáveis todas aquelas etiquetas que o utilizador imprimia anteriormente em casa. Uma das muitas medidas que foram implementadas na nossa empresa para alcançar o nosso objetivo de ser Net Zero até 2040″, revela Nicola D’Elia.

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Retalho

Leroy Merlin e Staples aliados no regresso às aulas

A Leroy Merlin e a Staples acabam de lançar uma campanha especial que pretende fazer a diferença na lista de compras e preparação deste regresso às aulas.

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Até dia 20 de agosto, todos os clientes com cartão da Casa ou clube Leroy Merlin Pro que fizerem compras iguais ou superiores a 100€, em qualquer loja, site ou app da retalhista, recebem um vale de 20€ para gastar nas lojas físicas e online da Staples.

Ana André, diretora de marca, aquisição e growth da Leroy Merlin Portugal, reconhece “que a preparação para o novo ano letivo envolve uma série de despesas significativas” e por isso “esta campanha tem potencial para fazer a diferença. A nossa missão é estar ao lado dos portugueses em todos os momentos da sua vida, e numa altura de regresso às aulas, reforçamos ainda mais esse compromisso. Sabemos que são muitos os pais que aproveitam esta altura para preparar as suas casas, para iniciar a época de estudos, e é por isso que nos juntámos à Staples, de forma a garantir tudo o que precisam para conseguir um ambiente de estudo e trabalho mais funcional e agradável. Juntos, lançamos o toque de entrada para um regresso às aulas mais tranquilo, acessível e vantajoso para todos os clientes da Leroy Merlin.”

Já João Paulo Peixoto, diretor geral da Staples, acrescenta que “temos levado a cabo parcerias táticas em momentos-chave do ano, como esta, com a Leroy Merlin, uma marca forte, reconhecida a nível nacional e com forte abrangência geográfica. Esta campanha visa impactar uma tipologia de clientes com necessidades de compra que se complementam entre as marcas, numa altura do ano relevante do ponto de vista de orçamento das famílias, que ficarão certamente felizes por receberem descontos para as suas compras de regresso às aulas, em compras na Leroy Merlin”.

 

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Não Alimentar

Refurbed abre em Portugal marketplace de produtos recondicionados

A Refurbed, marca mundial de equipamentos recondicionados, entrou agora em Portugal, que passa a ser o seu 11º mercado europeu.

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A Refurbed afirma que vai aplicar em Portugal o conceito de compras sustentáveis, de economia circular e de um marketplace de produtos eletrónicos e de desporto, até 40% mais baratos.

Com Portugal a integrar o seu portefólio, o marketplace online de produtos recondicionados, fundado em 2017 na Austria, passa a estar representada em 11 países europeus.

Kilian Kaminski, co-fundador da marca esteve em Portugal para o seu lançamento e disse acreditar que Portugal “tem todas as condições para abraçar este tipo de consumo, mais consciente, observamos compradores com fortes preocupações ambientais, com elevados níveis de confiança nos comerciantes de eletrónicos e com hábitos de compras online cada vez mais consistentes”.

A marca afirma que uma das suas apostas é na literacia dos consumidores. “É importante perceber a diferença entre produtos em segunda mão e recondicionados. Estes últimos passam por um rigoroso processo de restauro e verificação, que lhes garante qualidade e desempenho comparáveis a produtos novos, e com garantia”, afirma Francisco Esteves, country manager da Refurbed Portugal.

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ESG

Delta é a marca para a qual a sustentabilidade mais contribui para o valor financeiro

Segundo a OnStrategy, a EDP e a Delta lideram o ranking das marcas com mais valor de ESG em Portugal. O estudo conclui que sustentabilidade já devia contribuir com 19,8% para o valor financeiro das marcas portuguesa mas nas 100 mais valiosas o contributo direto é de apenas 12,7%.

Quando falamos de sustentabilidade e de marcas portuguesas, a EDP e Delta lideram o ranking de valor financeiro. Os dados são da OnStrategy que desenvolveu um trabalho que analisa o impacto económico da sustentabilidade no valor financeiro das marcas. Este estudo segue as normas ISO10668 (avaliação financeira de marca) e ISO20671 (avaliação de estratégia e força de marca).

A sustentabilidade deveria representar 19,8% do valor financeiro das marcas portuguesas mas as 100 marcas mais valiosas do país registam apenas uma contribuição de 12,7%. Para a consultora multidisciplinar focada na criação e otimização do valor financeiro das marcas e organizações dos seus clientes e parceiros, este desfasamento revela o potencial inexplorado no impacto económico da sustentabilidade.

A EDP destaca-se como a marca portuguesa com o maior valor financeiro associado à sustentabilidade, totalizando 406 milhões de euros. A Galp Energia, Pingo Doce, Continente, Super Bock, The Navigator Company, CTT, Worten, Parfois, Sagres fazem parte do Top25 deste ranking divulgado pela OnStrategy.

A Delta é a marca onde a sustentabilidade mais contribui para o valor financeiro, com 16,8%, estando mais próxima do seu valor potencial de contribuição.

Ranking_ESG_ OnStrategy

De acordo com João Baluarte, partner da OnStrategy, as organizações enfrentam quatro grandes desafios no âmbito da sustentabilidade: o que fazer, como fazer, o que comunicar e como comunicar que são essenciais num contexto em que as questões de sustentabilidade se tornaram uma obrigatoriedade legislativa.

“O mundo enfrenta desafios de sustentabilidade cada vez maiores e que se tornaram uma obrigatoriedade para as organizações até por via legislativa, e nos últimos anos foram desenvolvidas políticas e requisitos que as organizações têm de cumprir no âmbito da agenda de sustentabilidade”, sublinha.

Os quatro desafios são: o que fazer, porque “independentemente do esforço financeiro a que as empresas são chamadas, já existem regras definidas para todos os setores de atividade com calendários de implementação e informação (report) definidos” e como fazer, como vários especialistas “em campo a desenvolver planos de implementação” começa por enumerar.

O que comunicar é também apontado, porque “aquilo que são as obrigações e imposições não coincidem no todo com aquilo que é relevante para os diferentes stakeholders. Há muitos assuntos da agenda de sustentabilidade que têm de ser concretizados mas não têm de ser comunicados no seu todo e de forma igual aos diferentes stakeholders, e aqui reside outro desafio para as organizações sobre os conteúdos relevantes para cada stakeholder (ambiente ecológico e de trabalho, cidadania, governo)”.

Por último, como informar, já que “se estamos a falar de diferentes stakeholders e diferentes contéudos de comunicação, há um último desafio que reside na efetividade da comunicação (inclusive do ponto de vista financeiro) através da seleção dos touchpoints mais eficientes (meios tradicionais e digitais, eventos, patrocínios, marketing direto, ponto de venda)”, conclui João Baluarte.

 

 

 

Sobre o autorAna Rita Almeida

Ana Rita Almeida

Retalho

Nespresso abre em Lisboa um novo formato de boutique

A Nespresso acaba de abrir no Centro Comercial Colombo, um novo formato de boutique focado na experiência do consumidor.

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O novo conceito de boutique, que se estreia em Portugal, tem como mote ‘Cultivar o café como uma arte para fazer crescer o que há de melhor em cada um de nós’ e foi criado para aproximar mais a Nespresso do consumidor. A marca tem como objetivo alargar o novo conceito a várias boutiques do país.

O novo modelo de loja apresenta espaços diferenciados, entre os quais um lounge onde o consumidor “pode provar e descobrir o café como uma arte”, uma zona “focada na circularidade, sustentabilidade”, a área Nespresso&You dedicada à personalização, e uma área de seleção e compra de café, máquinas e outros acessórios, adianta a marca.

“Na Nespresso continuamos a apostar no formato físico, proporcionando a todos os amantes de café uma experiência mais emocional e próxima, que por momentos lhes permita escapar da azáfama do dia-a-dia. Esperamos que esta nova boutique seja apenas o início de um conceito cada vez mais focado na experiência”, explica Jaime de la Rica, business executive officer (BEO) da Nespresso Portugal.

A marca vai lançar um calendário de eventos a realizar no novo espaço, com masterclasses, momentos de degustação, ‘Coffee Talks’ com parceiros da marca sobre projetos relevantes, exibições de arte focadas em café e ações de personalização de máquinas e acessórios.

A 23 e 25 de julho, a marca expande o novo conceito, com a abertura de duas novas boutiques Nano, em Vila Real e Viana do Castelo, respetivamente. Nestes espaços pode ser encontrada uma enorme variedade de café e uma seleção de máquinas e acessórios Nespresso. Os clientes podem ainda entregar as cápsulas Nespresso usadas, que serão posteriormente recicladas, e realizar a degustação dos cafés que tiverem mais curiosidade em experimentar.

A Nespresso conta agora com 28 boutiques em Portugal, sendo a loja do Colombo a primeira a englobar o novo conceito imersivo

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