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Aberturas de lojas de rua no Porto disparam 40% este ano

Por a 13 de Novembro de 2017 as 20:05
Porto_Cushman_press

O formato de loja de rua no Porto registou até ao terceiro trimestre do ano um crescimento de 40% em termos de número de aberturas face ao mesmo período do ano anterior. 82% das aberturas ocorridas este ano corresponde a unidades de restauração, dá conta a consultora imobiliária Cushman & Wakefield (C&W).

As zonas históricas de comércio do Porto, nomeadamente, a Baixa (Ruas de Santa Catarina e de Sá da Bandeira) e os Clérigos, ganharam 80 novas lojas de rua desde 2007. “Houve cadeias, internacionais e internacionais, que praticamente triplicaram o número de lojas de rua no Porto nos últimos dez anos”, destaca a consultora.

Por outro lado, assistiu-se à modernização de espaços tradicionais, através da adoção de novos conceitos, sobretudo no que diz respeito à restauração. No total, a restauração representa 21% das 80 novas lojas disponíveis nas zonas históricas do Porto.

Ainda assim, o maior crescimento em termos de oferta nos atribui-se às áreas de lazer & cultura, que agregam atualmente 12% do número de lojas na Baixa do Porto e Clérigos.

Também os valores de mercado espelham a maior atração do comércio de rua, com a renda “prime” na Rua Santa Catarina a subir 15%, entre 2007 e 2017, para um valor mensal de 57,5 euros por metro quadrado. As lojas com as melhores localizações valorizaram em 30%, para uma renda mensal de 11 500 euros.

Na última década, à semelhança de outras cidades europeias, o comércio de rua da cidade do Porto registou uma evolução “muito positiva”. O que deve às alterações ao nível da legislação, particularmente a revisão da lei do arrendamento e aumento dos incentivos à reabilitação urbana, e ao crescimento do turismo. O Porto é o principal responsável pelo aumento de cerca de 70%, desde 2007, do número de turistas que visitam a zona norte do País.

Entre as principais artérias da cidade, atualmente a Avenida dos Aliados apresenta ainda “uma oferta reduzida ao nível de lojas de rua, mas ao mesmo tempo tem um “elevado potencial”. Esta representa “a confluência entre a zona ‘trendy’ dos Clérigos, onde se encontra o Passeio dos Clérigos, e a zona ‘mass market’ da Baixa, a qual irá beneficiar dos projetos do Mercado do Bolhão e do Bonjardim City Block”, explica a C&W.

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