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Por uma pegada digital consciente

Por a 15 de Fevereiro de 2017 as 19:33
SAS

Opinião de Carlos Carvalheira, Account Executive do SAS

Todos os dias, conscientemente ou não, fazemos crescer a nossa pegada digital. Seja através do uso do telemóvel, das redes sociais, de aplicações, de sites, da cloud, entre outras coisas, a verdade é que, diariamente, vamos deixando o nosso rasto. Este é um tema que evidentemente preocupa grande parte dos consumidores se o abordarmos à luz de outras questões, como sejam a privacidade dos dados ou os comportamentos de risco no ciberespaço.

Segundo alguns estudos, no geral as pessoas sentem-se seguras em relação à informação pessoal que fornecem às empresas. Apesar de terem determinadas preocupações, acabam por ceder e facultam certos dados, muitos deles valiosos para, no imediato, se conseguir traçar o seu perfil e, a partir daí, ir direcionando conteúdos e ofertas conforme as suas necessidades.

De facto, o que nós todos queremos enquanto consumidores é mensagens personalizadas e sentir que determinada entidade ou marca satisfaça, na perfeição, todas as nossas exigências e expetativas. No fundo, desejamos que as marcas nos conheçam bem,para que em troca nos proporcionem experiências que nos “assentam que nem uma luva”. Mas, para as marcas conseguirem ser assertivas, têm que se basear naquilo que sabem sobre cada consumidor… daí a importância das questões de intromissão ou invasão de privacidade. Há que saber chegar a quem está do outro lado, mas respeitando sempre o seu espaço e estabelecendo limites.

Através das redes sociais, nomeadamente o Facebook, vamos expondo (é certo que uns de forma mais exuberante do que outros) vários aspetos das nossas vidas que acabam por se tornar cruciais para, por exemplo, conteúdos de marketing.Os “gostos” que vamos colocando, os posts ou simples comentários que fazemos, as fotografias partilhadas, a linguagem usada, tudo isto é analisado para definir padrões, identificar traços de comportamento e personalidades.

São inúmeros os dados, oriundos de várias fontes e canais, que se conseguem reunir e cruzar sobre cada um de nós. Seja através de uma compra feita online, da reserva de um hotel, de uma consulta de artigos, de notícias lidas, músicas ouvidas… diria que o nosso comportamento digital é uma porta de entrada para os nossos hábitos, gostos, vontades e necessidades.

Isto não é, de forma alguma, para nos amedrontar pois é a realidade em que vivemos e, se agirmos todos segundo determinados princípios e valores-chave como a honestidade, o respeito e a integridade, e desde que haja bom senso, acredito não haja consequências de maior.

A análise e tratamento eficiente dos dados volta assim a estar em lugar de destaque! Todos os dias aparecem novos dados, vindos de diferentes canais, carregados de informação válida e útil que tem de ser trabalhada. E para quê? Para dela traçarmos padrões comportamentais e conseguirmos conhecer, verdadeiramente, o quê e quem está por trás daquela informação. E é através deste processo, com a ajuda de plataformas, ferramentas e soluções específicas de análise de dadosque, no final, olhamos para um cliente e sabemos que é o “Afonso, com 37 anos, casado, tem uma filha e está neste momento à procura de uma casa nova”.O foco tem de estar sempre, sempre, no Afonso. É simples e cru: sem Afonso não há negócio e, por isso, tudo deverá ser feito em prol da sua satisfação! Seja a experiência de compra, o conteúdo oferecido, a comunicação feita…

Invista, por isso, no tratamento dos dados que tem e tente cumprir as expectativas de quem o procura. Não desconsidere a incontestável importância do online e esteja sempre atento às pegadas de cada cliente!

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