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Congresso Nacional de Milho debate volatilidade do Mercado Mundial de Cereais

Por a 30 de Janeiro de 2012 as 17:33

A volatilidade das cotações do Milho no Mercado Mundial de Cereais, as politicas comerciais da União Europeia, a PAC pós 2013 em Portugal, a cultura do milho no empreendimento de fins Múltiplos de Alqueva e a visão socio-economica de Adriano Moreira sobre os novos pobres do mundo, são alguns dos temas a serem debatidos no VIII Congresso Nacional do Milho que terá lugar no próximo dia 08 e 09 de Fevereiro no Hotel Altis, em Lisboa.

O encontro da Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sogro (ANPROMIS) reunirá mais de quatro centenas de profissionais e especialistas de todo o mundo. Com a representação de entidades como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Confederação Europeia dos Produtores de Milho (CEPM), este é um encontro que coloca em debate questões políticas, económicas e sociais que se revelam ser fundamentais na construção das bases de um sector de inquestionável valor para Portugal, como é o da fileira do milho.

Mais do que debater ideias e trocar experiências, este é um encontro que expressa as preocupações de todos aqueles que se movem no sector de produção de milho e constitui uma oportunidade única no panorama agrícola nacional, para levar um conjunto de oradores nacionais e estrangeiros a discutir temas tão importantes como o potencial dos recursos nacionais a serem explorados, nomeadamente o empreendimento de Fins Multiplos de Alqueva, a Volatilidade das cotações no Mercado Mundial de Cereais e a PAC pós 2013 em Portugal.

Tendo em conta o apelo lançado pelo novo director-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano, o qual aponta para o aumento da produção nos próximos anos, de modo a aumentar os stocks de aprovisionamento e combater eventuais especulações de mercado, a ANPROMIS acredita que é importante promover a produção deste cereal, uma vez que se trata de uma matéria-prima de elevado valor para a economia nacional e até mundial.

O primeiro dia de congresso será marcado pela presença de Ann Berg, consultora da FAO e especialista em mercados emergentes que, juntamente com Rodolf Quenardel, Director da Euralis (uma dos maiores cooperativas agrícolas e agro-alimentares de França), Francisco Cordovil, especialista em política agrícola e mercados e Robert Hanson (Adido dos E.U.A. para os Assuntos Agrários de Portugal e Espanha), irão colocar a debate a questão da volatilidade das cotações no Mercado Mundial de Cereais. Segundo Luis Vasconcellos e Souza esta é uma questão que deverá estar na base das políticas agrícolas. “Há que criar mecanismos de modo a minimizar os efeitos da volatilidade dos preços dos cereais na União Europeia e aproveitar a Política Agrícola Comum, agora em revisão, para criar um sistema de regulação dos mercados que permita garantir o rendimento dos agricultores europeus, assegurando, assim, o aprovisionamento alimentar da população”, acrescenta.

“Os novos pobres do Mundo” será o tema central de um dos painéis do segundo dia de congresso, o qual conta com a participação do Professor Adriano Moreira. O tema “PAC após 2013 em Portugal” constituirá um outro momento de debate que estará a cargo de Francisco Avillez, Coordenador do Grupo de Peritos para a PAC pós 2013, João Pacheco Director-Geral Adjunto da Direcção Geral de Agricultura da Comissão Europeia e Luís Capoulas Santos, relator do Parlamento Europeu para a reforma da PAC.

Para o presidente da ANPROMIS “a Política Agrícola Comum (PAC), cujo futuro se encontram actualmente em discussão, tem de defender uma Política que crie condições para que os agricultores europeus continuem a investir no sector. É urgente criar bases de apoio e incentivo que nos permita ultrapassar os actuais constrangimentos de modo a amplificar os resultados positivos alcançados em 2011 na cultura do milho que se revelou extremamente favorável, tendo no caso das sementeiras mais precoces, havido incrementos de produtividade da ordem dos 20%”.

O encerramento do Congresso ficará a cargo de Assunção Cristas, Ministra da Agricultura, Ambiente, Mar e Ordenamento do Território.

Veja aqui o programa do congresso.

 

Um comentário

  1. Ashwini

    10 de Fevereiro de 2012 at 12:38

    A febre do serviço público chega ao 5 dias ou como pasasr de simpatizante do PCP a assessor do Ministro Relvas e ainda perder dinheiro com isso …

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