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ANIL: Continente promove falência da produção nacional de leite

Por a 4 de Janeiro de 2012 as 14:59
Continente_leite

No início do presente ano a cadeia de Distribuição Continente iniciou uma acção de promoção de diversos produtos de primeira necessidade, maioritariamente importados e com a insígnia do operador, com um preço de venda ao público bastante baixo e um desconto acumulável em cartão de -75% (50% disponível na segunda quinzena de Janeiro e 25% da primeira quinzena de Fevereiro).

 

Nesse pacote de bens de primeira necessidades encontram-se diversos produtos lácteos, como queijos, iogurtes e também o leite, neste caso em embalagens de 1,5 litros comercializados a 0,78€, sobre o qual recai o desconto de -75%, resultando um preço final de 0,13€/Litro.

Sendo a matéria-prima de origem não nacional (mais concretamente espanhola) e tendo em conta que o preço médio do leite ao produtor praticado em Portugal e Espanha ronda os 0,33€/Litro (2,5 vezes superior ao preço de comercialização do referido leite da marca Continente) é incompreensível como tais práticas sejam livremente permitidas no nosso país.

Com efeito, o comportamento deste operador da Distribuição merece a nossa firme censura, pois representa um duro golpe na cadeia de valor nacional ao tornar manifestamente impraticável concorrer com referências comercializadas a valores inferiores a metade do custo de aquisição da matéria-prima pelos operadores industriais.

Fica, assim, mais uma vez bem patente a diferença entre as posições mediáticas de defesa da produção nacional por parte das cadeias de Distribuição e a sua prática efectiva, sendo que a FENALAC e a ANIL, enquanto representantes sectoriais, não deixarão de denunciar e desmascarar a política de comunicação de operadores que utilizam os interesses nacionais de forma torpe e indecorosa.

Relembramos que os produtores de leite portugueses, apesar de atravessarem uma situação muito difícil devido ao aumento brutal dos custos de produção, são capazes de abastecer na totalidade o mercado nacional. Nesse cenário, fica evidente que o único objectivo das importações de leite é a destruição de valor e das marcas comerciais nacionais e, em última análise, o aumento dos lucros da Distribuição, nem que para tal milhares de produtores de leite e as suas famílias declarem falência.

Dada a importância social e económica do sector do leite, que emprega cerca de cem mil pessoas e gera 2 mil milhões de euros em volume de negócios (1,3% do PIB), a FENALAC e a ANIL irão denunciar esta prática junto das autoridades e instituições relevantes (Presidência da República, Primeiro Ministro, Governo, Grupos Parlamentares, Autoridade da Concorrência e ASAE) e promover a informação e a sensibilização do consumidor para os perigos de tais práticas, ao nível do emprego e da actividade económica em Portugal.

7 comentários

  1. Jonas

    19 de Março de 2012 at 1:18

    Boas …. bem a meu ver acho que não estão a ver bem a situação! só faço uma pergunta se o nazi do belmiro fexa se portas em portugal… gostaria de saber como é que o parol do portugues teria dinheiro nos meses seguintes para sustentar a familia? é verdade pode ser escravidão! mas ha sitios piores fora de Portugal… caso n tenha reapardo o grupo sonae emprega não centenasmas sim milhares de pessoas! já pensas te em que acarreta ou quais os custos de um hipermercado??? ganha milhoes??? roubo ao patrão?? épa mas da emprego! então e o nosso governo??’ que nos rouba tds os dias e não nos ajuda? eu não concordo com muita coisa aqui mas respeito!

  2. PM

    6 de Janeiro de 2012 at 10:58

    O FAD esqueceu-se de tomar a medicacao

  3. A J CARVALHO

    5 de Janeiro de 2012 at 23:25

    Bem prega frei tomás.
    Aqui o ou a FAD arrasa com o Belmiro e defende o JM.
    Suponho que se refere ao Jerónimo Martins.
    São filhos da mesma escola. São todos uma cambada de ladrões autorizados, não há que escolher. O Pingo Doce também importa a granel maior parte dos produtos de Espanha, França,Itália, Polónia, etc,etc, engarrafa, ensaca e empacota nos centros de logistica e põe marca Pingo Doce.
    Não há santos quando se trata de lucros chorudos.

  4. FAD

    5 de Janeiro de 2012 at 15:08

    E ainda falam do JM , vejam vem o que estes nazis andam a fazer , o JM promove emprego, e estes nazis o desemprego, o JM ajuda os mais necessitados sem receber nada em troca e estes nazis ganham dinheiro para fazeren solariedade , com os CD´s da popota, e o parolo do portuga lá vai comprar mesmo sabendo que está a ajudar estes nazis a enriquecer , vão lá comprar vão , não se esqueçam que estes nazis também estão sediados na Holanda,e para terem o que têm hoje o nazi Belmiro roubou o patrão.Não esqueçam também da escravidão que o funcionários sofrem nas lojas deste nazi, vão lá e questionem os funcionários.
    O parolo do portuga lá vai comprar os artigos com 50% e 75%,porque é bom comprar lá dão muitos descontos…!!!!??, mas não reparou que na semana anterior os artigos estavam mais baratos 50%. Meus senhores estes nazis não dão nada a ninguem.
    Já agora vão também aos nazis dos Lidl´s e do Aldi , a aos chauvinistas dos franceses do intermarche, do leclerc,e do Dia , e á Brasileirada do Jumbo.
    Sejam portugueses a sério e abram os olhos e não andem a fazer campanhas contra quem é sério e honesto com os colaboradores.

  5. Faria

    5 de Janeiro de 2012 at 10:25

    Que vergonha… e não é só com o leite…

  6. Pedro Martins

    5 de Janeiro de 2012 at 10:08

    Com a falsa publicidade de ajuda ao consumidor, estes senhores arrasam as empresas em Portugal.

    As marcas próprias deveriam ser proíbidas, bem que podem apregoar o contrário mas a verdade é que estas marcas a prazo arruinam o tecido económico.
    Não aportam valor, inovação, emprego qualificado nem estabilidade às empresas que as fabricam. Pelo contrário conduzem ao um desinvestimento em i&d, marketing, forças de vendas, trabalho qualificado e criam instabilidade nas empresas que ficam à mercê de contratos anuais leoninos com a distribuição.

    Esta gente esquece-se que os seus clientes para o serem têm que ter um trabalho, e com estas políticas abusivas estão a contribuir para o aumento massivo do desemprego no país.

    Eles ainda assim queixam-se e emigram as suas sedes em forma de protesto, mas foi graças a este pequeno país mal governado que eles enriqueceram e passaram de meerceiros para donos de cadeias de lojas de desporto, electrodomésticos, roupa, cafés, gasolineiras, livrarias, animais e plantas, hotéis, comunicações, centros comerciais, informática, congelados, sapatarias, uff!

    É chato pagar cá todos os impostos, desculpem lá qualquer coisinha…..

  7. Figueiredo

    5 de Janeiro de 2012 at 9:51

    Aprendam!!! A lactogal irá pagar caro a preputencia em relação ao mercado portugues, e as insignias que operam em portugal tudo irão fazer para que isso aconteça…

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