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Nasce em Portugal primeira empresa especializada na criptomoeda “Ethereum”

Por a 22 de Junho de 2017 as 15:59
blockchain

O norte-americano residente em Portugal, Justin Wu, e o português Fernando Moreira, fundador da Angry Ventures, uma “startup studio” que ajuda a construir e investe em negócios disruptivos, criaram a primeira empresa do mercado português especializada na criptomoeda “Ethereum”.

A empresa chama-se Etherify e é “o primeiro blockchain venture studio made in Portugal”, explicam os cofundadores. A criptomeoda “Ethereum” tem vindo a crescer nos principais pólos tecnológicos do mundo, como Silicon Valley, Califórnia, Estados Unidos, mas também no Dubai, em Londres e em Singapura, o que levou os cofundadores a trazer a moeda digital para o mercado português.

A Ethereum é principal concorrente da bitocoin. É uma plataforma de computação  (computador de escala planetária),  em código aberto, que permite efetuar “contratos inteligentes”, cuja segurança é garantida por criptografia, o blockchain.

A Ethereum, criada em 2013 pelo engenheiro de computação canadense Vitalki Buterin, tem como objetivo levar a tecnologia blockchain a tudo o que pode ser programado e é essa a grande diferença em relação às bitocoins, a moeda digital mais utilizada no mundo. Enquanto a bitocoin funciona exclusivamente como método de pagamento, a rede da Ethereum serve atualmente como base para projetos de distribuição de energia, de publicidade virtual e lojas eletrónicas.

A moeda digital em circulação na rede é o ether. O crescimento da bitcoin tem vindo a aumentar o interesse por moedas alternativas. Nesse sentido, o valor de revenda do ether cresceu mais de 500% desde o início deste ano, revela o jornal Tecmundo. Em janeiro de 2017, uma unidade da moeda valia 7,98 dólares valor que subiu para 407,10 no dia 12 de junho.

Fernando Moreira explica que numa fase inicial a empresa que fundou no mercado português, especializada em Ethereum, vai apostar na educação. “Em Portugal existe ainda uma comunidade muito reduzida de pessoas que sabe realmente o que é o blockchain. A grande maioria das empresas ainda não acordou para esta realidade e é por isso que o primeiro passo deve ser educar”.

“Este conceito abre portas para a ‘internet of agreements’ onde qualquer pessoa pode contratar outra de forma automática e sem intermediários. O que faz antever uma mudança drástica nas dinâmicas sociais e económicas e sociais: além de poupar tempo e dinheiro, o blockchain permitirá que a Internet of Things (IoT) se concretize em larga escala”, sublinha o fundador da Etherify.

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