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Preço dos alimentos atingem valor recorde

Por a 6 de Janeiro de 2011 as 12:22

O índice de 55 mercadorias alimentares compilado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) registou, em Dezembro de 2010, um incremento pelo sexto mês consecutivo, atingindo os 214,7 pontos, ultrapassando o máximo histórico anterior de 213,5, registado em Junho de 2008, avançou ontem a agência no seu relatório mensal. Além destas 55 mercadorias alimentares, também os preços do açúcar e da carne evoluíram para novos recordes.

Os preços dos alimentos a nível mundial subiram para níveis recorde no último mês do ano 2010, “impulsionados pelo aumento do custo do açúcar, cereais e sementes oleaginosas, superando os valores alcançados em 2008, que provocaram motins desde o Haiti ao Egipto”, informaram as Nações Unidas.

O açúcar valorizou-se pelo terceiro ano consecutivo em 2010 e o milho registou a maior subida em quatro anos no mercado de Chicago. Por outro lado, os preços dos alimentos podem aumentar ainda mais, a não ser que a colheita mundial de grãos suba “significativamente” este ano, advertiu a FAO no passado dia 17 de Novembro. “Infelizmente, ainda existe potencial para os preços dos cereais se fortalecerem num ambiente marcado por bastante incerteza”, alerta a propósito Abdolreza Abbassian, economista sénior da FAO. “Se algo correr mal com a colheita sul-americana, há uma grande margem para aumentos”, explicou Abbassian, citado pela agência de informação financeira Bloomberg.

De referir ainda que os custos da alimentação aumentaram 25% face ao mês de Dezembro de 2009, reflectindo a crescente procura chinesa e a grave seca regista na Rússia.

Um comentário

  1. João Guilherme

    7 de Janeiro de 2011 at 9:49

    Todos os anos aumentam preços e rendimentos, estes últimos sempre em menor percentagem. Este aumento tem a ver, não com inflação, mas com outros fatores. Esses fatores, sejam por condicionantes da natureza (climáticos) ou por questões de produção (económicos, políticos, sociais, etc.) têm que, lógica e óbviamente, ser suportados, não pelo consumidor, mas pelos países/governos da área em questão. Para os fatores climáticos, existem (onde ão, criem-se) fundos/planos criados para esse fim específico; para os outros, também da responsabilidade dos governos, estes, deverão compensar o problema de forma a que o consumidor não suporte esses aumentos que são resultado das políticas de gestão/governação.

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