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Os Millennials dentro da nossa organização, por Carlos Carvalheira (SAS)

Por a 6 de Dezembro de 2017 as 12:15
Carlos-CarvalheiraSAS

Por Carlos Carvalheira, Account Executive do SAS

Millennials. No último artigo falei sobre estes “consumidores especiais”, de perfil exigente e visceralmente tecnológico. Estão permanentemente ligados, são 100% abertos à mudança e parecem estar sempre prontos a experimentar novos desafios. Diria que eles empurram tudo e todos para a inovação, têm uma grande consciência ecológica e uma “cabeça já toda globalizada”. Como será então trabalhar com eles? Que novas profissões escolhem? Quais as suas expetativas e motivações? Estarão as empresas preparadas para os receber?

Antes de mais, há que lembrar que estes jovens cresceram e estudaram num ambiente digital e altamente dinâmico. Ora, uma empresa ser tecnologicamente avançada é algo primário para eles que esperam reforçar, cada vez mais, as suas competências digitais. O que significa que os processos e modelos de negócio têm de se adaptar a esta nova realidade, não somente pelos Millennials mas porque na verdade é esse o caminho para o futuro… Liberdade é um conceito muito importante e a mudança não os assusta. Sentem que a empresa onde estão não corresponde às suas expetativas? Saem, sem pensar duas vezes, e procuram então outro local de trabalho à altura das suas aspirações.

Olhando para o mercado de trabalho, as tecnologias de Informação continuam a figurar entre os quatro primeiros da lista de setores com mais ofertas de emprego. As Tecnologias de Informação (TI) estão, definitivamente, a dominar e há que não ignorar este facto. Entre as profissões que estão no topo temos a de Cientista de Dados, profissionais que combinam as competências técnicas e analíticas necessárias para trabalhar uma avultada quantidade de dados e conseguir transformá-los em informação preciosa para tomadas de decisão estratégicas.

Em plena era do Big Data, das Web Summit, da Cloud e da Inteligência Artificial não é de estranhar que as organizações já não vivam sem eles…

Voltando aos Millennials… o seu talento é necessário e desejado pelas empresas… e o que estas têm de fazer é ter a habilidade de lhes dar espaço e liberdade para poderem desenvolver a sua criatividade, sendo isto transversal a todos os setores, inclusive o do retalho!

Não falo aqui de uma submissão por parte das entidades empregadoras, mas antes num bom e saudável equilíbrio e compromisso. É como que um desafio para fomentar a lealdade desta nova geração, seja através da promoção de oportunidades de desenvolvimento de competências de liderança; um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional; a criação de funções com um impacto positivo nas suas vidas e na sociedade; e nunca esquecer o fator inovação e a flexibilidade…

É importante ouvir e prestar atenção aquilo que estas novas gerações têm para dizer, já que serão elas que constituirão, no futuro, uma enorme fatia da percentagem dos trabalhadores.

Segundo um estudo da Great Place to Work, as empresas mais bem-sucedidas na integração dos Millennials no mercado de trabalho são precisamente aquelas que reconhecem os seus talentos e lhes concedem um papel significativo, de forma a que possam fazer a diferença dentro da organização.

Estará tudo insano? Não! Estamos é a viver num período de transformação digital, transformação esta que é rápida, intransigente e não tem precedentes.

A mudança é das únicas certezas nas nossas vidas e cabe às empresas serem adaptáveis e não ter receio de sair da chamada zona de conforto. O objetivo é acompanhar a evolução do mercado e agarrar as oportunidades que vão surgindo. Muito se tem dito que “…estamos a viver um momento único na história da tecnologia…”. Não baixemos então as armas e tiremos partido destas oportunidades, junto dos mais novos e dos mais velhos!

 

 

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